Artigos e Informações ligados ao Rosacrucianismo

quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

MOMENTOS...!

 



MOMENTOS...!

 

Perante a imensidão do universo

A magnitude das águas do oceano

A fúria do vendaval num trilho disperso

Quão curta é a vida de um ser humano.

 

Do nascimento até à triste ou feliz morte

Nela cabem o riso e as gargalhadas

Também o choro e lágrimas derramadas

De um viver com mais ou menos sorte.

 

Porém, há momentos em que tudo é tristonho

Nadando em barco errante à deriva

De noites escuras sem luar nem aurora

Mas se nos alentarmos nas asas do sonho.

 

A vida tomará uma chama mais viva

Menos agres as lágrimas que a gente chora!

 

Compartilhado

 


A GENTE VAI EMBORA...!!!

 


A GENTE VAI EMBORA...!!!

 

A GENTE VAI EMBORA e fica tudo aí,

os planos a longo prazo e as tarefas de casa,

as dívidas com o banco,

as parcelas do carro novo que a gente comprou pra ter status.

A GENTE VAI EMBORA sem sequer guardar as comidas na geladeira,

tudo apodrece, a roupa fica no varal.

A GENTE VAI EMBORA, se dissolve e some toda a importância que pensávamos que tínhamos,

a vida continua, as pessoas superam e seguem suas rotinas normalmente.

A GENTE VAI EMBORA as brigas, as grosserias, a impaciência, a infidelidade, serviram para nos afastar de quem nos trazia felicidade e amor.

A GENTE VAI EMBORA e todos os grandes problemas que achávamos que tínhamos se transformam em um imenso vazio, não existem problemas.

Os problemas moram dentro de nós.

As coisas têm a energia que colocamos nelas e exercem em nós a influência que permitimos.

A GENTE VAI EMBORA e o mundo continua caótico, como se a nossa presença ou ausência não fizesse a menor diferença.

Na verdade, não faz.

Somos pequenos, porém, prepotentes. Vivemos nos esquecendo de que a morte anda sempre à espreita.

A GENTE VAI EMBORA, pois é.

É bem assim: Piscou, a vida se vai.. .

A vida é como um vapor...

O cachorro é doado e se apega aos novos donos.

Os viúvos se casam novamente, fazem sexo, andam de mãos dadas e vão ao cinema.

A GENTE VAI EMBORA e somos rapidamente substituídos no cargo que ocupávamos na empresa.

As coisas que sequer emprestávamos são doadas, algumas jogadas fora.

Aquelas coisas que não foram usadas serão usadas por outros

Quando menos se espera, A GENTE VAI Mandalas Embora. Aliás, quem espera morrer?

Se a gente esperasse pela morte, talvez a gente vivesse melhor.

Talvez a gente colocasse nossa melhor roupa hoje, fizesse amor hoje,

talvez a gente comesse a sobremesa antes do almoço.

Talvez a gente esperasse menos dos outros,

Se a gente esperasse pela morte, talvez perdoasse mais, risse mais, saísse à tarde para ver o mar, talvez a gente quisesse mais tempo e menos dinheiro.

Quem sabe, a gente entendesse que não vale a pena se entristecer com as coisas banais,

ouvisse mais música e dançasse mesmo sem saber.

O tempo voa.

A partir do momento que a gente nasce,

começa a viagem veloz com destino ao fim - e ainda há aqueles que vivem com pressa!

Sem se dar o presente de reparar que cada dia a mais é um dia a menos, porque A GENTE VAI EMBORA o tempo todo, aos poucos e um pouco mais a cada segundo que passa.

O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO COM O POUCO TEMPO que lhe resta?!

Que possamos ser cada dia melhores e que saibamos reconhecer o que realmente importa nessa passagem pela Terra!!!

Até porque, A GENTE VAI EMBORA...


terça-feira, 19 de janeiro de 2021

AMIZADE!

 




AMIZADE!

 

Por Doreen Eustice

Amizades verdadeiras são tesouros maravilhosos a serem encontrados nos caminhos e encruzilhadas da vida. São pepitas a serem cuidadas e valorizadas pela riqueza que trazem às nossas almas. Infelizmente, apenas poucos de nós as tratam adequadamente e doam o tempo que elas necessitam para florescer e prosperar. Elas geralmente murcham por negligência quando as deixamos de lado para assumir diversas responsabilidades e pressões que acometem as pessoas de todas as gerações, principalmente a carreira e os compromissos familiares.

Uma das principais razões pelas quais muitos bons relacionamentos murcham é o surgimento de um “parceiro para a vida toda”, possivelmente uma “alma gêmea”, mas definitivamente uma distração. Quando isso acontece, muitos de nós sucumbem ao charme e os colocam em primeiro, por último e no meio das pessoas com quem queremos passar um tempo. Assim, aqueles que têm sido fiéis companheiros, aqueles com quem podemos fofocar no telefone ou marcar um café ou um almoço, são abandonados pelo novo “grande e único” em nossas vidas. Foi um grande conselho do autor do livro sobre Runas Celtas, Ralph Blum, “deixar os ventos dos céus dançarem entre vocês”. Infelizmente é o que o recém apaixonado raramente faz!

