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terça-feira, 2 de agosto de 2022

MEU DESEJO A VOCÊ!

 




MEU DESEJO A VOCÊ...!

Eu desejo que você se cure daquilo que não fala para ninguém, daquelas dores que você aguenta em silêncio, das lágrimas que escorrem pelo seu rosto antes de dormir.

Eu desejo que você se cure dos seus temores, medos e inseguranças. Das incertezas que um dia a vida colocou em você e que você enfrenta todos os dias quando se levanta da cama e segue em frente.

Eu desejo que você se cure, daquelas mágoas, feridas e desilusões, que você silenciou, que nunca reclamou, mas que ainda sente profundamente dentro de você.

Desejo que você se cure do passado que ainda está com você nas cicatrizes emocionais que você carrega sem reclamar.

Que você se cure das desculpas que nunca lhe foram dadas, da valorização que não recebeu, da gratidão que não te deram, do reconhecimento justo que não foi lhe oferecido, de todas as vezes que você mereceu receber o melhor e ele não chegou até você.

Que você se cure, dessas dores que você engoliu, silenciou, jogou para dentro.

Desejo que você se cure de todas as vezes que disse que estava “tudo bem”, quando na verdade não estava nada bem. Das vezes que engoliu o choro, a raiva, a tristeza, a decepção e sorriu, para que o mundo não visse a sua dor, ou para que o seu sorriso pudesse fazer alguém feliz.

Eu desejo que você se cure dos sacrifícios que já teve que fazer, das indiferenças que recebeu, dos pesos que suportou.

Que você se cure dos momentos que se sentiu sozinho(a) e que acreditou que ninguém enxergava suas feridas ou reconhecia seus atos.

Acredite, a vida vê, a vida retribui, a vida cura.

A cura pode ser devagar, silenciosa, as vezes difícil e não se faz sozinha. Mas ela acontece!

Se curar é um processo. Assim como muitos lhe causam feridas que você aguenta em silêncio outros ajudam a cicatrizar as feridas sem que você perceba.

Desejo que você se cure: de tudo que diz, de tudo que não fala e de tudo que precisa!

 

- Alexandro Gruber

 

 


O TEMPO

 


O TEMPO

 “Depois do atentado do 11 de setembro, uma empresa que tinha o seu escritório em um dos andares do World Trade Center, convidou os seus sócios e empregados que por alguma razão haviam sobrevivido ao ataque, para compartilhar as suas experiências.

Aquelas pessoas estavam vivas pelas razões mais simples da vida, eram pequenos detalhes como esses:

 O diretor de uma pequena companhia chegou tarde porque foi participar de uma reunião na escola do seu filho;

Uma mulher se atrasou porque o seu despertador não alarmou a tempo;

Outro funcionário havia se atrasado porque  pegou um caminho diferente afim de chegar mais rápido e acabou atolado em um engarrafamento pois havia acontecido um acidente na rodovia que havia pegado;

Outro funcionário perdeu o ônibus;

 Uma funcionária foi atingida por cocô de pombo e precisou voltar pra se trocar;

Um dos sócios teve problemas ao ligar o carro e precisou chamar um mecânico;

Outro funcionário teve que atender um telefone que acabou resultando em poucos minutos de atraso antes do atentado;

 Uma secretaria entrou em trabalho de parto;

Um zelador não conseguiu um táxi.

 Mas a história que mais me impressionou foi a de um senhor que ficou com uma bolha no calcanhar, devido ao seu sapato ser novo e antes de chegar ao trabalho ele decidiu parar em uma farmácia pra comprar um curativo e por isso ele está vivo hoje.

Agora, quando eu fico preso no trânsito, quando perco um ônibus, quando preciso me atrasar porque tive que atender alguém e muitas outras coisas que me desesperariam, penso primeiro

“Este é o lugar exato no que devo estar, nesse exato e precioso momento””.

Na próxima vez que a tua manhã for uma loucura, que teus filhos demorem em se arrumar, ou que vc não esteja conseguindo achas as chaves do carro, não fique chateado ou frustrado.

VOCÊ ESTÁ EXATAMENTE NO LUGAR QUE DEVERIA ESTAR, nesse grande quebra cabeça da vida.

