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sábado, 13 de fevereiro de 2016

O VELHO MESTRE E O RIO


O Velho Mestre e o Rio


Certo dia, um velho e sábio mestre viajou, a pé, de uma cidade a outra, junto com alguns dos seus alunos. Ao longo do caminho, eles pararam para descansar perto de um rio.
O mestre dirigiu-se a um dos alunos, e disse: "Estou com sede, você poderia me trazer um pouco de água do rio?”
O aluno, obediente, foi até o rio.
Ao chegar lá, ele notou que havia lá pessoas lavando roupas e uma carroça atravessando o rio, com as patas dos cavalos levantando a lama e sujando a água.
"Como posso permitir que meu mestre beba essa água barrenta?", pensou consigo mesmo.
Ele voltou onde estava o mestre e lhe disse que a água estava embarrada e que seria melhor não bebê-la.
Meia-hora mais tarde, novamente o professor chamou o aluno e pediu-lhe água. Obedientemente, o aluno retornou ao rio.
Para sua surpresa, desta vez, ele encontrou a água limpa e clara! A lama havia assentado e a água estava, novamente, boa o suficiente para beber. Ele encheu uma jarra de água e a levou ao mestre.
O mestre olhou a água, olhou de volta para o aluno e disse: "Veja o que você fez para deixar a água limpa: você a deixou acalmar-se, a lama sedimentou-se por si mesma e a água ficou clara. Assim é com a sua mente. Quando ela está confusa e perturbada, você precisa deixá-la em paz. Dê a si mesmo um tempo para as coisas se acalmarem e assentarem. Não é preciso investir esforço para serenar. Acontece naturalmente."
E o mesmo pode ser dito para obter a paz de espírito. É um processo sem esforço. Quando você possui paz interior, ela se espalha ao seu redor, e ela vem do relaxamento, não da preocupação.

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quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

OTIMISMO!!!


OTIMISMO!!!

Quando as andorinhas, bailarinas ligeiras, dançam no ar, coloridas pelos últimos raios do sol poente, o suave calor da primavera anuncia a chegada alegre das flores e da renovação da vida.

Arrebentam-se as fendas dos velhos muros e morros cansados, deixando que os vegetais surjam em variado verdor e os campos largos se exibam com matizados em festa inigualável.
As mãos mágicas do Celeste Pintor saem derramando tintas e perfumes embriagadores em todo lugar, confirmando seu inefável amor por Suas criaturas.
Os córregos cantam com as águas apressadas e as cachoeiras arrebentam cristais nas pedras resignadas, que os recebem felizes.
Há uma revolução geral, e os dias frios partem, deixando as lembranças tristes sepultadas sem saudades.
Revoadas de aves alegres, incessantemente, bordam os céus com imagens sucessivas de beleza incomum.
A primavera é o otimismo da natureza cantando o poema de Deus. Enquanto se repita, a aliança de amor permanece entre o homem descuidado e seu Pai zeloso, sustentando a esperança.
Apesar disso, muitas criaturas desanimadas deixam de fitar a claridade do dia primaveril, mergulhadas na noite das suas paixões.
Preferem olhar o chão onde permanece o lodo, a contemplar o alto onde fulguram as estrelas. Por isso, tornam-se torpes, amarguradas, perturbadoras.
A vida humana, qual ocorre com a da natureza, passa por quadras variadas que se sucedem em ordem de grandeza, servindo uma de base à outra, indispensáveis à harmonia de conjunto.
A noite, que convida ao repouso, enseja a reflexão para o dia, que propicia a ação.
O inverno, que parece destruidor, também enseja a preservação da energia, que estrugirá em vida na primavera.
A criatura humana é o mais grandioso investimento de Deus na Terra, e ser otimista quanto ao futuro, mesmo que haja dificuldades no presente, é o mínimo que lhe cabe, como afirmação da sua realidade e gratidão ao seu Criador.
Quem pretende conservar tristeza no coração, encontrará sempre motivos falsos para sustentá-la, acalentando a queixa, cultivando a desdita e nutrindo-se da insatisfação.
O otimismo é gerador de adrenalina emocional, que estimula o sangue, impulsionando ao avanço, à alegria fomentadora da ação.
Cultivando-o nos sentimentos, adquire-se visão para penetrar o lado oculto ou sombrio das ocorrências e entusiasmo para não desfalecer ante os primeiros insucessos da marcha, prelúdios das vitórias futuras.
Quem não possui capacidade para sustentar com valor os embates fracassados, não tem condições para viver as grandes e decisórias batalhas.
Nos céus dos que amam e confiam em Deus com otimismo, sempre haverá andorinhas bailando em prenúncio de gloriosas primaveras.
O homem deve impor-se a tarefa de abrir janelas de otimismo nas salas onde dominam tristezas e arejar espaços escuros de pessimismo mediante o aroma da esperança.

