Artigos e Informações ligados ao Rosacrucianismo

sexta-feira, 8 de julho de 2022

QUANDO A VIDA COMEÇA, VOCÊ TEM...

 






Quando sua vida começa, você tem...

 Desconheço o autor

Quando sua vida começa, você tem apenas uma mala pequenina de mão...
À medida que os anos vão passando, a bagagem vai aumentando porque existem muitas coisas que você recolhe pelo caminho, coisas que você pensa que são importantes...
A um determinado ponto do caminho, começa a ficar insuportável carregar tantas coisas; pesa demais...
Então, você pode escolher:
Ficar sentado a beira do caminho, esperando que alguém o ajude, o que é difícil, pois todos que passarem por ali já terão sua própria bagagem...


Você pode ficar a vida inteira esperando, até que seus dias acabem, ou pode aliviar o peso, esvaziar a mala.
Mas, o que tirar?
Você começa tirando tudo para fora...
Veja o que tem dentro:
Amor, amizade... Nossa!
Tem algo pesado... Você faz força para tirar...
Era a raiva - como ela pesa!
Aí, você começa a tirar, tirar e aparecem a incompreensão, o medo, o pessimismo...
Nesse momento, o desânimo quase te puxa pra dentro da mala.
Mas você puxa-o para fora com toda a força e, no fundo, aparece um sorriso, sufocado no fundo da bagagem...
Pula para fora outro sorriso e mais outro. E aí, sai a felicidade...
Então, você coloca as mãos dentro da mala de novo e tira pra fora a tristeza...
Agora, você vai ter que procurar a paciência dentro da mala, pois vai precisar bastante...
Procure então o resto: força, esperança, coragem, entusiasmo, equilíbrio, responsabilidade, tolerância e o bom e velho humor.
Tire a preocupação também.
Deixe-a de lado. Depois, você pensa o que fazer com ela...
Bem, sua bagagem está pronta para ser arrumada de novo.
Mas, pense bem o que vai colocar lá dentro de novo, hein?

Agora, é com você!
E não se esqueça de fazer isso mais vezes,
Pois o caminho é muito longo...

Desconheço o autor

 


MINHA ALMA ESTÁ EM BRISA... MINHA ALMA TEM PRESSA...!

 


MINHA ALMA ESTÁ EM BRISA... MINHA ALMA TEM PRESSA...!


 Mário De Andrade

(Enriete Rebonato)

Nós todos sabemos que a vida muitas vezes não é longa o suficiente para viver tanto quanto gostaríamos, mas muitas vezes, além disso, não somos capazes de valorizar o que temos...

 O que vemos, desperdiçamos tempo com coisas que não merecem, não porque sejam irrelevantes, mas porque nosso coração não está nelas.

Mário de Andrade nos deixa um lindo poema

 (O valioso tempo dos maduros), que nos mostra uma bela apreciação da vida, que se conseguirmos nos inspirar nele, podemos sem dúvida dar muito mais valor a cada segundo com esse presente que chamamos vida;

 

Contei meus anos e descobri que tenho menos tempo para viver a partir daqui, do que o que eu vivi até agora.

Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas.

As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói até o caroço.

Eu me sinto como aquela criança que ganhou um pacote de doces;

O primeiro comeu com prazer, mas quando percebeu que havia poucos, começou a saboreá-los profundamente.


Já não tenho tempo para reuniões intermináveis ​​em que são discutidos estatutos, regras, procedimentos e regulamentos internos, sabendo que nada será alcançado.
Não tenho mais tempo para apoiar pessoas absurdas que, apesar da idade cronológica, não cresceram.


Meu tempo é muito curto para discutir títulos.

 Eu quero a essência, minha alma está com pressa …

Sem muitos doces no pacote … e cerejas na bacia...

Quero viver ao lado de pessoas humanas, muito humanas.

Que sabem rir dos seus erros.

Que não ficam inchadas, com seus triunfos.

 Que não se consideram eleitos antes do tempo.

Que não ficam longe de suas responsabilidades.

