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segunda-feira, 11 de junho de 2018

VIDA APÓS A VIDA!


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VIDA APÓS A VIDA!



Ao contrário do que o título possa sugerir, não proponho uma reflexão a respeito da morte física ou da sobrevivência da alma.

Proponho uma reflexão a respeito do quanto acreditamos que possamos viver uma experiência, morrer para ela e tornar a viver outras, renascendo como pessoas modificadas e melhores.
Alguns pensariam: Claro! Nesse sentido, acredito em vidas após a vida!

Será mesmo?

Podemos aceitar de bom grado a ideia libertária de que devemos viver uma experiência, aprender com ela e virar a página para seguir em frente. Mas quantos de nós faz isso de verdade?
Por que alguns sequer se permitem mudar e crescer, ao menos uma vez, impondo-se verdadeiras mortes em vida?

Mudar pode ser assustador, pois pode nos dar medo de sequer nos reconhecermos! Mudar pode significar, para alguns, uma forma de morte do eu!
Medo por apego ao velho e conhecido eu, apego à suposta segurança do lugar conhecido, do trabalho e das pessoas conhecidas, das velhas atitudes e vida. Conhecidos, mas não necessariamente, bons e felizes! O conhecido pode nos parecer confortável, pois sob ele podemos pensar ter controle! E não percebemos, que na verdade, é a situação que nos controla!

O desapego positivo não é o egoísmo irresponsável! Não significa dar nenhuma cambalhota, largar tudo e todos, e partir para o Himalaia! Deixando um rastro de tristezas e responsabilidades nas mãos dos outros!
O desapego positivo é pegar a responsabilidade de nossas vidas, a verdade de nós mesmos e exercê-las de fato!

As corajosas pessoas que seguem seu verdadeiro eu, os seus talentos, amor e plenitude, não são as que jamais temem! São as que, mesmo temendo, vão em busca da vida plena! Não desistem de seus sonhos e acreditam que sempre existirá uma vida melhor após a vida!

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CONVERSAS MENTAIS, ESCOLHAS E A INTUIÇÃO!

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CONVERSAS MENTAIS, ESCOLHAS E A INTUIÇÃO! 

Quem nunca experimentou um longo bate papo mental quando em dúvida a respeito de uma tomada de decisão?
Faz parte do processo e é importante que seja assim. Afinal, há de se analisar racional e claramente as opções que temos diante de nós.

Porém, um fator complicador entra em cena, quando a nossa mente ama tanto o processo de análise, que gira, gira e gira em torno da questão, sem nos dar o que mais precisamos e clamamos: "Me mostre a direção correta e definitiva, pelo amor de Deus!"

Esse papo em roda pode piorar ainda mais, quando somos muito criativos e percebemos que gostaríamos de muitas coisas que pensamos, e que somos capazes de fazer outras tantas!
É comum, pessoas criativas e cheias de potencial, paralisarem, travarem diante de tantas possibilidades. Nesse caso, as possibilidades se transformam em âncoras!
Como sair disso?

O primeiro impulso rumo a uma direção começa quando compreendemos de fato o que significa - poder pessoal!

É muito bom sabermos que temos o poder de fazer o que desejarmos e que temos vários talentos e gostos! Mas é ótimo quando entendemos que não temos que fazer tudo o que desejarmos! Podemos escolher uma direção principal onde gastar nossa energia e investir nosso tempo!
Entender que podemos escolher algumas direções, e não, todas as direções possíveis, é libertador!

Podemos observar também, que não é apenas de nossa mente, a responsabilidade de separar uma única direção, como resultado da nossa análise racional! A mente tem como função, nos mostrar as possibilidades! Mas, para a escolha definitiva, teremos que contar também, com outras ferramentas do nosso ser!