Aplique a GRATIDÃO agora e seja grato por como vc está agora e pelas coisas que tem.

Viva cada minuto como se fosse o último, abrace, chore, sorria, diga que ama, amanhã pode ser tarde demais.

Valdemir Guedes Jr.


O PODER DO ABRAÇO.

 



O PODER DO ABRAÇO

Vamos abraçar mais...!

 

Abraço de filho deveria ser receitado por médico.

Há um poder de cura no abraço que ainda desconhecemos.

Abraço cura ódio. Abraço cura ressentimento. Cura cansaço. Cura tristeza.

Quando abraçamos soltamos amarras. Perdemos por instantes as coisas que nos têm feito perder a calma, a paz, a alma...

Quando abraçamos baixamos defesas e permitimos que o outro se aproxime do nosso coração. Os braços se abrem e os corações se aconchegam de uma forma única.

E nada como o abraço de um filho...

Abraço de Eu amo você. Abraço de Que bom que você está aqui. Abraço de Ajude-me.

Abraço de urso. Abraço de Até breve. Abraço de Que saudade!

Quando abraçamos, a felicidade nos visita por alguns segundos e não temos vontade de soltar.

Quando abraçamos somos mais do que dois, somos família, somos planos, somos sonhos possíveis.

E abraço de filho deveria, sim, ser receitado por médico pois rejuvenesce a alma e o corpo.

Estudos já mostram, com clareza, os benefícios das expressões de carinho para o sistema imunológico, para o tratamento da depressão e outros problemas de saúde.

O abraço deixou de ser apenas uma mera expressão de cordialidade ou convenção para se tornar veículo de paz e símbolo de uma nova era de aproximação.

Se a alta tecnologia – mal aproveitada – nos afastou, é o abraço que irá nos unir novamente.

Precisamos nos abraçar mais. Abraços de família, abraços coletivos, abraços engraçados, abraços grátis.

Caem as carrancas, ficam os sorrisos. Somem os desânimos, fica a vontade de viver.

O abraço apertado nos tira do chão por instantes. Saímos do chão das preocupações, do chão da descrença, do chão do pessimismo.

É possível amar de novo, semear de novo. É possível renascer.

E os abraços nos fazem nascer de novo. Fechamos os olhos e quando voltamos a abri-los podemos ser outros, vivendo outra vida, escolhendo outros caminhos.

Nada melhor do que um abraço para começar o dia. Nada melhor do que um abraço de Boa noite.

E, sim, abraço de filho deveria ser receitado por médico, várias vezes ao dia, em doses homeopáticas.

Mas, se não resistirmos a tal orientação, nada nos impede de algumas doses únicas entre essas primeiras, em situações emergenciais.

Um abraço demorado, regado pelas chuvas dos olhos, de desabafo, de tristeza ou de alívio.

Um abraço sem hora de terminar, sem medo, sem constrangimento.

Medicamento valioso, de efeitos colaterais admiráveis para a alma em crescimento.

*   *   *

Mas, se os braços que desejamos abraçar estiverem distantes? Ou não mais presentes aqui? O que fazer?

Aprendamos a abraçar com o pensamento.

O pensamento e a vontade criam outros braços e nossos amores se sentem abraçados por nós da mesma forma.

São forças que ainda conhecemos pouco e que nos surpreenderão quando as tivermos entendido melhor.

Abraços invisíveis a olho nu, mas muito presentes e consoladores para os sentidos do Espírito imortal, que somos todos nós.


QUAL A MELHOR RELIGIÃO?

 



QUAL A MELHOR RELIGIÃO?

Narra-se que Leonardo Boff, num intervalo de uma conversa de mesa-redonda sobre religião e paz entre os povos, perguntou ao Dalai Lama:

-Santidade, qual a melhor religião?

O teólogo confessa que esperava que ele dissesse:

 -É o budismo tibetano ou são as religiões orientais, muito mais antigas que o Cristianismo.

