Artigos e Informações ligados ao Rosacrucianismo

terça-feira, 19 de julho de 2022

A HISTÓRIA DOS IPÊS

 

 




A HISTÓRIA DOS IPÊS.

Quando Deus estava preparando o mundo, se reuniu em uma tarde com todas as árvores. Ele pediu para que cada árvore escolhesse que época gostaria de florescer e embelezar a terra.

Foi aquela alegria.

Outono, Verão, Primavera, diziam!!!

Porém Deus observou que nem uma escolhia a estação do inverno.

Então Deus parou a reunião e perguntou:

Por que ninguém escolhe a época do inverno?!?

Cada um tinha sua razão. Muito seco! muito frio! muita queimada!

Então Deus pediu um favor.

Eu preciso de pelo menos uma árvore, que embeleze o inverno, que seja corajosa, para enfrentar o frio, a seca e as queimadas e no frio embelezar o mundo....

Todos ficaram em silêncio.

Foi então que uma árvore quietinha lá no fundo, balançou as folhas e disse:

Eu vou!...

E Deus com um sorriso perguntou:

Qual seu nome minha filha?!

Me chamo Ipê, senhor!

As outras árvores ficaram espantadas com a coragem do Ipê em querer florescer no inverno.

Então Deus respondeu:

Por atender ao meu pedido farei com que você floresça no inverno não só com uma cor...

Para que também no inverno o mundo seja colorido.

Como agradecimento, terás diferentes cores e texturas, sua linhagem será enorme.

E assim Deus fez uma das mais lindas árvores que dá cor ao inverno... E por isso temos os Ipês:

Branco

Amarelo

Amarelo do Brejo

Amarelo da Casca Lisa

Amarelo do Cerrado

Rosa

Roxo

Roxo Bola

Roxo da Mata

Púrpura.

REFLEXÃO:

Quando ouvimos a voz de Deus e fazemos a vontade Dele, recebemos muito mais daquilo que pedimos ou pensamos!!!

Aí está o IPÊ 👇👇👇

 

VOLTEI PRA MIM...

 


 

VOLTEI PRA MIM...

Voltei para mim e aconteceu a magia.

Parei de insistir onde não havia o que procurar.

Parei de pedir com as mãos fechadas.

Parei de esperar em cadeiras ocupadas.

Parei de colocar minhas expectativas em pessoas indisponíveis para mim.

Parei de fingir que o outro me entendia.

Parei de colocar os olhos e a esperança em corações que não queriam bater ao meu lado.

E aí, aconteceu a magia.

Voltei para mim, como único destino possível.

Voltei para mim, como único caminho disponível.

Voltei para mim, como o único reencontro pendente.

Voltei a mim e consegui ver minhas costelas, as dores e a minha alma desidratada, suplicando por água.

E me recebi.

Me perdoei. Me deitei em meu ombro.

Chamei por mim com a minha própria voz.

Me encontrei.

Diferente, mas ainda intacto

E me tive outra vez.

Me tenho de novo.

Então, outra magia aconteceu.

Subtamente, percebi que tenho as chaves das portas que eu quero abrir.

Aqui, dentro.

Lá fora só estão as fechaduras.

Mas eu decido onde e de mim depende como.

Eu decido onde.

Eu escolho como...

Eu escolho com quem...

Eu decido o que quero...

Eu decido o que eu mereço...

Mais tarde, entendi que essa magia sempre esteve comigo,

Pois, na verdade, ela nunca se foi.

Sempre esteve aqui dentro.

Mas eu não me permitia vê-la,

Pois estava me rejeitando.

Assim, foi necessário descer às minhas sombras para ressuscitar.

Me abracei

Me aceitei.

E segui.

Agora, mais vivo que nunca.