Uma dessas ferramentas a ser utilizada após a análise racional é o sentimento, claro! Sabemos que, se não gostarmos suficientemente de uma direção, o fracasso será uma questão de tempo! Somos capazes de nos autos sabotar, sem sequer percebermos!
Quando a questão for submetida ao coração, ele dará seu parecer e riscará metade das possibilidades de nossa lista mental! Mas, temos que ouvi-lo de verdade, sem deixar a mente tagarelar nesse momento!

A outra ferramenta será o nosso juiz definitivo, após a análise racional e o parecer do coração. É a intuição!
Mas, quanto a ela, muitos têm dúvidas a respeito de como identifica-la, sem confundi-la com os pensamentos ou com os sentimentos.
É bem simples!

A voz da sua intuição não tagarela, não te oferece mil motivos, não concorda ou discorda, em palavras, dos seus pensamentos! Quem faz isso é a voz da sua mente!
A voz da sua intuição não dá nenhum nó em seu estômago e nem aperta o seu coração! Essa é a voz dos seus medos!
A voz da intuição também não provoca palpitações de felicidade ou êxtase! Pois essa é a voz dos seus sentimentos!

A voz da sua intuição é muda, calma e certeira!
Contra ela não há argumentos!
Deixá-la de lado, significa exclamarmos, no futuro: "Eu sabia, algo me disse, mas eu não dei ouvidos!"
Ouça o veredito de sua voz silenciosa e faça sempre boas escolhas!

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RAIVA E FRUSTRAÇÃO... QUEM NUNCA..???

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RAIVA E FRUSTRAÇÃO... QUEM NUNCA???


Apesar de ser um sentimento natural de alarme, que nos mostra quando algo não está indo bem e que precisamos mudar alguma direção, a raiva pode ser um sentimento avassalador que destrói relacionamentos e tira completamente o nosso equilíbrio!
Alguns conseguem lidar com a raiva e a frustração mais positivamente, mas a maioria das pessoas, quando diante desses sentimentos, não conseguem um bom autocontrole e explodem ou se calam e implodem!

Durval é o nome do personagem que criei para ajudar na narrativa do livro -Raiva e Frustração - Como lidar - na intenção de estudarmos esses sentimentos.
Durval é uma pessoa igual a tantas outras que lida, com sua vida e seus sentimentos, da melhor forma que pode e busca o que supõe necessitar para viver feliz. Procura agir dentro de seus mais altos princípios, mas em alguns momentos, mesmo não gostando de reagir desse modo, algo incontrolável ocorre em seus sentimentos e ele perde a cabeça e ferve de raiva!

Algumas vezes ele até consegue se controlar e evitar a explosão, mas isso acaba fazendo com que se sinta mal durante muito tempo, se cobrando que deveria ter feito isso ou aquilo, deveria ter dito isso ou aquilo. E passa, às vezes, dias seguidos remoendo os pensamentos, como que ensaiando como deverá agir na próxima vez em que aquele fato ocorrer.
A tal próxima vez chega, e ele esquece todos os ensaios anteriores, repetindo o mesmo tipo de conduta emocional que tanto mal lhe faz.
As explosões de Durval colocam em risco os seus relacionamentos. Alguns amigos já se afastaram, pois não suportam viver ao lado de alguém que mais parece uma bomba-relógio, pronta para explodir a qualquer momento. As explosões de Durval fazem com que todos se sintam muito constrangidos!
E se tentarem pedir calma, ele se irrita ainda mais, fazendo longos discursos em defesa de sua razão de estar tão indignado! Mas não é a sua motivação que está necessariamente errada, e sim, sua forma de lidar com os eventos!
Na verdade, Durval não gosta de ser assim! Ele tem medo de que um dia desses, seu coração estoure, pois quando é acometido por um ataque de raiva, tem taquicardia, sua pressão sanguínea sobe e sua respiração fica ofegante.
Porém, antes que consiga raciocinar, já explodiu! Depois, Durval sente muita vergonha de ter se comportado dessa forma. E às vezes não há, sequer, como ele tentar pedir desculpas e ser perdoado, devido à gravidade de suas atitudes. Durval quer mudar, mas não sabe como!