O Dalai Lama fez uma pequena pausa, deu um sorriso, olhou seu inquiridor bem nos olhos, desconcertando-o um pouco, como se soubesse da certa dose de malícia na pergunta, e afirmou:

-A melhor religião é a que mais te aproxima de Deus. É aquela que te faz melhor.
Para quem sabe sair da perplexidade diante de tão sábia resposta, Boff voltou a perguntar: -O que me faz melhor?

-Aquilo que te faz mais compassivo; aquilo que te faz mais sensível, mais desapegado, mais amoroso, mais humanitário, mais responsável… A religião que conseguir fazer isso de ti é a melhor religião…

O Dalai Lama foi ao cerne da questão: a religião deve nos ser útil para a vida, como promotora de melhorias em nossa alma.

Não haverá religião mais certa, mais errada, mas sim aquela que é mais adequada para as necessidades deste ou daquele povo, desta ou daquela pessoa.

Se ela estiver promovendo a alma, impulsionando-o à evolução moral e estabelecendo este laço fundamental da criatura com o Criador, independentemente do nome que Este leve ela será uma ótima religião.

Ao contrário, se ela prega o sectarismo, a intolerância e a violência, é óbvio que ainda não cumpre adequadamente sua missão como religião.

O eminente Codificador do Espiritismo, Allan Kardec, quando analisou esta questão, recebeu a seguinte resposta dos Espíritos de luz:

“Toda crença é respeitável quando sincera, e conduz à prática do bem. As crenças censuráveis são as que conduzem ao mal”.

Dessa forma, fica claro mais uma vez que a religião, por buscar nos aproximar do Grande Arquiteto do Universo, deve, da mesma forma, nos aproximar do bem, e da sua prática cotidiana.

Nenhum ritual, sacrifício, nenhuma prática externa será proveitosa, se não nos fizer melhores.
Deveríamos empreender nossos esforços na vida para nos tornarmos melhores.

Investir em tudo aquilo que nos faz mais compreensivos, mais sensíveis, mais amorosos, mais responsáveis.
A melhor doutrina é a que melhor satisfaz ao coração e à razão, e que mais elementos tem para conduzir o homem ao bem.

[com base em livro de Allan Kardec, em texto de Leonardo Boff e da Redação do Momento Espírita]

Gandhi afirmava que uma vida sem religião é como um barco sem leme.
Certamente todos precisamos de um instrumento que nos dirija.

Assim, procuremos aquela religião que nos fale à alma, que nos console e que nos promova como almas imortais que somos.

Transmitamos às nossas crianças, desde cedo, esta importância de manter contato com o Criador, e de praticar o bem, acima de tudo.

 


OS TRÊS MONGES E O DIABO.

 



OS TRÊS MONGES E O DIABO

O demônio apareceu a três monges e

Disse-lhes:

Se eu lhes desse poder para mudar.

um pouco do passado. O que eles mudariam?

O primeiro deles, com um grande fervor apostólico respondeu:

′′ Impediria que você derrubasse Adão e Eva no pecado para que a humanidade não pudesse se afastar de Deus ".

O segundo, um homem cheio de misericórdia, disse-lhe:

′′ Impediria que você mesmo se afastasse

de Deus e te condenarás eternamente ".

O terceiro deles era o mais simples e, em vez de responder ao tentador, ele se colocou de joelhos, fez o sinal da cruz e orou dizendo:

′′ Senhor, liberte-me da tentação do que pode ser e não foi ".

O diabo, dando um grito estentóreo e se estremecendo de dor se esfumou.

Os outros dois, surpreendidos, disseram-lhe:

′′ Irmão, por que você reagiu assim?".

Ele respondeu :

′′ Primeiro: NUNCA devemos dialogar com o inimigo.

Segundo: NINGUÉM no mundo tem poder para mudar o passado.

Terceiro: o INTERESSE de Satanás não era provar a nossa virtude, mas prender-nos no passado, para que negligenciemos o presente, o único tempo em que Deus nos dá a sua graça e podemos cooperar com ela para cumprir a sua vontade ′′

De todos os demônios, o que mais pega os homens e os impede de serem felizes é o de

′′ o que pôde ser e não foi ".

O passado fica à Misericórdia de Deus e o futuro à sua Providência. Somente o presente está em nossas mãos unidas às mãos de Deus.

′′ Viva hoje ′′

 


O FÓSFORO E A VELA!