Há algum tempo, uma velha amiga, de longa data, veio à minha porta com uma vasilha coberta e anunciou que ela estava me apresentando o bolo da amizade, um bolo da amizade alemão que se chama Herman e que tem circulado o globo como se fosse uma corrente por carta, provavelmente desde logo após o começo dos tempos. A vasilha continha um pedaço de massa e uma lista de instruções escritas à mão para o futuro bem-estar de Herman para serem realizadas ao longo dos 10 dias subsequentes.

Nós rimos quando eu li a folha que começava com uma advertência: “Meu nome é Herman, sou um bolo de massa azeda e preciso ser mantido na sua bancada da cozinha por 10 dias sem a tampa. Eu morrerei se me colocar na geladeira. Eu morrerei se eu parar de borbulhar.” As regras exigiam que Herman fosse mantido em uma vasilha de dois litros, coberta com um pano de prato. Ele precisa ser mexido nos dias dois e três e alimentado com pequenas quantias de farinha, açúcar e leite antes de ser mexido e colocado novamente para dormir sob seu cobertor, o pano de prato.

Os dias cinco, seis, sete e oito necessitam de uma mexida mais vigorosa para manter a massa viva e no ponto. No dia nove ele fica com fome novamente e precisa de mais farinha, açúcar e leite para saciar seu apetite. Neste ponto, você divide a massa viscosa em quatro porções iguais, entrega três porções para amigos com cópias das instruções e adiciona à porção que você guardou uma quantia de ingredientes de bolo incluindo ovos, especiarias, óleo, maçãs cortadas, nozes e passas antes de encerrar a vida passada de Herman, ou seja, assá-lo e servi-lo à nova e decorada nata fresca.

Pelos primeiros dois dias eu estava encantada, mas no dia três eu o esqueci completamente e no quarto dia me encontrei resgatando-o de seu suspiro da morte na 11º hora, literalmente às 11h da noite, com o complemento dos ingredientes.

Resumindo a história pela metade, decidi que eu realmente não gostava do Herman. Era como ser responsável por um bichinho virtual tirânico, como um Tamagotchi do tipo que foi frequentemente banido das salas de aula dos anos 90 porque os professores frustrados tinham suas lições interrompidas por alunos alimentando e exercitando seus filhos eletrônicos. Eu não gostava da responsabilidade de cuidar dele, de atender suas necessidades ou do espaço que ele ocupava na minha modesta cozinha.

Posso até ter pensado possivelmente em pendurá-lo para os pássaros, mas eu realmente queria cortá-lo e distribuí-lo aos meus amigos? E mais tarde eu queria adicionar uns quarenta reais de ingredientes à sua massa misturada e esmagada há dias para um prato ligeiramente menos tentador que vísceras com creme? Antes de responder, tenha em mente que a última vez que fiz um bolo eu tinha tranças e um uniforme escolar e agora estou sacando uma aposentadoria.

Em um momento insensível de firme decisão eu, sem piedade, joguei o Herman no lixo junto com conteúdo do aspirador de pó. Herman se misturou com a poeira e suas últimas bolhas explodiram. Porém, Herman vive nas cozinhas de incontáveis vítimas de amizades encerradas e também online ao toque de um motor de busca. Procure por ele se você quiser conhecê-lo. Não serei responsável por suas ações lhes passando a receita.

Amigos, leitores, posso dizer pela experiência: Se você gosta de alguém e o valoriza, então demostre o que essa pessoa traz para a sua vida.  Dê-lhe tempo, uma conversa, um ouvido amigo ou um presente que não venha agregado de responsabilidades e culpa. Ligue para ele, lhe escreva uma carta, envie um cartão. Convide-o para um almoço. Convide-o para dividir uma agradável garrafa de vinho, e converse entusiasmadamente sobre as coisas que importam na vida, ou as coisas que não importam, principalmente! Façam um passeio juntos, uma jornada de meditação, divida qualquer coisa que você tiver na despensa que cozinhe em 20 minutos e desapareça com o lavar da louça, mas, independentemente do que decidir para fortalecer essa maravilha faculdade que chamamos de amizade, não lhes dê um bolo de amizade.


MÉTODOS DE PURIFICAÇÃO

 




MÉTODOS DE PURIFICAÇÃO

Por Carolyn Evans, SRC.

 

Muitas vezes na vida, sentimos necessidade de purificação. Normalmente isso toma a forma de uma limpeza puramente física, como lavar nossas roupas, tomar um banho de banheira ou uma ducha, limpar a casa. Mas existem ocasiões em que podemos sentir necessidade de uma purificação ou limpeza de natureza espiritual.

A limpeza espiritual muitas vezes pode ser feita tomando-se um copo de água pura e lavando-se as mãos e o rosto antes das meditações, com o que limpamo-nos simbolicamente tanto interna quanto externamente. Podemos, algumas vezes, incluir uma prece na qual pedimos a purificação para que possamos ser dignos de conseguir uma harmonia mais elevada. Tais métodos de purificação ajudam bastante, mas existem situações em que sentimos que precisamos tomar medidas mais efetivas.