Todos temos um certo lado Durval! Às vezes lidamos melhor, nos controlamos a tempo de raciocinar e não permitir que a emoção tome conta, outras nem tanto.

O PRIMEIRO PASSO É ADMITIR O QUE SENTE:
A primeira coisa que precisamos fazer ao ficarmos frente a frente com algum sentimento incômodo, seja ele qual for, é admiti-lo.
Precisamos admitir o que estamos sentindo, sem tentarmos minimizar o sentimento!
Dizer para nós mesmos o que estamos sentindo de verdade pode parecer ser extremamente simples. Mas seria, de fato, sempre real a nossa avaliação do que estamos sentindo?
Muitas vezes, nossa percepção da realidade, do que de fato sentimos, estará mascarada, pois podemos estar escondendo de nós mesmos um sentimento que não aprovamos que não queremos ver, por achá-lo mau, indigno ou até mesmo perverso!

RAIVA É UMA EMOÇÃO DE ASSALTO E ALARME:
De todas as emoções, talvez a raiva seja a mais difícil de ser controlada! Isso porque é uma emoção aparentemente repentina, imprevisível e que nos pega de assalto.
Essa conturbada emoção funciona como um alarme, um alerta de que algo externo nos põe supostamente em perigo, seja esse perigo real ou apenas imaginário.
A raiva, seja ela explosiva ou não, é um tipo determinado de reação que nos avisa de que algo em nossas expectativas foi frustrado. Raiva é frustração!
A raiva pode ser uma reação de alarme e autopreservação, que pode nos servir para mostrar que algo não está exatamente como prevíamos, e que precisamos assumir alguma postura de lutar ou fugir de algum perigo físico eminente.
Pode ser, também, o soar de um alarme interno para que observemos melhor nossas expectativas, percebendo qual desejo nosso foi frustrado e qual o novo rumo a seguir em direção à meta.

Nesse sentido, quando percebida antes da explosão, a raiva pode ser vista como um alerta positivo, pois foi imediatamente direcionada para um foco interno e produtivo e não de ataque. Porém esse alarme pode extrapolar para sentimentos destrutivos, que geram violência física ou moral, quando nosso olhar se volta apenas para o externo.

Nesse caso, vemos o evento externo e as pessoas envolvidas como sendo nossos inimigos e como algo a ser controlado à força ou destruído.

VONTADE DE CONTROLAR OS EVENTOS OU AS PESSOAS:

Esse é o tipo de pensamento que precisa ser trabalhado em quem tem problemas em lidar com a raiva e a frustração.
Não há como pretendermos controlar totalmente os eventos e muito menos as pessoas!
Só podemos controlar a nós mesmos!
Não temos aqui, espaço para trabalhar todos os aspectos envolvidos, mas esses e outros sentimentos destrutivos são amplamente discutidos e trabalhados em diversos de nossos livros, textos e cursos. Procure as postagens relativas, aqui em nosso Blog! 

Poder trabalhar esses sentimentos, entendê-los e também aprender a lidar com pessoas que costumam ter esse tipo de reação é vital para a nossa saúde emocional e de nossos relacionamentos!
Vale a pena trabalhar esses sentimentos que podem estar destruindo sua vida e autoestima!
Pois quanto mais nos sentirmos impotentes e frustrados, mais nosso poder pessoal sofre e, com isso, nossa autoestima, também.

Desapegar, não é largar o que é importante para o nosso crescimento como seres humanos! É soltar as amarras, o peso excedente, fútil e desnecessário, os lastros que nos auto impomos!

Se formos totalmente honestos conosco, ao fazermos uma lista de nossas reais necessidades, constataríamos a quantidade imensa de penduricalhos que carregamos! Penduricalhos emocionais, mentais e materiais! Somos acumuladores inconscientes! Guardamos muito lixo!

