Artigos e Informações ligados ao Rosacrucianismo

quinta-feira, 28 de junho de 2012

A PONTE PARA O SEMPRE!


                      
      A PONTE PARA O SEMPRE!


Ontem à tarde um homem das cidades falava à porta da estalagem.
 Falava comigo também. Falava da justiça e da luta para haver justiça e dos operários que sofrem e do trabalho constante, e dos que têm fome, e dos ricos, que só têm costas para isso.
E, olhando para mim, viu-me lágrimas nos olhos e sorriu com agrado, julgando que eu sentia o ódio que ele sentia, e a compaixão que ele dizia que sentia. (Mas eu mal o estava ouvindo.).
 Que me importam a mim os homens e o que sofrem ou supõem que sofrem?
Sejam como eu — não sofrerão.
 Todo o mal do mundo vem de nos importarmos uns com os outros, quer para fazer bem, quer para fazer mal.
A nossa alma e o céu e a terra bastam-nos.
Querer mais é perder isto, e ser infeliz.  Era no que estava pensando quando o amigo de gente falava (E isso me comoveu até às lágrimas).
Era em como o murmúrio longínquo dos chocalhos.
 A esse entardecer não parecia os sinos duma capela pequenina a que fossem à missa as flores e os regatos, e as almas simples como a minha. (Louvado seja Deus que não sou bom, e tenho o egoísmo natural das flores e dos rios que seguem o seu caminho, preocupados sem o saber, só com florir e ir correndo).
 É essa a única missão no Mundo, essa — existir claramente, e saber fazê-lo sem pensar nisso.
 E o homem calara-se, olhando o poente.
Mas que tem com o poente quem odeia e ama?
FERNANDO PESSOA

E... A FAMÍLIA, COMO VAI?


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 E... a FAMÍLIA,  como vai ?    

E a família, como vai?
Você já deve ter ouvido essa pergunta e talvez tenha dado aquela resposta automática: Tudo bem, sem compromisso com a verdade.
No entanto, gostaríamos que refletisse um pouco antes de responder.
Fazendo uma avaliação superficial é possível ter a impressão de que está tudo bem, pois é mais fácil admitir isso do que constatar o contrário e ter que tomar providências sérias.
A rotina diária muitas vezes nos arrasta tão depressa que nem nos damos conta de que algo não está bem, e vamos deixando para pensar nisso depois. E o depois nunca chega.
Os silêncios  injustificáveis quando os esposos estão juntos;
O tédio inexplicável ante a presença do companheiro ou da companheira;
A ira disfarçada quando o marido ou a esposa emite uma opinião;
A saturação dos temas habituais tratados em casa, e fuga para leituras intermináveis de jornais ou inacabáveis novelas de televisão;
A irritação gratuita sempre que se aproxima do lar;
O desinteresse pelos problemas do outro;
A falta de intercâmbio de opiniões, de diálogo constante;
Os atritos repetidos que desencadeiam discussões irritadiças, capazes de provocar agressões desta ou daquela maneira.
Esses e outros tantos sinais de alarme indicam que a relação está enferma e precisa de socorro urgente.
Portanto, antes que as dificuldades abram abismos intransponíveis e os espinhos da incompreensão produzam feridas de difícil cicatrização, é justo assumir atitudes nobres e tomar providências para sanar os males.
Assumir a honestidade, que manda abrir o coração um para o outro e permite corrigir as deficiências e reorganizar o campo da afeição.
É natural que surjam desacertos mas, ao invés da indiferença ou da separação, busquemos o reajustamento.
Não permitir que o cansaço, a acomodação, a apatia acabem destruindo os laços do afeto, necessários à manutenção do lar.
Um pouco de compreensão, tolerância, renúncia e amizade são antídotos eficazes para um matrimônio enfermo.
É importante considerar que a pessoa que escolhemos, para formar conosco um lar, é alguém que precisa da nossa ajuda, do nosso ombro amigo, do nosso mais puro afeto.
É preciso, tantas vezes, deixar o egoísmo de lado, o orgulho, o tolo ciúme, e pensar na felicidade real da família, para que possamos sentir que, de fato, a nossa família vai bem...
Para que o casamento dê certo não é preciso que o esposo e esposa olhem em demasia um para o outro, a fim de perceber e apontar defeitos e dificuldades.
Mas é necessário  que ambos olhem na mesma direção e mantenham acesa a chama do mesmo ideal. O ideal de construir um mundo melhor a partir da própria família.

A CHAMA SAGRADA!



      A CHAMA SAGRADA!           
 