Nós, seres humanos, temos a grande capacidade de criar atmosferas que podem ser tanto positivas quanto negativas, pois, sempre que emitimos um pensamento, geramos um efeito sobre a atmosfera que nos rodeia. Todos já ouvimos ou lemos em algum momento sobre as “casas mal-assombradas”, que chamam a atenção de pesquisadores psíquicos. Muitos desses pesquisadores psíquicos concluíram que essas “assombrações” não são absolutamente assombrações reais; que os assim chamados “fantasmas” já passaram há muito tempo para outro estado. Em vez disso, argumenta-se que, quando acontece um evento intensamente emotivo, como uma tragédia, numa parte de um edifício ou de uma área externa, então essa emoção imprime naquela atmosfera as vibrações desses acontecimentos trágicos. Muitas vezes, a realimentação mórbida das lembranças de tais eventos por outras pessoas pode manter aquela atmosfera emocional altamente carregada ao ponto de, realmente, aqueles que são sensíveis a tais fenômenos, serem capazes de percebê-los, mesmo muitos anos depois.

Nós criamos atmosferas

De forma semelhante, nós criamos atmosferas dentro de nossas próprias casas ou dos locais que visitamos. Por exemplo, uma atmosfera de grande alegria e felicidade pode ser criada depois de um evento positivo, como um casamento ou um nascimento. Uma atmosfera de paz, de harmonia e unidade vai seguir uma meditação, enquanto que uma atmosfera de desarmonia e de aflição vai predominar após uma briga ou tragédia.

Muitas vezes, sem que haja qualquer culpa aparente de nossa parte, podemos experienciar aflição num determinado local e se essa aflição for intensa ou prolongada, ela pode ter tal efeito sobre a atmosfera do lugar que podemos nos sentir desconfortáveis, embora a causa estressante inicial tenha desaparecido.

Sabe-se que mudar de casa é bastante estressante. Assim como a reviravolta de mudar nossa família e nossas posses para uma nova casa, podemos nos sentir desconfortáveis com a atmosfera criada por seus ocupantes anteriores. No entanto, existem muitos métodos para se limpar as vibrações negativas e tornar os locais mais agradáveis para se visitar ou para se morar.

Um desses métodos, é claro, é ter pensamentos e emoções positivas no nosso dia-a-dia. Dessa forma podemos evitar criar atmosferas negativas ou alimentar qualquer tipo de negatividade que porventura possa já estar presente. A prática constante da meditação é muito eficaz para elevar não apenas nossas vibrações, mas também as vibrações daqueles que nos cercam, além dos benefícios que nos traz aumentando nossa felicidade e bem-estar pessoais.

Métodos de limpeza

Existem muitos rituais de limpeza para casas e outros locais. E podemos também inventar nossos próprios métodos, afinal de contas, é a intenção que vale. Muitas pessoas preferem o uso de água para fins de limpeza. A água pode ser benta e oferecida para o uso de purificação espiritual simplesmente pelo procedimento de mantermos nossas mãos, com as palmas para baixo, acima dela e de fazermos uma prece para auxiliar no nosso trabalho de purificação. A água pode então ser espargida pela casa e na parte do terreno afetado.

Bem conhecida por seu efeito neutralizante, a água salgada também é um excelente detergente psíquico. No entanto, quando realizam cerimônias simples de limpeza, algumas pessoas gostam de usar os quatro elementos, como uma vela para purificação pelo fogo; incenso para purificação pelo ar; sal, terra ou pedras semipreciosas para purificação pela terra; e água, combinada com prece e meditação em cada recinto afetado. Muitas vezes ajuda fazer uma limpeza física geral no recinto, para começar.

Existem também vários aromas ou óleos que podem ser usados para fins de purificação, quando queimados dentro de um recinto ou em áreas externas. Provavelmente o mais conhecido desses é a sálvia, uma grande favorita dos índios americanos. Uma outra é a bergamota selvagem, uma erva aromática que é usada pelos ocultistas europeus para “repelir todos os males”.

Algumas pessoas podem preferir usar simplesmente as técnicas meditativas como a visualização de uma luz pura branca ou dourada, que vai acabando com a negatividade, ou luz de várias outras cores, dependendo da preferência pessoal. A entoação de um som vocal também tem um efeito benéfico, assim como a visualização de certos símbolos.

Recentemente, um método bem simples chamou a minha atenção: disseram-me que 108 repetições do som vocálico AUM efetivamente exorcizaria qualquer local de qualquer negatividade, não importa de que tipo de manifestação. Reconhecendo que 108 é um número místico, aceitei a palavra da pessoa e fiz uma tentativa. Acabei descobrindo que era o método mais efetivo para mim.

O uso do círculo como um símbolo também já foi reconhecido como bastante efetivo, quer visualizado cercando as paredes de um recinto ou de uma casa de uma forma protetora, ou na forma de um laço de luz pura branca ou dourada, desenhado fisicamente com um dedo ou com uma vareta de incenso acesa. Um outro método ainda consiste na visualização da casa como um todo colocada dentro de uma redoma protetora de luz branca.

Os símbolos universais como o pentagrama, a estrela de Davi ou a pirâmide podem ser incorporados, assim como qualquer outro símbolo que a pessoa sinta ser necessário.