Como, com tantos apegos e amarras, podemos pretender virar alguma página de nossa vida?
Precisamos fazer uma lista consciente! Ter plena consciência de nossas escolhas e o que é de fato importante para a nossa vida emocional, mental, material e espiritual também! Temos muitas facetas de nós mesmos para cuidar! Qualquer sobrepeso é nefasto!

Cada situação de nossa vida carrega consigo um ônus a ser pago e um bônus a receber! Quando a balança está equilibrada, sequer percebemos o ônus como sacrifício! É apenas algo a ser feito, de bom grado! Mas quando a balança desequilibra e pende somente para o ônus, tudo fica difícil, sacrificante e, o suposto bônus, não parece compensar! Esse é o nosso sinal para soltarmos os lastros, pois existe sobrepeso em nossa balança!

Não adie sua vida por muito tempo! Descubra o que está acumulando desnecessariamente, desapegue e viva diversas vidas!

Viver muito tempo pode não estar totalmente sob o nosso controle, mas viver bem está!

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MEDO! O QUE FAZER???

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MEDO! O  QUE FAZER???



Nenhum de nós é ou faz tudo perfeitinho e nem poderíamos, uma vez que perfeição é um conceito que depende do observador, além de nossa evolução ainda deixar a desejar! 

Mas mesmo assim, exigimos demais de nós mesmos e dos outros! E quando nossos altos padrões não são alcançados, sentimos medo! Medo de errar, medo da frustração, medo do futuro e por aí vamos!

O medo faz parte da nossa sobrevivência, pois precisamos do nosso instinto de autopreservação. Ele, o medo, precisa existir como um alerta de perigo, para que tomemos cuidado, mas não pode ser empecilho para a ação! 

Mas quando nossas emoções estão à solta, o medo paralisa a ação! E algumas vezes ele é tão forte, que mesmo quando os nossos pensamentos racionais tentam nos provar que estamos sendo tolos, não nos tiram desse estado! Nos encolhemos aguardando que algo no externo mude para que possamos seguir com mais segurança! E raras são as vezes em que o externo nos provê de segurança, não é mesmo? Parece que é exatamente ao contrário disso! Cada vez mais o externo nos presenteia com mais medos e menos segurança!

Acho que só existe uma forma de não permitirmos nossa paralisação! Que é enfrentarmos o medo e colocá-lo em seu devido lugar: no lugar de ser um alerta e nada mais!
O medo não é nenhum presságio! Ele não tem a qualidade de acertar e prever o futuro, como nos faz crer!

E se permitirmos, um único pensamento de medo pode tomar conta tão completamente, que todo o nosso reconhecimento de nós mesmos e da realidade, simplesmente somem!
Nos transportamos para uma "realidade paralela” onde tudo gira em pensamentos e visões negativas e sem saída!

O inferno, definitivamente, é circular! Um simples pensamento nos coloca e nos prende ali! Mas, se um pensamento nos colocou no circular inferno emocional, outro pode nos tirar! Constate e aceite a verdade e realidade para sair da roda de ilusões negativas! Dizendo a si mesmo algo como: "Ok! Agora estou com tanto medo que estou girando! Não tem nada pra mim aqui de positivo!”. 

Não tente lutar e negar o medo! Aceite-o, pois essa simples constatação vai fazer com que sua mente busque outro foco para defender-se! E você vai compactuar com isso, buscar fazer uma coisa positiva e parar de girar. Depois, mais calmo, poderá analisar melhor e realmente encontrar soluções!

Se o inferno é circular, uma reta, uma meta pode nos tirar dali! 
Covardia não é sentir medo! É deixar que ele nos detenha! 

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PARE O MUNDO... EU QUERO DESCER!!!


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PARE O MUNDO... EU QUERO DESCER!!!