EMPENHA-TE AO MÁXIMO!!!


EMPENHA-TE AO MÁXIMO!!!
Empenha-te ao máximo para tornar tua vida agradável a ti mesmo e aos outros.

É importante que, tudo quanto faças, apresente um significado positivo, motivador de novos estímulos para o prosseguimento da tua existência, que se deve caracterizar por experiências
enriquecedoras.

Se as pessoas que te cercam não concordarem com a tua opção de ser feliz, não te desencorajes e, sem qualquer agressão, continua gerando bem-estar.

És a única pessoa com quem contarás para estar contigo, desde o berço até o túmulo, e depois d’Ele, como resultado dos teus atos...

Gerar simpatia, produzindo estímulos otimistas para ti mesmo, representa um crescimento emocional significativo, a maturidade psicológica em pleno desabrochar.

É relevante que o teu comportamento produza um intercâmbio agradável, caricioso, com as demais pessoas. No entanto, se não te comprazer, transformar-se-á em tormento, induzindo-te a atitudes perturbadoras, desonestas.

Tuas mudanças e atitudes afetam aqueles com os quais convives. É natural, portanto, que te planificando, brindem-te com mais recursos para a geração de alegrias em volta de ti.

Todos os grandes líderes da Humanidade lutaram até lograr sua meta — alcançar o que haviam elegido como felicidade, como fundamental para a contínua busca.

Buda renunciou a todo conforto principesco para atingir a iluminação.

Maomé sofreu perseguições e permaneceu indômito até lograr sua meta.

Gandhi foi preso inúmeras vezes, sem reagir, fiel aos planos da não-violência e da liberdade para o seu povo.

E Jesus preferiu a cruz infamante à mudança de comportamento fixado no amor.

Todos quantos anelam pela integração com a Consciência Cósmica geram simpatia e animosidade no mundo, estando sempre a braços com os sentimentos desencontrados dos outros, porém fiéis a si mesmos, com quem sempre contam, tanto quanto, naturalmente, com Deus.

Quando se elege uma existência enriquecida de paz e bem-estar, não se está eximindo ao sofrimento, às lutas, às dificuldades que aparecem. Pelo contrário, eles sempre surgem como desafios perturbadores, que a pessoa deve enfrentar, sem perder o rumo nem alterar o prazer que experimenta na

preservação do comportamento elegido. Transforma, dessa maneira, os estímulos afligentes em contribuição positiva, não se lamentando, não sofrendo, não desistindo.

Quem, na luta, apenas vê sofrimento, possui conduta patológica, necessitando de tratamento adequado.

A vida é bênção, e deve ser mantida saudável, alegre, promissora, mesmo quando sob a injunção libertadora de provas e expiações.

Tornando tua vida agradável, serão frutíferos e ensolarados todos os teus dias.

Joanna de Ângelis

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

O RESPEITO E O PENSAMENTO ALHEIO...!!!