Muitas vezes, de fato, não é possível visitar o respectivo local. Tudo o que é necessário numa situação como essa é construir, mentalmente, uma imagem do local ou da propriedade a ser limpa, e visualizar a limpeza acontecendo lá. Este método pode ser psicologicamente útil para nós, quando queremos remover nosso apego de um local em que passamos por experiências infelizes no passado. Fico me perguntando se é o local que exorcizamos ou se é mais próximo da verdade dizer que é nossa mente que se liberta dele.

Autopurificação

Naqueles momentos em que sentimos a necessidade de purificarmos a nós mesmos, sugere-se fazer um jejum físico e tomar bastante água. No entanto, isso nem sempre é prático para pessoas com sistemas digestivos delicados ou com certos problemas médicos, embora a maioria de nós obtenha benefícios bebendo muita água e seguindo uma dieta razoável. Novamente, a visualização pode ajudar se, ao tomar um banho de banheira, ou uma ducha, visualizarmos a água nos proporcionando mais do que uma limpeza física. Podemos imaginar a ação de limpar da água se estendendo para nossa aura e para o nosso corpo psíquico, ou limpando todo o nosso ser. Existem também vários óleos de limpeza e de relaxamento na aromaterapia, que podem ser acrescentados na água do banho.

Todos nos culpamos, em determinados momentos, de nos apegarmos a situações do passado que precisamos liberar. Neste caso, a meditação pode ajudar. Durante a meditação podemos criar uma imagem simbólica da situação da qual queremos nos desapegar e imaginar aquela situação ser retirada e jogada fora para longe de nós, pedindo ao Cósmico ou ao Deus do nosso coração que tome conta dela. Mesmo assim, algumas pessoas continuam se preocupando com relação para onde foi levada aquela situação depois que a purificação aconteceu. Existem vários métodos, é claro, para se tratar da dispersão da energia negativa. Podemos visualizar que ela foi consumida pelo fogo, lavada com água, ou transformada em luz. Mas o que realmente precisamos fazer é manter em nossas mentes e nos nossos corações a certeza de que o Cósmico ou o Deus do nosso coração vai cuidar daquilo, e que aquilo vai ser mandado de volta para um local onde não cause qualquer mal, pronto para ser nova­mente reciclado pelos processos do Universo.

 * Rosicrucian Beacon, setembro de 2008 – Tradução:  Soror Cecilia Erthal.

 

A ÁRVORE!

 



A ÁRVORE

POR FRANÇOIS HANFF, FRC

Falar das árvores é ao mesmo tempo evocar a natureza, sua beleza, sua força e a vida que a anima. As árvores e as florestas estão sempre presentes desde tempos ime­moráveis. Na época dos Romanos, assim dizem, era possível atravessar a França de Marselha a Lille sem sair da floresta. Esta fornecia ao homem alimento, na forma de amoras e frutas; calor, na forma da com­bustão da madeira; cuidados, na forma de inú­meras plantas medicinais (carvalho, freixo…); materiais de construção, na forma de ma­deira. Podia ocasionalmente servir de abrigo, de refúgio, de esconderijo. Em períodos de escassez, as folhas dos freixos serviam de forragem para os animais. A floresta serve, por outro lado, como local para a caça e oferece ainda inúmeras rique­zas, entre as quais os cogumelos. Por muito tempo, o homem viveu perto e dentro delas, sob sua inspiração e proteção. Não é de surpreender que a árvore e a floresta tenham impregnado nosso inconsciente a ponto de constituírem um arquétipo, isto é, um símbolo que transcende o pessoal, o indivi­dual e que é a expressão de um incons­ciente mais profundo e coletivo.

Um símbolo natural

Ela se opõe, nesse aspecto, aos símbolos ‘artificiais’ ou ‘conceituais’, que têm origem no pensamento humano e que o ajudam a representar e a transcender sua compre­ensão interna do universo. Um símbolo natural é um elemento, um objeto, uma forma perce­bida pelos nossos sentidos, que lembra ao nosso espírito não só sua própria natureza, mas também a representa­ção de alguma coisa diferente de si mesma.

Para compreender bem um símbolo como este, é bom observar e analisar sua base física, aquilo que percebemos, pois, com muita freqüência, é dessa observação que tiraremos as analogias, as intuições que nos abrirão as portas de uma compre­ensão inte­rior maior do símbolo. Assim, uma observa­ção detalhada da rosa, que tradicio­nalmente simboliza o amor, permi­tirá que seu sentido seja aprofundado. Serão então levados em conta a presença de espinhos, a estrutura pentamétrica da flor (com base no número 5), seu perfume,…; e todos esses elementos vão refinar, comple­tar nossa compreensão do símbolo e das leis que ele transmite. Nisso seguimos o famoso adágio: “O que está em cima é como o que está embaixo”.