Que defendem a dignidade humana... e querem andar do lado da verdade e da honestidade.
O essencial é o que faz a vida valer a pena.
Quero cercar-me de pessoas que sabem tocar os corações das pessoas …
Pessoas a quem os golpes da vida, ensinaram a crescer com toques suaves na alma
Sim … Estou com pressa …

 Estou com pressa para viver com a intensidade que só a maturidade pode dar.
Eu pretendo não desperdiçar nenhum dos doces e cerejas  que eu tenha ou ganhe…

Tenho certeza de que serão mais requintados do que os que comi até agora.
Meu objetivo é chegar ao fim satisfeito e em paz com meus entes queridos e com a minha consciência.
Nós temos duas vidas e a segunda começa quando você percebe que você só tem uma…

 

 


O ANEL...!

 


O ANEL...!

 

ESSA É A HISTÓRIA DE UM GAROTO  QUE ESTAVA CANSADO DE SER DESPREZADO POR TODOS, SENTIA-SE UM DERROTADO, E FOI SE ACONSELHAR COM SEU PROFESSOR:
 - Venho aqui, professor, porque me sinto tão pouca coisa, que não tenho forças para fazer nada. Dizem-me que não sirvo para nada, que não faço nada bem, que sou lerdo e muito idiota. Como posso melhorar? O que posso fazer para que me valorizem mais?
O professor, sem olhá-lo, disse:
 - Sinto muito meu jovem, mas não posso te ajudar, devo primeiro resolver o meu problema. Talvez depois.
E fazendo uma pausa, falou:
 - Se você me ajudasse, eu poderia resolver este problema com mais rapidez e depois talvez possa te ajudar.
 - C...claro, professor - gaguejou o jovem, que se sentiu outra vez desvalorizado e hesitou em ajudar seu professor. O professor tirou um anel que usava no dedo pequeno e deu ao garoto e disse:


- Monte no cavalo e vá até o mercado. Devo vender esse anel porque tenho que pagar uma dívida. É preciso que obtenhas pelo anel o máximo possível, mas não aceite menos que uma moeda de ouro. Vá e volte com a moeda o mais rápido possível.
O jovem pegou o anel e partiu. Mal chegou ao mercado, começou a oferecer o anel aos mercadores. Eles olhavam com algum interesse, até quando o jovem dizia o quanto pretendia pelo anel. Quando o jovem mencionava uma moeda de ouro, alguns riam, outros saíam sem ao menos olhar para ele, mas só um velhinho foi amável a ponto de explicar que uma moeda de ouro era muito valiosa para comprar um anel.
Tentando ajudar o jovem, chegaram a oferecer uma moeda de prata e uma xícara de cobre, mas o jovem seguia as instruções de não aceitar menos que uma moeda de ouro e recusava as ofertas.
Depois de oferecer a joia a todos que passaram pelo mercado, abatido pelo fracasso montou no cavalo e voltou. O jovem desejou ter uma moeda de ouro para que ele mesmo pudesse comprar o anel, assim livrando a preocupação e seu professor e assim podendo receber ajuda e conselhos. Entrou na casa e disse:
 - Professor, sinto muito, mas é impossível conseguir o que me pediu. Talvez pudesse conseguir 2 ou 3 moedas de prata, mas não acho que se possa enganar ninguém sobre o valor do anel.
 - Importante o que disse, meu jovem - contestou sorridente o mestre. 

- Devemos saber primeiro o valor do anel. Volte a montar no cavalo e vá até o joalheiro. Quem melhor para saber o valor exato do anel? Diga que quer vendê-lo e pergunte quanto ele te dá por ele. Mas não importa o quanto ele te ofereça, não o venda. Volte aqui com meu anel.
O jovem foi até o joalheiro e lhe deu o anel para examinar. O joalheiro examinou-o com uma lupa, pesou-o e disse:
 - Diga ao seu professor, se ele quiser vender agora, não posso dar mais que 58 moedas de ouro pelo anel.
O jovem, surpreso, exclamou:
 - 58 MOEDAS DE OURO!!!
 - Sim, eu sei que com tempo poderia oferecer cerca de 70 moedas, mas se a venda é urgente...
O jovem correu emocionado para a casa do professor para contar o que ocorreu.
 - Sente-se - disse o professor, e depois de ouvir tudo que o jovem lhe contou, disse:

 - Você é como esse anel, uma joia valiosa e única. Todos temos o nosso valor, as vezes nem mesmo nos damos conta disso , como aconteceu com essa joia... ninguém sabia o seu verdadeiro valor.