O RESPEITO E O PENSAMENTO ALHEIO...!!!
Você  consegue respeitar o outro e suas escolhas?
Defende a liberdade de expressão, preferências sexuais, religião e ideologia alheia?
Mas você defende a liberdade daqueles que vão contra as suas próprias escolhas, preferências e ideologias?
Hoje existem belíssimos discursos em prol da liberdade, das minorias, contra o preconceito e a violência, mas basta uma divergência de opinião ou pensamento que toda essa elevação transforma-se no famoso “discurso de ódio”, tão comum hoje em dia, principalmente nas mídias e rede sociais: julgamentos, comentários pejorativos, sarcasmo, insultos e até incitação à violência…
Este tipo de comentário traz alguma mudança positiva?  O que está acontecendo?
Muitas pessoas podem negar que fazem parte deste enorme grupo que difunde esses discursos de ódio, mas talvez nem percebam que o fazem.
Você faz comentários pejorativos sobre comportamento, ideologias ou escolhas alheias?
Uma ação muito comum hoje em dia, é apontar aspectos considerados negativos de uma postura divergente para justificar a nossa própria forma de pensar, mesmo que essa postura seja de âmbito exclusivamente individual e não tenha influência direta sobre nós.
Na verdade isso seria uma tentativa de doutrinar o pensamento alheio, fazer prevalecer a minha forma de pensar sobre a do outro. Não basta que você respeite a minha opinião e ideologia, você tem que segui-la, para isso eu busco formas pejorar a sua forma de pensar, ou simplesmente atacando suas ideologias, atitudes... mesmo que elas digam respeito unicamente ao seu universo individual.
Isso acaba atingindo todas as vertentes de pensamento e as pessoas sempre se justificam baseando-se em suas crenças individuais mas não percebem que estão disseminando a discórdia, a violência e a intolerância. Algo realmente muito perigoso  está acontecendo.
As pessoas que expressam suas opiniões, mesmo que respeitosamente, são agredidas gratuitamente apenas por terem ideologias diferentes.
Por exemplo, a preferência sexual. Isso diz respeito ao âmbito individual e por isso deve ser respeitado independentemente. Mas as pessoas são agredidas por isso.
Por outro lado, temos defensores desta liberdade de escolha. Mas se observarmos mais atentamente, existe um grande grupo que não tolera o respeito ao indivíduo e suas escolhas apenas, eles exigem que as pessoas tenham isso como um padrão de normalidade em suas ideologias.
Outro âmbito interessante para se considerar seria a Liberdade Religiosa. Vem de tempos os conflitos gerados pela religião e hoje ainda existe muito preconceito. Críticas e intolerância à religião ou crenças alheias são muito comuns. Como considerar que respeito à religião alheia se não aceito que ele tenha sua ideologia vinculada às suas crenças? Meu respeito cai por terra se sua religião considera pecado a mulher mostrar o rosto, pecado se relacionar com pessoas do mesmo sexo, que devemos pagar o dízimo, permite incorporações de entidades ou mesmo rituais com sacrifício de animais ou até mesmo se ele não acredita em Deus?
E ao homem que acha que a mulher deva se preservar, evitar o excesso de baladas, que procura relacionamentos com mulheres que irão dar prioridade ao lar, aos filhos e ao marido?
E não para por aí… reflete na política, na forma que se conduz a educação dos filhos, na alimentação vegano/carnívoro, na forma com que passo meu tempo, com meus gostos musicais, na forma com que gasto meu dinheiro e etc…
É uma intolerância com a ideologia alheia, quando na verdade devíamos estimular o respeito a ela, desde que ela não ultrapasse o limiar do respeito ao próximo e suas escolhas individuais.
A pessoa acredita que a mulher mostrar o rosto é pecado? Desde que ele não obrigue nenhuma mulher a fazer isso, respeite-o.
A mulher quer escolher a carreira em detrimento aos filhos? Respeite-a.
O homem quer casar com uma mulher que seja dona-de-casa? Respeite-o.
A pessoa é homossexual? Respeite-a.
A pessoa acha que homossexualidade é pecado? Respeite-a.
A pessoa é evangélica? Respeite-a.
A pessoa não acredita em Deus? Respeite-a.
Quem está certo? Provavelmente apenas o intolerante… que por sua certeza se dá o direito de atacar os ignorantes que pensam de forma diferente e busca doutrinar suas ideologias com a luz de seu próprio pensamento.
Eu acredito que o respeito e o amor ao próximo são as grandes chaves para o altruísmo e para a paz nas relações. Dessas forças realmente pode acontecer uma magia que reflete no interior de cada ser humano para a elevação de pensamento, ética e moralidade, seja quais forem as minhas escolhas e ideologia.

Sejamos mais TOLERANTES!!!

... OS CONTOS DE FADAS...!!!