A floresta

Quando descrita, a floresta parece mais um ambiente sombrio onde a luz do sol pouco penetra. Num bosque de faias, menos de dez por cento da luz solar chega até o chão. É também um meio úmido: as árvores transpi­ram e constroem, a partir da umidade que se mantém bem debaixo de suas copas, um ambiente fechado, pois sem penetrar nela é impossível ver o seu interior; um meio tem­perado: a temperatura no seu interior é mais fresca no verão do que num ambiente aberto e, no inverno, o frio é mais mode­rado. Quem ainda não observou, na época do derretimento da neve, os círculos em torno das árvores onde a neve derrete primeiro, descobrindo a terra a seus pés? Ela se apre­senta como um ambiente sem mar­cação de espaço: o Pequeno Polegar se perde na floresta quando as pedri­nhas brancas que deixou para trás desapare­cem. Não é a mesma aflição que sofre um catador de cogumelos quando tem que fazer o caminho de volta guiado pela intuição? É também um ambiente sem marcação de tem­po: muitas vezes nos situamos no tempo apenas graças à posição do sol no céu, à intensidade de sua luz ou de seu calor; mas dentro de uma floresta, esses três elementos são muito homogêneos durante todo o dia e não é raro perder, dentro dela, essa preciosa noção do tempo.

À luz desta descrição, a analogia com o ambiente uterino – também sombrio, úmido, temperado, fechado, sem espaço e tempo – é evidente, e a floresta se revela feminina e maternal. Feminina, pois são as dríades e as ninfas que a habitam; os anões e os gnomos preferem os ambientes subter­râneos e minerais. Maternal, pois em seu seio se desenvolve a Vida que, tendo surgido nas águas primordiais, se desenvolve em seguida sobre a terra, debaixo das árvores. Uma floresta é um ecossistema completo onde a vida fervilha sob todas as formas. Como acontece no Cósmico onde o espaço e o tempo não existem, a floresta é um am­biente inespacial e atemporal. Ela é a matriz cósmica, e a árvore é o símbolo do cosmos vivo em permanente regeneração.

Rudolf Steiner dizia que a floresta é a cabeleira da terra; a cabeleira da Mãe Terra. Os cabelos sempre foram um símbolo de força. Dalila tira a força de Sansão cortando seus cabelos. Da mesma forma, os amerín­dios se apoderavam da bravura de seus adversários escalpando-os. Para os chineses, cortar os cabelos era considerado uma mutilação. Mas, entre os celtas, usar cabe­los longos era uma marca de aristocracia, tradição também encontrada entre os reis da França. Assim, a floresta é símbolo de força, de poder, um poder que provém das árvores que a compõem e que são fontes importan­tes de energia.

Em todas as tradições antigas de povos que viviam em grande harmonia com a natureza – o que não acontece nos dias de hoje – existiam rituais que permitiam se recarregar energeticamente perto das árvo­res, receber um pouco de sua energia, de sua força, para se revitalizar. Num deles, oriundo da tradição celta, fazia-se isso após um primeiro ritual que tinha como objetivo entrar em comunicação com a árvore: tendo estabelecido esta comunicação através de uma harmonização, o iniciado se colocava diante do lado norte, com a mão esquerda espalmada sobre a árvore e a mão direita sobre o plexo solar. Com os olhos fechados, em estado de receptividade, o iniciado podia se recarregar por alguns minutos – por dez minutos, no máximo.

Cores

A floresta, a árvore e a maioria das plantas são de cor verde. É preciso, portanto, nos interessarmos pelo simbolismo desta cor para podermos aprofundar seus possíveis significados. O verde está entre o azul e o amarelo; entre o frio do azul e o calor do amarelo. É um valor mediano que vai permi­tir o desenvolvimento da vida, impossível dentro do azul – muito frio – ou do amarelo – quente demais.  É a cor da água, feminina, refrescante. Evoca a juventude, o vigor, a imortalidade. Existe todo um jogo entre o verde e o vermelho, cores complementares. Este jogo é bem ilustrado pelo mito de Perséfone, a deusa da fecundidade. Ela aparece na primavera, permanece na terra por três estações e retorna ao inferno durante o inverno. Com certeza, neste mito, o sentido dado ao inferno não é o que este tem atualmente. Representava, naquela época, o mundo subterrâneo, com todas as riquezas que ele contém, e também o mun­do dos mortos, mas de todos os mortos. Este mito nos mostra que, no verde da primavera, dorme o vermelho do inverno. O yin, que contém sempre um ponto de yang, nos diz a mesma coisa. Encontramos tam­bém esta lei nas folhas das árvores que são verdes na primavera e no verão, e que se tornam marrons e vermelhas antes do inverno. Da mesma forma, não é verdade que a madeira – verde em sua essência – produz vermelho quando queima?

O verde é também símbolo do conheci­mento. Na cosmologia órfica, a luz do espírito que fecundou as águas primordiais é verde. Para os alquimistas, a luz da esme­ralda permite perscrutar os maiores segre­dos. O Graal, enfim, é um vaso de esmeralda ou de cristal verde; um vaso que conteve o sangue vermelho do Cristo.