 


O FÓSFORO E A VELA!

 

Certo dia o fósforo disse à vela :

─ Tenho a missão de te acender.

─ Oh, não — a vela respondeu assustada — Se me acender meus dias estarão contados. Ninguém poderá ver a beleza da minha forma e da minha cor.

O fósforo ficou confuso e perguntou à vela :
─ Prefere permanecer o resto de sua vida, fria, dura e sem ser acesa ?

─ Mas ser acesa? Arder? Isso dói e consome minha força — murmurou a vela se lamentando cheia de medo.

─ Tem razão. Mas esse é o mistério de sua vida e sua nobre missão, você e eu fomos chamados a ser luz. O que eu posso fazer como fósforo é muito pouco. Mas, ao passar o meu fogo para ti, cumpro o sentido de minha vida. Pois foi para isso que me fizeram, para acender o fogo.

─ Você é uma vela — continuou o fósforo. — Sua missão é iluminar, irradiar luz. Enquanto se consome, sua dor e energia se transformarão em luz e calor, e por isso necessitamos de ti e não iremos, jamais, esquecer-te. Outras velas levarão adiante a luz, mas se você se recusar, morrerá e será esquecida.

A vela abriu os olhos amplamente. Apontando firmemente para ao seu pavio disse ao fósforo, ainda que com voz trêmula :

─ Imploro que me acenda!

E assim, produziu uma linda chama.

E atendido o pedido, a formosa vela foi se consumindo. Feliz, entregando o seu coração ao maravilhoso destino de distribuir luz e calor para todos.

Costuma-se dizer que um grande passo para a felicidade ocorre quando descobrimos qual é a nossa missão ou chamado.

Saber quem é e qual a sua missão constitui ingrediente necessário para uma vida feliz e abençoada.

Mas nem sempre conseguimos cumprir esse chamado.

Assim como a vela, às vezes é necessário passar por experiências ruins, experimentar a dor e sofrimento para que o melhor que temos seja oferecido e que possam ser luz.

A verdade é que mar calmo não faz bons navegadores.

Os melhores são forjados nas águas agitadas,

Então, se tiver que passar pela experiência da vela, lembre-se que espalhar o Amor é o combustível que nos mantêm acesos.

Quanto mais você se alimentar dele, mais crescerá, mais iluminará.

 

Seara espiritual a Caminho da Luz.

 


EU SOU DO TEMPO... E VOCÊ?

 



EU SOU DO TEMPO... E VOCÊ?

Eu sou do tempo em que se escreviam cartas começadas por «Espero que esteja tudo bem que nós por aqui cá vamos indo.».

 Do tempo do amola-tesouras.

Das fraldas de pano.

Do tempo em que levávamos o rolo das fotografias ao fotógrafo e tínhamos de esperar uma semana para que estivessem prontas.

 

Do tempo em que, de um rolo de vinte e quatro fotografias, só se aproveitava meia dúzia.

 Do tempo em que havia cabines telefónicas por todo o lado.

Do tempo em que usávamos uma esferográfica para rebobinar a fita da cassete.

Sou do tempo em que a RTP era canal único.

Do tempo em que, sempre que havia uma avaria técnica, aparecia a mensagem «Pedimos desculpa por esta interrupção.

 O programa segue dentro de momentos.»

Sou do tempo em que «Gabriela» parava o país inteiro.

Do tempo da «Casa na Pradaria».

Do tempo em que, na escola primária, os exames eram feitos com caneta de tinta permanente.

 Do tempo em que havia aulas ao sábado.

Eu sou do tempo em que a amizade se fazia a pé.

Do tempo em que atravessávamos a cidade para chamar uma amiga. O nosso chat era o quarto, a porta de casa, a rua.

O nosso feed era atualizado nos intervalos das aulas.

Os nossos pedidos de amizade eram um olhar, um olá.

Havia os amigos, os conhecidos e os desconhecidos.

Não havia confusão e os perfis eram verdadeiros.

Ninguém visualizava as nossas perguntas e ficava sem responder.

 

Quando passávamos na rua, não podíamos ficar offline.

 Só mudar de passeio.

Quem se lembra?