... os contos de fadas...!!!
A criança vive os contos de fada desde o momento em que começa a dizer EU até aproximadamente os sete anos, podendo contá-las, dependendo da história e de seu próprio desenvolvimento, até por volta dos nove anos.
Neste período ela não separa a si mesma da realidade circundante – sua consciência “eu - mundo” é integrada. Durante essa fase, ela vivencia lenta e gradativamente a separação, ou seja, adquire a noção de sujeito – ela própria – e objeto – o mundo.
Confiante no mundo, a criança se entrega a ele e vive na ação. Seus sentidos poucos especializados recebem, sem crítica, as impressões que possibilitarão o desenvolvimento de sua capacidade de percepção. Ela vive a realidade de si mesma e do mundo de forma una, profunda e total.
De início há uma vivência inconsciente, principalmente a da luta entre as forças da matéria (impulso natural ou libido) e as forças da forma (impulso individual e formativo) que atuam em seu corpo físico. Essa atuação, às vezes de maneira calma, outras vezes turbulenta, orienta seu desenvolvimento corpóreo segundo leis de crescimento, maturação, equilíbrio, proporção e harmonia. Há um predomínio das energias vitais, denominadas “corpo etéreo”, cujo objetivo é o desenvolvimento físico.
Nessa fase, a criança constrói uma imagem de si mesma e do mundo. Essas representações são exteriorizadas por meio do desenho e da modelagem, expressando a atividade de seu próprio corpo em crescimento ou a realidade externa como ela a percebe.
O trabalho educativo nesse período, objetiva proporcionar conteúdos para especializar, sensibilizando seu corpo de percepção, e desenvolver sua habilidade motora – um lado do processo. O outro lado, tão importante quanto o primeiro, é o desenvolvimento da linguagem e da imaginação por meio dos contos de fada, preferencialmente os coletados pelos Irmãos Grimm, em virtude de sua maior fidedignidade à tradição oral. Os contos de fada são narrados com a certeza de que nada tem a ver com a questão da percepção sensorial. Como um pequeno Adão, a criança inicia seu reconhecimento do mundo a partir da força da palavra, nomeando a si e às coisas do mundo, mas o nome (signo) e o ser (significado) estão integrados, da mesma forma como a própria criança com o mundo. A palavra com significado pleno, o logos, forma a própria linguagem da criança, bem como a base ético-moral, hábitos e costumes, sua confiança no mundo.
Para qualquer criança, ouvir contos de fada seria como um retorno a um país de origem, país em que se situa o berço da humanidade. Os conteúdos dos contos de fada são próprios para os pequenos. Sua importância está na condição de sementes que, lançadas na alma, produzirão sentimentos, idéias, ideais. Ao se tornarem adultas, enfrentando as dúvidas e dificuldades da vida, tais pessoas poderão resgatar, conscientemente ou não, a força de suas verdades. A vivência dessas histórias contadas, a própria energia dos símbolos, o momento mágico, a intimidade da relação adulta-criança, a confiança depositada no educador e, portanto, no mundo, representam um tesouro que se transformará em qualidades para atuar e compreender o mundo e a si mesmo.
Extraído do livro O Fio de Ariadne – Um caminho para a narração de Histórias – Sueli Pecci Passerini/Editora Antroposófica


CASTIGO PRA PENSAR... NEM PENSAR!!!