Da árvore ao homem

O simbolismo da árvore está ligado à verti­calidade. A árvore religa o céu à terra: nossa Mãe Terra, da qual recebe a alimentação através de suas raízes, e nosso Pai – o Céu – do qual recebe os princípios de vida através de suas folhas. Não tem frente nem costas, seu tronco é circular e manifesta o simbo­lismo do círculo: Vida, Ciclos e Infinito. Pela alternância regular de suas fases folha­das e desfolhadas, sugere-nos a noção de ciclo, e este está associado à longevidade das árvores – um carvalho pode viver de qui­nhentos a mil anos, uma faia de cento e cinqüenta a trezentos anos – trazendo as noções de infinito e de eternidade. Como não pensar também na reencarnação?

Se a árvore é a representação do cosmos no nível vegetal, o homem, em si, é muitas vezes designado como representação do cosmos no nível animal. Deve então ser possível desenvolver uma analogia entre os dois. Ambos respiram absorvendo oxigênio e expelindo gás carbônico, ambos transpiram – um bordo1  adulto transpira duzentos litros de água no verão – e têm um sistema circu­latório desenvolvido. Ambos podem ser estudados segundo uma divisão ternária: raízes, tronco, copa – conjunto dos galhos –, para a árvore, e cabeça, tórax e abdome, para o homem.

As raízes da árvore são invisíveis, ramifi­cadas. Nossos ancestrais, nossos avós, nossos pais são invisíveis dentro do nosso caráter e, no en­tanto, foram eles que nos alimentaram e nos construíram durante a nossa infância. Nossa ascendência pode ser repre­sentada por uma árvore genealógica cuja estrutura ramificada compara-se à das raízes. Estas se enterram num meio som­brio, subterrâneo, úmido, temperado, denso. Aí encontramos nova­mente o am­biente uterino e seu significado feminino e mater­nal. Falando do solo, não é extra­ordinário este elemento essencial da Terra Mãe, nutriente eterno através do qual o homem se sacia todos os dias de sua vida? As raízes levam a água e os elementos mine­rais para dentro das folhas onde serão transforma­dos em açúcares graças à energia solar. Estes vão constituir o elemento básico de todas as partes da árvore – folhas, brotos, raízes etc. É durante este proces­so, chamado de fotossíntese, que o oxigênio é liberado e o gás carbônico é absorvido pela planta. Da mesma forma, não é o conjunto das experi­ências humanas, especialmente as herda­das de nossos pais, mas também todas as oriun­das do nosso meio, expe­riências essas trazidas até a nossa consciência através de nossas raízes, que vamos analisar, interpre­tar e transformar em materiais utilizáveis para nos construirmos?

Para que as raízes de uma árvore tenham um bom desen­volvimento, é necessário que o meio seja permeável (sem grandes compac­tações), aerado, suficientemente rico em minerais e úmido. Para que uma criança tenha um bom desen­volvimento, é necessá­rio que sua histó­ria familiar não esteja muito carregada de segredos, de coisas não ditas ou de aconte­ci­mentos traumati­zantes, que se apresentam como blocos inutilizá­veis e mesmo prejudiciais para a criança, pois se forem muito numerosos, vão ocupar todo o espaço dispo­nível. É preciso também que a comunica­ção dentro da família seja desenvolvida – aeração do ambi­ente –, que o conteúdo cultural trazido pelos pais seja suficiente para permitir um desenvol­vimento harmonioso – riqueza em elementos minerais – e, final­mente, que o ambiente familiar lhe traga Amor em grande quantidade, condição indispensável e, provavelmente, a mais importante. Da mesma forma, a quantidade de água disponí­vel para a planta dentro do solo é um fator primordial para seu cresci­mento. É interes­sante notar que um excesso temporário de água, um solo abafado pela vegetação duran­te a fase de crescimento, por exemplo, são fatais para a planta. Neste caso, o solo fica asfixiado, as raízes não conseguem desem­penhar seu papel e a árvore vai enfraque­cendo rapida­mente. No caso de uma seca temporária as árvores vão colocar em ação estratégias de defesa que vão lhes permitir esperar até dias melhores: podem limitar a transpiração para guardar mais água, podem perder parte das folhas para limitar o consu­mo de água e interrom­per o crescimento para limitar suas neces­sidades energéticas. Em todos esses casos, reagirão melhor à seca do que à asfixia. É possível interpretar esses fatos na compa­ração feita com o homem.

O tronco é visível, rígido, circular. Contém todos os vasos que permitem a circulação da seiva e é composto de três quar­tos de células mortas, lignificadas. As células vivas que com­põem todos os tecidos de crescimento formam uma camada fina situada logo abaixo da casca. Será que não podemos dizer que todos os acontecimentos de nosso passado, todas as nossas experiên­cias são células mortas que constituem canais através dos quais interpretamos o presente, que nada mais é do que uma fina camada superficial em nossa consciência? As folhas são inúmeras, variadas, individua­lizadas, simples ou compostas de vários folíolos. É nelas que acontece a fotossín­tese, que transforma os elementos forne­cidos pelas raízes em diversos constituintes necessários ao seu crescimento e à boa saúde da árvore. Da mesma forma, nossos pensamentos nos permitem transformar o que nossas raízes nos trazem em elementos, atitudes, compreensão. Nossos pensamen­tos são inúmeros, variados, individuali­zados, simples ou compostos.