Pensava que qualquer um podia descobrir  o seu verdadeiro valor?

E dizendo isso voltou a colocar o anel no dedo.

Vá siga em frente, acredite no seu potencial, amplie cada vez mais as suas capacidades .

Todos somos como esta jóia: Valiosos e únicos e andamos por todos os Mercados da Vida pretendendo que pessoas inexperientes nos valorizem...

 

LEMBRE-SE :

HÁ UM TESOURO DENTRO DE VOCÊ ,

SÓ VOCÊ SABE O VALOR QUE TEM.

ACREDITE NISSO E AS PESSOAS TAMBÉM

RECONHECERÃO O SEU VALOR.

 

 

 

 

 

 

 

terça-feira, 5 de julho de 2022

O DEUS DE SPINOZA!

 




O DEUS DE SPINOZA *

 „Estas palavras são de Baruch Spinoza, filósofo holandês que viveu em pleno sèc. XVII.

Este texto foi chamado de "Deus segundo Spinoza" ou "Deus Falando com você":‟

 

O DEUS DE SPINOZA

"Para de ficar rezando e batendo no peito.

 O que eu quero que faças é que saias pelo mundo, desfrutes de tua vida. Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti.

Pára de ir a estes templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a minha casa.

 Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nas praias.

 Aí é onde eu vivo e expresso o meu amor por ti.

Pára de me culpar pela tua vida miserável; eu nunca te disse que eras um pecador.

 Pára de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo.

 Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar dos teus amigos, nos olhos de teu filhinho... não me encontrarás em nenhum livro...

 Pára de tanto ter medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem me incomodo, nem te castigo.

 Eu sou puro amor.

 Para de me pedir perdão. Não há nada a perdoar.

 Se Eu te fiz... Eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio.

Como posso te castigar por seres como és, se sou Eu quem te fez?

Crês que eu poderia criar um lugar para queimar a todos os meus filhos que não se comportam bem pelo resto da eternidade?

Que tipo de Deus pode fazer isso?

Esquece qualquer tipo de mandamento, são artimanhas para te manipular, para te controlar, que só geram culpa em ti.

 Respeita o teu próximo e não faças aos outros o que não queiras para ti. A única coisa que te peço é que prestes atenção à tua vida; que teu estado de alerta seja o teu guia.

Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno. Pára de crer em mim . . . crer é supor, imaginar.

 Eu não quero que acredites em mim.

Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filhinha, quando acaricias teu cachorro, quando tomas banho de mar.

Pára de louvar-me!

 Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja?

Tu te sentes grato?

Demonstra-o cuidando de ti, da tua saúde, das tuas relações, do mundo. Expressa tua alegria!

Esse é o jeito de me louvar.

 Pára de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim.

Não me procures fora!

Não me acharás.

 Procura-me dentro... aí é que estou, dentro de ti."

 

AMÉM!

CONHECIMENTO ... É SABEDORIA?

 


Conhecimento não é sabedoria.

 

Como a evolução dos indivíduos exige a passagem do tempo, é natural perceber que o envelhecimento tende a trazer mais sabedoria.

“Sabedoria é a recompensa que você recebe por uma vida inteira ouvindo quando preferia ter falado”, como diz Mark Twain.

Porém, alcançar sabedoria não tem um ponto final.

É algo que se renova continuamente como já preconizavam os sábios gregos – como Sócrates em sua frase “sei que nada sei”.

A humildade intelectual nos conduz à busca contínua pelo aperfeiçoamento pois a fonte de aprendizado é inesgotável e, assim, o envelhecimento costuma trazer a habilidade de administrar o conhecimento. Nisso, reside a sabedoria.

Sabedoria é o conhecimento utilizado pelo bom senso. E nada afina tão bem o bom senso como as experiências de vida.