 

@MARIO QUINTANA


CATADOR DE LINDEZAS

 



CATADOR DE LINDEZAS

Eu venho de lá
Onde o bem é maior
Onde a maldade seca, não brota
De onde é Sol, mesmo em dia de chuva
Eu venho de lá
De um lugar
Que tem cheiro de mato, água de rio e passarinho sempre a cantar
Eu venho de lá
De um lugar
Onde o pão se divide, a dor não existe e o amor se multiplica
Eu venho de lá
De um lugar

Onde quem parte fica pra sempre
Nas lembranças
Eu venho de lá
Onde criança é anjo, jovem esperança
E os mais velhos são confiança
Nesse lugar, irmão é laço, amigo é abraço
E mãe é lar
Eu venho de um lugar
Onde é luz de noite de dia
Tudo se ilumina
Sol, Lua e mar
Eu venho de lá, e nunca estou sozinho
Paz, fé, carinho
Tem sempre alguém pra me escutar

Vivo do encantamento
O bem é o meu alimento
Procuro por bonitezas
E a mãe natureza
Vivo do que tem clareza
Busco em mim a beleza
Não me esqueço de onde venho
E sempre vou querer voltar

Sou como um passarinho que a procura de gravetos para aquecer e sustentar o ninho, sai voando por aí, mas nunca se perde pelo caminho, porque sabe sempre pra onde voltar
Talvez a vida tenha feito você acreditar que esse lugar não existe, que sonhar é impossível, que amar é proibido, ou que o mundo está perdido. Mas te digo meu amigo... Tem nada disso! Esse lugar é pertim, facim de encontrar. Esse lugar é dentro da gente, é essência é o seu pulsar



Sou catador de lindezas!
Sou catador de lindezas!
Sou catador
Sou catador

 


VOCÊ NÃO ESTÁ VELHA... VOCÊ ESTÁ MAGNÍFICA!

 



VOCÊ NÃO ESTÁ VELHA... VOCÊ ESTÁ MAGNÍFICA!

 

Você não está velha. Está apenas m a g n í f i c a.

Sacou ?!

Querida, deixa eu te contar um segredo.

Sai dessa de "chega uma certa idade que..."

Tudo é um tempo, um ciclo.

Sai dessa que não tem idade pra isso ou aquilo.

Velho é quem não sonha, quem não é grato pela vida, pelas experiências, quem não tem esperança, quem não quer aprender, quem acha que É, e não está.

Quem só reclama, quem não aprecia as dádivas dos caminhos, quem não suspira num por do sol, quem passa debaixo de um ipê florido e nem repara.

Velho é quem acha que não pode, porque alguém ditou regras limitadoras ridículas pra te enterrar viva.

Velha é a inveja, a cabeça quadrada, o possuidor das vontades e da vida alheia.

Esse sim, é velho! Mofou , morreu e não se deu nem conta de onde vai cair.

Velho é quem perde tanto tempo julgando, que esquece de viver. Oh dó!

Tem gente "morta" com 20, 30, 40...

Velho é o chinelo de Noé...(o da Arca, tá gente?!) rs

Não vista rótulos de jeito nenhum.

Vista seu short, sua camiseta, seu jeans, seu vestido de seda, sua prancha de surf... ou qualquer outra coisa que quiser. Vista o que te dá prazer, se vista de você e vai viver!

O resto que se 'flora-se'!

Velho é quem não vive, e quer impedir o outro de viver.

É mais ou menos isso !

Vá ser feliz do seu jeitinho.

Desfrute da benção da sua existência em qualquer idade.

Helena Rapozzo ✍️

a que também está magnífica! rs ...


A MIÚDA

 


A MIÚDA

 

Serei sempre a miúda meio assustada que continua a sentir medo do futuro. A gaiata com tantos sonhos que lhe perdeu a conta. Aquela a quem a vida sempre controlou a emoção.

Aprendi a viver entre a ilusão de um sonho colorido e a realidade que, por vezes, só tinha um tom levemente descolorido. Por isso, entendi que se não lutar pelos sonhos eles me fogem das mãos.

Sou aquela que se habitou a pisar os espinhos sem temer as rosas. Afinal, sem espinhos uma rosa nunca será essa flor especial que todos tanto admiramos.

 São os seus espinhos que nos mostram que mais do que sonhos temos que edificar uma vida, temos que saltar detrás da muralha e mostrarmos a nossa determinação.

Essa é a miúda que hoje evoluiu, a que fez daquele sonho que sempre a assustava a coragem de sorrir para a vida.

Deixou de ter medo de cair dos sonhos e ganhou a força suficiente para se levantar.

Essa é a miúda que foi caindo e sempre olhou para os joelhos esfolados com a certeza de que as feridas se iriam curar, por muito que lhe doessem.