Você já sentiu como se os eventos estivessem acontecendo em uma velocidade tão grande, de formas tão desagradáveis, que a sensação é de impotência, como se o mundo acelerasse e tudo fosse desabando?

Para onde olhamos, só existe o mal contaminando tudo!
A antiga sensação de leveza e segurança se foi!
Dá mesmo vontade de gritar: "Pare o mundo, porque eu quero descer!”.
Só nos resta o medo e a falta de esperança, pois o medo pode nos fazer imaginar sempre os piores resultados!

O medo, via de regra, é o responsável por nossa sensação de impotência. E é ele também o responsável por nossa percepção desse mundo feio do qual queremos nos libertar.
Estamos, nesses momentos, enxergando um mundo que reflete apenas o que mais tememos!

Pare um segundo e procure se lembrar de como você se sentia quando era criança!
Dirá que o mundo era melhor, mais positivo nisso ou naquilo, certamente!
Porém, tenho certeza de que os adultos que tinham a missão de te proteger sentiam muitos medos e frustrações e também achavam que o mundo era difícil em diversos aspectos!

E uma criança hoje? Observe o quanto ela pode ser tão feliz e despreocupada quanto você foi, porque ela tem quem a proteja!

O que quero dizer é que hoje, o adulto é você!
Você é quem assume o papel de protetor tanto do mundo de seus filhos quanto do seu!
Você é quem tenta proteger a todos, consertar o mundo ou criticá-lo!
Não importa se o mundo está mais assim ou assado hoje em dia! A visão e o mundo de quem assume ser o protetor e ator pode ser facilmente tomada pelo medo e frustração! Em qualquer época! Enquanto que o mundo das crianças, não!

Talvez se nós, adultos protetores, nos déssemos ao direito de lembrar como é importante a visão mais positiva, alegre e confiante da criança, o mundo não seria visto como algo tão sem conserto ou tão negativo!

Nosso desafio é transitar no tempo, através dos eventos que cada época nos traz, porém, carregando nosso adulto e nossa criança interior lado a lado!
O mundo reflete nossos medos, mas também reflete nosso amor e esperanças!
Basta escolhermos a cada momento onde focaremos nossa atenção!

Ao conseguirmos essa visão equilibrada, veremos que tudo flui, evolui, chove e faz sol, as pessoas vem e vão e o mundo continua em seu ritmo e evolução!

E gritaremos: "Gira mundo! Eu quero é viver!”.

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NOSSAS CRIANÇAS

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NOSSAS CRIANÇAS


Otto Lara Resende, jornalista e escritor, disse certa vez em uma de suas colunas:
“Uma criança vê o que o adulto não vê. Tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do mundo. O poeta é capaz de ver pela primeira vez o que, de fato, ninguém vê. E há pai que nunca viu o próprio filho, marido que nunca viu a própria mulher. Isso existe às pampas! Nossos olhos se gastam no dia-a-dia, opacos. É por aí que se instala no coração, o monstro da indiferença!”

Isso é tão verdadeiro! Creio que não abrirmos os olhos de nossa criança interior é sermos condenados por nossa maturidade!
Talvez não se possa acusar propriamente a maturidade pelos olhos opacos, pela perda da criança e do poeta. Mas o olhar sempre voltado ao passado sim, esse pode ser o grande responsável! Pois o passado pode se infiltrar no presente, trazendo uma cortina de velhos hábitos de percepção que roubam a luz do sol e impedem o ar da renovação entrar.

Ao mesmo tempo em que nossas experiências de passado nos trazem conhecimento, podem também nos dar a impressão de que nada muda. De que, por exemplo, uma vez vista uma paisagem, será sempre a mesma a partir dali. Ou que as pessoas que conhecemos também serão sempre as mesmas. E com isso pensamos ter que conhecer outras paisagens e outras pessoas o tempo todo, tentando manter nosso olhar curioso e interessado. A vida começa a parecer uma corrida contra o tédio!