CASTIGO PRA PENSAR... NEM PENSAR!!!
Pense bem antes de mandar seu filho pensar sobre um erro que ele cometeu. Você acha mesmo que ele está preparado pra isso?
Castigo: pena ou punição que se inflige a pessoa ou animal.
Pensar: submeter ao processo de raciocínio lógico; ter atividade psíquica consciente e organizada; exercer a capacidade de julgamento, dedução ou concepção; refletir sobre, ponderar, pesar.
Então, vamos pensar juntas. Você vê alguma relação possível entre o substantivo e o verbo descritos acima pelo dicionário?
Enquanto o castigo representa um ato de repreensão, portanto, algo que não é bem-vindo (afinal, ninguém quer ficar de castigo), o pensar indica uma atitude enriquecedora, profunda, madura e reveladora. Não é assim? Mas aí vêm as supernannies (as superbabás que acham que detêm as chaves secretas da educação) com seus manuais e decretam “quando seu filho fizer algo errado, coloque-o no cantinho do castigo para pensar”.
Pensemos nós que somos adultas: Você acha mesmo que seu pequeno de 3 anos vai usar aqueles minutos de isolamento pensando no que fez, refletindo sobre as consequências dos seus atos e voltar dali uma criança melhor, mais bem-educada? Não, não vai.
 E quem faz esta afirmação são os especialistas no assunto. “Botar uma criança pequena para pensar no que fez só serve para dar uns minutos de descanso para a mãe, não tem função educativa, porque a criança só consegue pensar sobre o que fez e só compreende o sentido moral das regras e dos valores a partir dos 6, 7 anos”, explica nossa colunista, a psicóloga e pedagoga Elizabeth Monteiro, mãe de Gabriela, Samuel, Tarsila e Francisco.
“Não gosto das supernannies, o que elas fazem é adestramento, e quem faz isso com uma criança não conhece seu desenvolvimento cognitivo, psíquico e intelectual.
” Do ponto de vista emocional, deixar a criança sozinha não deveria ser um castigo, mas um privilégio.
 “Quando a gente coloca a criança para pensar mostra que não quer ficar com ela. E se ela não pensou quando bateu ou mordeu ou fez algo errado, por que vai pensar agora? Como dizia minha mãe, ela fica pensando na morte da bezerra e não no que você pediu.
 Terminado o período de prisão, ela fica livre para fazer tudo de novo.
Não houve uma atitude educacional” pondera a doutora em psicologia escolar Luciene Tognetta, mãe do Gabriel.
O pensar, que é uma coisa tão boa, uma elaboração, um sinal de inteligência e crítica, acaba virando um castigo. Como a criança só passa a refletir realmente sobre seus atos a partir dos 6 anos, sabe o que ela faz quando vai parar no tal do cantinho? Cria mecanismos automáticos para se livrar da punição. “Já pensei, posso sair agora?”, diz sem acreditar no que está dizendo. O papel dos pais é fazer o filho entender os próprios sentimentos para que ele aprenda a nomear suas emoções.
 Dizer a ele frases do tipo:“Você está triste porque seu brinquedo quebrou, você está irritado porque quer dormir, você está bravo porque eu não deixei você fazer o que queria. Essa é a principal função da mãe até os 5 anos. É muito mais importante do que fazer a criança pensar sobre um erro. Você está com ela criando associações”, ensina Betty.
Criança é do contra
O castigo é importante, sim, e funciona desde que tenha uma correspondência direta com o erro. Ele deve ser educativo e não punitivo. “A partir dos 3 anos, a criança já fica mais solta e tem percepção do que agrada ou não os pais. Antes disso, o “não “ é muito importante, porque é o primeiro organizador psíquico. Até os 4, 5 anos de idade, a criança é naturalmente oposicionista, em outras palavras, é do contra. Acha que é o centro do universo e as pessoas estão ali para servi-la”, explica Betty. Quantas vezes por dia seu filho diz “mãe, tô com fome”, “mãe, pega isso pra mim”, “mãe, vem aqui”?
Segundo a psicóloga, essa é uma característica egocêntrica, o que é bem diferente de ser egoísta. E aí os pais se confundem, rotulando o filho de egoísta por não querer dividir o brinquedo com um amigo, por exemplo.
 “Nunca se deve rotular a criança, porque o rótulo é pra sempre”, diz Betty.
O uso do “não”, no entanto, deveria ser menos banalizado. Há mães que dizem tantos, mas tantos, diariamente, que a criança nem dá mais importância. Diante de uma birra, uma boa alternativa é desviar o foco dela para outra atividade. “Mães que falam “não” demais acabam perdendo a autoridade. Ele precisa ser deixado para situações importantes, que não faltarão ao longo da infância e da vida adulta. Se o filho está mexendo na sua porcelana – que pra ele nada mais é do que um brinquedo –, tire o objeto de suas mãos, diga que é algo de que você gosta muito, que não quer que quebre e ponha em um lugar inacessível. Assim, você irá economizar muitos nãos inúteis.
Sujou? Limpa!
A criança sujou a parede? Então, faça-a limpá- la – do seu jeito, claro, sem exigir um trabalho impecável, pois o que vale aqui é a intenção mesmo. Deu um  tapa em você? Segure as mãozinhas dela, olhe bem nos seus olhos e diga “eu não quero que você faça isso, a mamãe não faz isso (desde que você não faça mesmo). Estou muito brava”. E fique séria, seja firme. Essa é a tal correspondência direta com o erro. Desde muito cedo, a criança percebe quando seu comportamento deixa a mãe triste ou feliz. Por isso, é tão importante sinalizar imediatamente. “Você fez isso, é feio, a mamãe não gosta”. Mas atenção: mostrar que não gosta do que ela fez e jamais deixar a mínima dúvida do seu amor por ela. Nunca dizer “a mamãe não gosta de você porque você fez isso”. Nunca!
Um grande equívoco é os pais punirem o filho privando-o de alguma atividade que lhe dá prazer e não tem absolutamente nada a ver com o erro cometido. Vocês foram ao supermercado, ele fez birra porque queria determinado chocolate que você não comprou e então você tira o videogame por dois dias. “Mas qual é a relação da birra com o jogo? Nenhuma. Então, o castigo é dizer que você não vai mais levá-lo porque ele não sabe se comportar naquele lugar”, ensina Betty. Agora, e a criança está mal na escola por causa do videogame ou da televisão, aí sim é preciso interferir. “Sempre haverá uma escolha a fazer. A mãe pode dar a opção de ele estudar e depois ver TV ou ficar sem TV”, sugere Luciene. “O castigo não deve ser dado sem que a criança tenha condição de reparar o erro, de se responsabilizar por ele, por isso, falou um palavrão, deve conversar com quem ofendeu.” E não é isolando a criança em um cantinho que você vai fazê-la entender um erro. O pior é ela até se acostumar com aquela punição e esperar por ela com a maior naturalidade. “Há crianças que se conformam, tanto faz ficar ou não de castigo, e há aquelas dão um jeitinho de fazer algo errado escondidas dos pais, quando eles não estão vendo”, conta Luciene, que deixa uma pergunta: E quando essa criança crescer ela vai achar que pode fazer coisas erradas quando ninguém estiver olhando? Essa é pra gente pensar!
Combinações
Com crianças maiores, é possível fazer combinações, mas que sejam boas para os dois lados. De horários de estudo, por exemplo. Mas não adianta você definir um período em que seu filho vai estar interessado em outra coisa e não vai estudar. Pergunte a ele, deixe-o decidir quando se sente melhor para enfiar a cara nos livros. Mas também deixe claro que combinados não se quebram, porque aí quebra-se algo essencial em qualquer relação: a confiança.
Dicas de experts
Mude o foco:
Quando a criança insiste em mexer em algo que não deve, distraia a atenção dela com outra coisa em vez de ficar gritando “Não mexe”.
Combine:
Seu filho tem que estudar, mas deixe que ele escolha o horário mais conveniente, desde que você concorde com isso.