Essa miúda com medo do futuro que não virou as costas à vida, por acreditar que tudo se irá resolver se não enterrarmos a cabeça na areia, desistindo de seguir o nosso caminho.

Jamais se contentou com um não, porque tudo é impossível até ao dia que acontece um milagre.

 E desistir não é para os fracos e para quem tem medo de lutar. Fracos são os que não sonham com medo de viver, os outros são apenas fortes com receio de cair.

E é nesse grupo que a miúda quer ficar, no grupo dos que sonham sonhos que querem ver realizados.

@angela caboz

 

segunda-feira, 11 de julho de 2022

-OS FILHOS DO SOL. - AS QUATRO ESTAÇÕES

 




 

OS FILHOS DO SOL : 

AS QUATRO ESTAÇÕES

 

Era uma vez um rei chamado Sol. Todos o conhecem. Todos o estimam.

Poderoso, os seus raios são espadas. Majestoso, os seus raios são de ouro e mais do que todo o ouro valem. Generoso, os seus raios são fios de vida.

Poderoso, majestoso e generoso era este rei, mas tinha um grande desgosto – os seus quatro filhos davam-se muito mal uns com os outros.

Chamavam-se os quatro irmãos, por ordem de idade, a começar pelo mais novo: Primavera, Verão, Outono e Inverno. Bulhavam constantemente, porque todos queriam, à uma, governar a Terra. Ora isto não podia ser.

Assim pensando, o rei Sol decidiu que cada um deles governasse por sua vez, durante um certo tempo. As ordens de um pai, para mais rei, e ainda por cima Sol, têm de se cumprir.

O Outono não gostava desta partilha. Queixava-se de que lhe não davam tempo... Ainda estava ele a arrumar e a alindar a casa, pintando tudo da cor púrpura, em tons e meios-tons amarelos doirados, e já o Inverno lhe batia à porta. Então o Outono tinha uma birra e arrancava as folhas das árvores, algumas ainda por pintar...

Saía o Outono com lágrimas nos olhos e entrava o Inverno.

— Em que desordem isto está — exclamava ele, irritado. E punha-se a varrer. Varria com tanta força que fazia vento. Depois lavava, em grandes bátegas, caídas do céu... As sementes e os grãozinhos, que o Outono deitara à terra, assustavam-se:

— Iremos nós também na cheia? — perguntavam uns para os outros.

O Inverno ouvia-os e dizia-lhes:

— Sosseguem! Durmam descansados. Vai tudo dormir um longo sono. Assim tem de ser.

E tão carinhoso ele era que cobria os lugares mais desprotegidos da terra com um manto branco de neve.

Lá fora, a Primavera impacientava-se. Não tinha feitio para suportar os vagares do irmão. Às vezes, não se continha que não perguntasse pela frincha da porta:

— Já posso?

Ainda era cedo, mas só de lhe ouvirem a voz, as primeiras flores rompiam a terra.

Então, quando ela chegava, era uma festa. Corria a Primavera de lés a lés e não havia ervinha, folha, haste, flor que não quisesse dançar com ela. Era uma enorme roda de alegria.

Mas a folgança não podia continuar sempre. Cansada do bailarico, a Primavera dava de bom grado o seu lugar ao Verão.

— Vamos trabalhar — dizia ele, assim que chegava.

E trabalhava-se, pois então! Os grãos e os frutos amadureciam. As flores arrecadavam tesouros. Nas tocas, nos ninhos, nos cortiços e por toda a parte, as palavras de ordem eram: trabalhar, colher, guardar.

Enquanto, nas praias, uns gozavam as férias, outros, no campo, não tinham descanso.

— O essencial fica feito. Deixo os retoques ao cuidado do meu irmão Outono — dizia o Verão, à despedida.

Lá vinha o Outono, com pincel e tintas apurar as cores. Achava sempre que merecia mais tempo. São tantas as tonalidades, do verde-escuro ao castanho, do laranja ao vermelho... Não se pode fazer obra asseada quando se sente os passos do Inverno a aproximarem-se. Que nervos!

Sorrindo no seu trono, o Sol acompanhava a obra dos seus quatro filhos. Descansa. Eles estão a dar muito boa conta de si.

E o Sol, risonho, ainda mais resplandece. 

António Torrado