Como o Adão original, a árvore é andró­gi­na, mas, em cada espécie, uma polaridade vai dominar. O carvalho é solar e masculino. As palavras usadas para denominar seu fruto, bolota ou glande, são nomes que designam também a extremi­dade do pênis, do qual o fruto tem a forma. A casca do carvalho é grossa e enrugada. A faia, de natureza feminina, tem uma casca fina e lisa, agradá­vel ao toque. Seu fruto consiste em um ouriço que se abre quando maduro e solta uma ou duas semen­tes. A idéia da materni­dade vem naturalmente à nossa mente.

A analogia poderia ser levada adiante para inúmeros outros domínios, principal­mente o da renovação da floresta e do crescimento das árvores jovens. Assim como acontece com os homens, as árvores cres­cem primeiro em altura e, apenas num segundo momento, em diâmetro. Esta analogia é tão real no nosso inconsciente que o psicólogo suíço Charles Koch acabou descobrindo que, ao desenhar uma árvore, um indivíduo produz uma representação de seus estados psicológicos pro­fundos, e que este simples teste permite apreender seu caráter. Ele oferece uma interpretação de três níveis com base na estrutura: raízes, tronco, folhagem. As raízes representam nossa vida subterrânea, aquilo que é durá­vel, o que serve de apoio. O tronco repre­senta o eixo, o pólo que sustenta a copa, a coroa. E a coroa é a parte que faz a ligação entre o interno e o externo. Trata-se de um órgão de contato; ela evoca nossas relações com o meio-ambiente, o social, o ambiente externo em geral.

A sensibilidade da árvore

Após este estudo preliminar baseado na biologia da árvore, a pergunta que se pode fazer é sobre a sua sensibilidade e mesmo sobre sua consciência. O que se poderia dizer sobre isso?

Os experimentos de Joël Sternheimer sobre a sensibilidade das plantas à música são fascinantes. Este pesquisador em física, aluno de Louis de Broglie, é também músico. Ele observou que, quando da fabricação das proteínas, cada aminoácido emitia uma onda cuja freqüência pode ser calculada. Com base nessa descoberta, conseguiu decifrar a melodia correspondente a uma determinada proteína. Inúmeros experimentos realizados com equipes de cientistas de vários países permitem demonstrar que, tocando os trechos musicais específicos de certas pro­teínas, é possível provocar modificações importantes no comportamento das plantas através da inibição ou da estimulação de determinadas funções. Assim, os pés de tomate regados com a metade da quantidade de água necessária, mas para os quais foi tocada uma música ‘anti-seca’, propiciaram uma colheita de tomates bem maior do que as plantas regadas normalmente. Além disso, esses tomates eram maiores e livres de qualquer doença. L. Edwards realizou experi­mentos com mudas de abeto em vasos que demonstram que seu diâmetro varia com as marés (da ordem de alguns centésimos de mm). Essas experiências, entre outras, demonstram, se necessário, que as árvores são sensíveis a inúmeras vibrações ou ondas de origens diversas. São sensíveis até às ondas cósmicas. Na tradição celta, a cada árvore está associado um planeta. Usando um protocolo científico, Maria Thun obser­vou que a forma dos brotos das árvores muda quando o planeta que domina a árvore forma uma linha reta com o Sol e a Lua.

Harmonização com a árvore

Para os celtas, os ameríndios, os xamãs siberianos e, de modo geral, todos os povos que vivem ou viveram em estreita relação com a natureza, a Terra é viva, permeada por correntes energéticas de diversos tipos. Vivendo em harmonia com ela, é possível se ‘conectar’ com essas diferentes correntes e delas retirar conhecimento e força. Entre os celtas, a árvore é habitada por um espírito chamado ‘Deva’. Deva é uma energia indivi­dualizada e consciente. Ela pode ser conta­tada por aquele que saiba vê-la.

O ritual celta para entrar em contato com uma árvore é o seguinte: primeiro, escolher uma árvore, por intuição, falar com ela, tocá-la como faríamos a um velho amigo. Em seguida, dar três voltas no sentido horário fazendo uma invocação a cada volta, sendo que a terceira volta deve ser dedicada à Luz espiritual que ilumina todo homem. Finalmente, permanecer receptivo, em estado meditativo. Este ritual é simples, pode ser realizado por qualquer pessoa, mas esta simplicidade não deve esconder a dificuldade que o profano terá para realizá-lo. A harmo­nização com a árvore é possível sintonizando o mesmo compri­mento de onda que ela tem, o que exige uma grande pureza de pensamento, pois as árvores são, basicamente, o reflexo de uma realidade cósmica positiva e alheia às preocupações humanas. O simbo­lismo desta cerimônia a aproxima de outros rituais e técnicas que podem ser encontrados em certas sendas iniciáticas e tradicionais do ocidente.