Não faça:
Colocar a criança de castigo no berço vai fazê-la associar o sono a algo ruim.
Não rotule:
Se você ficar chamando seu filho de egoísta, preguiçoso, burro, é isso que ele vai ser. O jovem e a criança não sabem quem são, é o adulto que diz quem ele é.
Fique fora:
Se seus filhos estão brigando, não interfira. Eles querem chamar sua atenção.
Não a deixe chorando:
A criança introjeta uma sensação de abandono.O bebê precisa do toque, do colo, do cheiro, dasensação corporal.
Depoimento de Ana Paula Barbieri, advogada, mãe de Gael e Pablo
Para mostrar aos meus filhos que estão fazendo algo errado, chamo Para mostrar aos meus filhos que estão fazendo algo errado, chamo a atenção com tom de voz mais firme e mais alto do que o normal, para deixar claro que não gostei, que aquilo não é legal. Então, procuro explicar o motivo. O Gael tem 6 anos, já entende muita coisa, é capaz de manter um diálogo e até mesmo de argumentar. Ele já entende o tom de voz diferente e reage quando é contrariado.
Nunca fui a favor do tal cantinho pra pensar, nunca dei esse tipo de castigo pros meus filhos nem vou dar. O Gael gosta de brincar na pracinha perto de casa, gosta que a gente conte histórias, para citar alguns exemplos. Já notei que ameaçá-lo de ficar sem ou deixá-lo temporariamente sem alguma dessas atividades surte mais efeito do que deixá-lo de castigo.
Depoimento de Naiana Borges, atriz e jornalista mãe de João e Maria.
Em casa, a gente tenta ao máximo falar com as crianças, explicar por que mamãe ou papai está pedindo tal coisa. O castigo acontece, não vou negar, mas ele é muito mais um tempo para os ânimos baixarem do que qualquer outra coisa. Nossa frase é ‘fique um pouquinho no seu quarto para você se acalmar, depois a gente conversa’. E não demoramos mais do que cinco minutos para voltar. Não acredito em castigo que ensine.
No meu entender, qualquer relação se fortalece com muita conversa franca, e na relação entre pais e filhos não poderia ser diferente. Acredito que essa história de ‘pensar por alguns minutos’, muito usada por aí, faça a criança associar a ideia de ‘pensamento’ a algo ruim. Eu e Diogo não somos de ‘passar a mão na cabeça’. A gente não só diz que ‘é errado’ ou ‘feio’. A gente faz questão de demonstrar nossa chateação. Se a gente não demonstrar aquilo que está no discurso, de nada adianta. Pra mim, tudo isso só vale mesmo com carinho.
 Educar é dar carinho