O maior desejo de Rafael era ter alguns dias a sós com seu Mestre.
Acreditava que desta forma seria mais fácil aprender os seus ensinamentos.
O Mestre sabendo dos desejos de Rafael, resolveu lhe fazer uma surpresa.
Convidou Rafael para passarem dois dias nas montanhas.
Rafael deu pulos de alegria e foi correndo arrumar suas coisas para ir até as montanhas com seu Mestre.
Chegando ao lugar previsto pelo Mestre, este deu ordens a Rafael para que ele armasse as barracas e procurasse por lenha.
Teriam que fazer uma fogueira, pois logo anoiteceria. Rafael, com grande devoção, armou as barracas e saiu saltitante em busca da lenha.
Qual foi sua surpresa, diante da dificuldade que teve para encontrar a tal lenha. Depois de algumas horas, Rafael voltou trazendo a lenha em seus braços.
Estava cansado e muito irritado, mas voltou a sorrir quando o Mestre veio ao seu encontro dando-lhe parabéns.
O Mestre sabia quanto era difícil encontrar lenha naquelas montanhas.
Rafael deitou-se para descansar quando o Mestre interveio:
-Rafael está anoitecendo e nós não temos fogo. Trate de andar rápido e faça uma boa fogueira para que possamos nos aquecer.
Rafael não acreditou no que acabara de ouvir, mas, imediatamente se pôs a fazer a fogueira.
Quando o fogo estava já bem alto, o Mestre lhe agradeceu e se pôs a esquentar-se ao lado da fogueira. Rafael deu-se por satisfeito. Tudo estava na mais perfeita ordem. Iria finalmente poder ouvir os ensinamentos do Mestre e depois descansar.
Foi então que o Mestre lhe falou:
-Rafael vou recolher-me e ficarei a noite inteira a orar. Quero dar-lhe uma missão: não permita sob-hipótese alguma, que este fogo se apague. Amanhã, quando o sol raiar, este fogo deverá ainda estar aceso.
Rafael tentou perguntar ao Mestre o porquê de tal pedido, mas este já entrara em sua barraca para suas orações, e Rafael sabia que não o poderia incomodar.
Entediado Rafael sentou-se ao lado da fogueira. Sabia que não poderia dormir, o fogo deveria permanecer aceso. Colocava lenha de hora em hora para alimentar a fogueira, e de repente olhou para o céu viu que iria chover.
Estava quase amanhecendo e Rafael estava furioso. Sentia tanta raiva que teve vontade de abandonar o acampamento. Teve que desmontar sua barraca para poder cobrir a lenha e proteger a fogueira.
Estava todo molhado, e não suportando mais tanto sofrimento se pôs a chorar.
Foi quando o Mestre apareceu e lhe disse:
-Rafael, se tens por propósito
iluminar-te e servir a Deus, deves sempre estar muito bem disposto a cuidar da tua chama interior.
Não permitas que nenhum pensamento, nenhuma emoção, criados por tua própria mente, contamine a tua paz, a tua serenidade.
Deves procurar formas e formas de
manter tua chama acesa, não te entregando jamais ao desespero.
A confiança em teu propósito é o que te guiará e o que te fará manter, sempre, este fogo aceso.
Sem esta chama, tu cairás na escuridão e o que poderás aprender quando nada podes ver?
Podemos desmontar o acampamento, meu discípulo, e voltar para o nosso templo.
A nossa missão aqui nas montanhas está cumprida!

sexta-feira, 22 de junho de 2012

AH! A SERENIDADE...



AH! A SERENIDADE...

Certamente gostaríamos de encontrar muitos corações com a serenidade do céu ou de alguém que já entendeu profundamente o que é a vida verdadeira.
Sem pensar muito, sentaríamos perto, porque seríamos atraídos pela suavidade de alguém que finaliza bem cada momento. 

Quanta falta  sentimos de pessoas que possuam a virtude da serenidade em tal medida que irradiem em todos os que estão perto, a claridade e o brilho de seus corações para que continuem a irradiar nos outros  alegria de viver, bom humor, confiança e esperança.

Quem é portador de Luz, multiplica alegria e claridade, mesmo que a vida o conduza por caminhos de lágrimas e dolorosa tensão. Olha para suas perdas de forma corajosa e determinante. Ocupa-se de sua dor de um jeito novo e permanece com o coração sereno.

Quem alcança a serenidade atinge o mais alto e o mais nobre de todos os fins: a paz interior.
Caminha desperto e atento porque entendeu, ao longo da vida, que o segredo que mantém a serenidade na alma está em compreender que tudo o que é humano é frágil, temporário, limitado.
Assegura-se, então, do que permanece para sempre...

SERENIDADE!



Serenidade!

Esteja sempre em paz com Deus.

Evite os barulhentos e os agressivos. Eles constrangem o espírito.

Exercite a fortaleza de ânimo para se garantir nos desastres súbitos.

Não despreze sua carreira, por mais humilde que seja.

Proceda com cautela nos negócios, pois o mundo está cheio de raposas.

Procure ser feliz, porque, afinal, não é tão difícil assim!

Sem sacrificar seus princípios, seja cordial com todos.

Transite com calma entre a bulha e a pressa e não se recuse à paz do silêncio.

Sejam quais forem suas lutas e seus ideais, viva em  paz com sua alma, mesmo no fragor das batalhas.

Malgrado as imposturas, as durezas e as decepções, o mundo ainda é belo.