Este tipo de relação com a árvore e com a natureza pode fazer a alma ascender a realida­des espirituais mais elevadas. Assim, a árvore representa o trabalho que cada homem deve realizar sobre a Terra, isto é, a partir de sua base terrena, de suas raízes, ele deve elevar-se vertical­mente para desa­brochar no céu, em realidades celestes ou cósmi­cas. É nisso que consiste todo o trabalho de ‘reinte­gração’ descrito por Louis-Claude de Saint-Martin. Simples­mente por sua presença, as árvores nos lem­bram o sentido de nossa vida sobre a Terra e isso em total doação, pois as árvores nos alimen­tam, nos aquecem, nos instrumenta­lizam, nos curam de forma generosa e ilimita­da. Elas nos fazem lembrar do valor do serviço, pedra angular da evolução espiritual. Os conhecimentos e as experiências só têm valor real quando utiliza­dos para uma finali­dade desinteressada dos lucros do ho­mem e da humanidade de modo geral. É isso que nos ensinam insistentemen­te não só as diferentes religiões, mas também todos os movimentos esotéricos e iniciáticos sérios.

Quando invertemos a árvore, esta se torna a manifestação do Absoluto, da reali­dade única e transcendente concebida como movimento descendente, onde a pura energia se transforma em matéria e em vida. Da mesma forma que a chuva do céu molha a Terra, a impregna e a deixa fértil, o amor divino se encarnou nos nossos ancestrais e os tornou aptos a se multiplicarem em outras vidas. Estudar a genealo­gia é estudar de que forma o amor divino se manifes­tou nos nossos ancestrais; é estudar de que forma o amor cósmico pode ser concretizado na Vida. No Upanishad, o universo é uma árvore invertida com os galhos para baixo da Terra. A Árvore da Vida chinesa também é assim: representa a descida das ener­gias divinas para dentro do mundo. No seu ápice, sua raiz, está Kether, a sefira além de todo o conhecimento, a Fonte divina. É a semente que contém virtualmen­te todo o universo da mesma forma que a semen­te da árvore contém virtualmente a árvore adulta. Esta semente se materializa em árvore do mundo, e cada sefira é uma palavra divina.

Nota: 1. Os bordos são árvores que atingem de 10 a 40 metros de altura. Existem aproximadamente 125 espécies, a maioria das quais nativas da Ásia, mas várias espécies também ocorrem na Europa, África setentrional e América do Norte.

 


PODER PARA CONSTRUIR NOSSA VIDA!

 


PODER PARA CONSTRUIR NOSSA VIDA!


Hoje, a meditação é assunto comum nas conversas. Muitos livros são escritos sobre este tema. Todavia, o assunto deve ser tratado cuidadosamente. A meditação tem força e sentido pouco compreendidos pelo estudante comum. Ela é capaz de transformar a nossa vida.  

 A metodologia Rosacruz propõe uma técnica especial, desenvolvida através dos séculos, pela qual o Eu é preparado para alcançar a completa harmonização e identificação com a Consciência Interior.  

Ao fazermos contato com o Eu interior, que esperamos dele? Que ideias e pensamentos podem impressionar-nos? Certamente não podemos esperar que o Eu interior justifique muitas ações e pensamentos a que nos entregamos no momento. O elevado padrão ético de conduta que Ele nos infundirá poderá constituir grande desapontamento. Em razão disto é que muitos abandonam a prática da meditação, a fim de evitar distúrbios em seu atual padrão de pensamento e comportamento.  

A meditação nos colocará em contato direto com a consciência anímica, que é amor – Deus em nós. Pela prática da meditação mudamos nosso padrão de pensamentos mais positivos e de elevados ideais. Por este meio podemos esperar contatos mais elevados com a consciência da alma e receber impressões que nos ajudarão a construir uma vida harmoniosa e a encontrar soluções criativas para os problemas pessoais.  

A ponte que começamos a edificar entre o Eu exterior e o interior deve contar com alicerces muito sólidos. A estrutura do nosso comportamento objetivo deve estar firmemente estabelecida, pedra por pedra, com bons pensamentos, boas ações, e o aprimoramento de nossa vida intelectual e emocional. Tais alicerces são edificados através dos ensinamentos Rosacruzes, que, com sua valiosa orientação e seus exercícios, constituem a preparação importante para contato com o Ser Interior. Podemos ver que a meditação é um importante fator em nossos desempenhos na vida e produz mais paz, equilíbrio e harmonia em todo os aspectos.  

A meditação tem sido definida como caminho para a iluminação interior e ligada a aspectos religiosos. Entretanto, a técnica Rosacruz é simples, tendo sido desenvolvida através de longo período de tempo e está muito mais ligada a vida prática do ser humano. Os principais elementos para uma meditação proveitosa são a concentração, a relaxação e motivo justo, sincero.  

Na meditação, precisamos estar perfeitamente relaxados e desligados do nosso ambiente físico. Então, dirigimos nossa consciência para o íntimo, através da concentração para este ser que percebe. Devemos nos manter completamente passivos contemplando o ser interno que ouve, vê e sente. Quanto maior a atenção neste ser interno, maior o proveito e perfeição do contato.  

Devemos nos colocar em meditação apenas por poucos minutos, uma ou duas vezes ao dia, se possível. Períodos mais longos não aumentarão, necessariamente, nosso proveito. 

Durante nossas meditações poderemos ser inspirados com ideias de solução para os nossos problemas, experimentaremos paz e harmonia. Sua prática regular nos proporcionará estímulo, coragem e energia para vivermos a vida, não apenas para nós mesmos, mas para todos aqueles com quem nos relacionamos. 

 

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