ILUMINAÇÃO!!!


ILUMINAÇÃO!!!


Chegar a Iluminação Espiritual sem ajudar os demais primeiro é uma ilusão. A Iluminação é o trabalho de deixar a Centelha Divina assumir a própria vida. Quando o ego não tiver mais o controle da vida da pessoa acontecerá a Iluminação. A Centelha iluminará a vida e todo o ser. E nesse ponto os interesses particulares desaparecerão.

Ajudar no limite da capacidade da pessoa. No limite físico, emocional, financeiro, etc. Em todos os sentidos da vida da pessoa. E no limite. Não é mais ou menos. É no limite. No máximo das capacidades.

Este é o lado positivo da questão. O outro lado é o lado do “não”. Não criticar, não julgar, não pressionar, não fazer calúnias, não disseminar rumores, não criar problemas, deixar que cada um siga no trabalho da Iluminação na velocidade que quiser não manipular...

Onde vou ajudar? Tenho de largar tudo e ir para o Tibete? Não. Exatamente onde está é que deve ajudar. Sempre ser prestativo e cortês com os colegas de trabalho. Ajudar, orientar, pacificar... Todas as qualidades positivas devem ser expandidas. Não explorar ninguém. Não levar vantagem sobre ninguém. Procurar sempre o acordo justo em que todos ganham. Ter compaixão pelo sofrimento alheio. Desenvolver em si mesmo o amor incondicional. Ajudando incondicionalmente a quem precisa. Com discernimento. Como dizia Lincoln: dar a vara e a isca. Deixar que o outro pesque.

Pensar sempre em como pode ajudar o cliente. Seja qual for o ramo de negócio. Se fizer isso nunca haverá crise de vendas ou de negócios. Primeiro ajudar o cliente.

Pensar que primeiro posso iluminar-me e depois vou ajudar é uma ilusão. Isso não existe. O que ilumina é o amor ao próximo. Sem isso nada se conseguirá. Somente com amor pode haver a evolução espiritual. E este é um trabalho sem cessar por milênios e milênios. Em cada vida devemos avançar o máximo que pudermos. Sem esperar resultados imediatos, sem ansiedade, sem pressão, com paciência infinita, sem esperar ter vantagens com a Iluminação.

Quem já está avançado no trabalho da Iluminação só doa. Doa de si mesmo o tempo todo o máximo que pode. Mesmo que não entendam, mesmo que seja criticado, mesmo que seja considerado louco, mesmo que tenha prejuízos... Só importa o Amor Incondicional.


Sem ajudar incondicionalmente não há evolução. O trabalho da Iluminação envolve saltos de consciência seguidamente. Um salto após o outro. E a cada salto a visão de mundo da pessoa muda completamente. Ela se transforma continuamente e vai deixando para traz o ego e uma nova pessoa nasce sem se perceber. 
Dia a dia. Até que nada mais resta do ego antigo. O novo ego é a Centelha em pessoa. Isso dá para perceber nos olhos da pessoa, nas atitudes, nos comportamentos, na bondade, na alegria, na tolerância, na compaixão... em Pensamentos, Palavras e Atos em sua vida!