Mas a mesmice está apenas em nossos olhos voltados ao passado, pois cada minuto do presente é tão novo, mágico e belo! Tantas descobertas, mudanças e detalhes nunca percebidos em nós, nas pessoas e no mundo estão agora em nossa frente, no presente!

Como podemos enxergar essa explosão de vida e novidades quando tudo o que percebemos é a cortina do passado? Atrás da cortina tudo é velho, repetitivo, sempre o mesmo e tedioso dia! Nada muda e nosso espaço fica cada vez menor, sufocante e escuro! Qual a motivação possível para se iniciar um novo dia, se todos parecerão iguais? Na tentativa de dar algum movimento, tentamos provocar novos e emocionantes eventos, mesmo que negativos, para nos sentirmos vivos! Porém, a cortina faz com que os novos eventos passem a ser rapidamente, tediosos e velhos eventos.

Sim! Nada consegue chacoalhar e banir o monstro da indiferença caso não se recupere o olhar curioso da criança e a observação sensível de nosso poeta interior, no momento presente.

Viver nossa criança interior é despertar para a excepcionalidade de cada momento e ser feliz!

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QUANDO EU FOR VELHA...!




QUANDO EU FOR VELHA...!

Quando eu for velha, não serei uma velha comum, daquelas que tricotam sapatinhos para os netos, não porque eu não ache isso bacana, é porque nunca tive paciência para o artesanato, aliás, sou um desastre nessa arte, rsrs.
Quando eu for velha, não quero que se preocupem em me visitar todos os domingos, somente para cumprir uma obrigação. Façam isso quando sintam realmente vontade de me ver, quando sintam saudades daquele cheirinho que só a "sua" mãe tem, quando sintam saudades do meu tempero, ou da forma que meus olhos olham para vocês, com orgulho, com amor e ternura.
Quando eu for velha, não quero que me levem feito um pacotinho de uma casa pra outra. Quero ficar no meu canto, "quero ficar na minha", vocês sabem o quanto eu valorizo a liberdade, não só a minha, mas sobretudo a  dos outros.
Quando eu ficar velha, quero que vocês me olhem e sintam orgulho de todas as minhas tentativas de viver a vida conforme os meus princípios, conforme a minha vontade.
 Não quero que pensem que fui egoísta, que alguma vez falhei com vocês, ou que eu amei de menos ou amei de mais. Eu simplesmente optei: eu quero ser mãe, eu quero gerar esses filhos, e essas filhas que ganhei de presente, porque sei que eles serão pessoas especiais e que poderão fazer a diferença em suas vidas e nas dos demais e eu os amo muito!!!
Quando eu for velha, permitam-me ficar com meus netos e mimá-los do meu jeito, não critiquem se eu exagerar nos carinhos, nos presentes e se eu discordar com algum castigo mais pesado pra eles.
Quando eu for velha, não sintam pena de mim quando estiver debilitada, olhem para mim e digam: minha mãe é forte, ela vai vencer mais essa!!!  E não duvidem  eu vou vencer!
Meus queridos filhos, não se sintam responsáveis por mim, eu lhes tiro essa obrigação.
Eu os solto, os libero. Vivam suas vidas, trilhem seus caminhos, amem seus amores, formem-se, trabalhem, tenham êxito, criem seus filhos.  Sejam corajosos, sonhem muito, sonhem alto!
Sejam gentis, retribuam sorrisos, compartilhem bons momentos, cuidem de seus corpos, mas especialmente de suas almas.
Jamais duvidem da existência de um Ser Superior.
Não se prendam a dogmas, não julguem nada, não condenem ninguém, não acreditem em tudo o que lhes disserem, procurem vocês as respostas.
Usem o poder que há dentro de vocês.
Lembrem-se sempre disso: Vocês podem tudo!
O impossível não existe, mas é preciso crer!

Sua MÃE!