“Conhece-te a ti mesmo”

 

Envelhecer é o processo mais benevolente para o cultivo da sabedoria. E, uma das suas sementes mais ricas está justamente no autoconhecimento.

E, mais uma vez, os gregos consagram esse pensamento com a inscrição de Platão: “conhece-te a ti mesmo”.

Apesar de redundante em sua gramática já que o “conhece-te” dispensa o “a ti”, essa ideia carrega em si um ensinamento extremamente valioso. O autoconhecimento é,  sem dúvida, um dos maiores legados do envelhecimento.

Quando ficamos familiarizados o suficiente com o nosso mundo interno, percebemos porque somos propensos a reagir de uma forma ou outra; aprendemos a fazer escolhas genuínas e tomamos decisões melhores.

Mas não basta olhar para si, é fundamental olhar ao redor.

 

Quem é sábio?

Em Pirke Avoth (Ética dos Pais), Ben Zoma pergunta “Quem é sábio?”, respondendo na sequência “Aquele que aprende com todos os homens”.

Não existe verdade absoluta, apenas percepção. Ambiguidades, contradições, incertezas e até erros: ficar à vontade com eles é o começo da sabedoria.

Tomar decisões diante da incerteza, recuar, reavaliar, modificar julgamentos, estar disposto a reconhecer a inexatidão e erro, são componentes da sabedoria.

Aprender com os próprios erros, ouvir aos demais, empreender ações face ao conhecimento imperfeito, projetar consequências, aflorar a intuição com base nas experiências vividas, tudo faz parte da sabedoria.

Como ser sábio?

 

 

Sábios aprendem igualmente com o bem e o mal, o êxito e o fracasso.  Sábios lidam com o mundo como ele realmente é, não criam cenários para viver um propósito.

Ser sábio é repudiar o auto-engano, é ser sonhador mas também ser uma pessoa de ação, simultaneamente idealista e realista, um visionário com os pés no chão.

Sabedoria significa ter certa firmeza de filosofia pessoal contínua, que é constante, embora aberta à mudança.

Não há sabedoria sem humildade, esta é infindável. E tampouco há sabedoria sem reavaliação constante de nós mesmos.

O legado do envelhecimento é inestimável e refletir sobre essas lições representa um dos mais genuínos anseios pela busca da vida que vale a pena ser vivida.

Para concluir, nada melhor do que deixar a reflexão do Dr. Nulland, cuja bibliografia fundamentou as ideias aqui comentadas:

“Uma longa vida sem hesitações em olhar para dentro é a chave para compreender tudo o que pode ser visto quando olhamos para fora”.

Celi Helena


Lenda: A VITÓRIA RÉGIA.

 




AMAZONIA

Lenda da Vitória Régia

Há muitos anos, nas margens do majestoso rio Amazonas, as jovens e belas índias de uma tribo, se reuniam para cantar e sonhar seus sonhos de amor. 

Elas ficavam por longas horas admirando a beleza da lua branca e o mistério das estrelas sonhando um dia ser uma delas.

 Enquanto o aroma da noite tropical enfeitava aqueles sonhos, a lua dei

tava uma luz intensa nas águas, fazendo Naiá, a mais jovem e mais sonhadora de todas, subir numa árvore alta para tentar tocar a lua. Ela não obteve êxito.

 No dia seguinte, ela e suas amigas subiram as montanhas distantes para sentir com suas mãos a maciez aveludada da lua, mas novamente falharam. 

Quando elas chegaram lá, a lua estava tão alta que todas retornaram à aldeia desapontadas. Elas acreditavam que se pudessem tocar a lua, ou mesmo as estrelas, se transformariam em uma delas. 

Na noite seguinte, Naiá deixou a aldeia esperando realizar seu sonho. 

Ela tomou o caminho do rio para encontrar a lua nas negras águas. 

Lá, imensa, resplandescente, a lua descansava calmamente refletindo sua imagem na superfície da água. 

A índia, em sua inocência, pensou que a lua tinha vindo se banhar no rio e permitir que fosse tocada.

 Naiá mergulhou nas profundezas das águas desaparecendo para sempre. A lua, sentindo pena daquela jovem vida perdida, transformou a índia em uma flor gigante - a Vitória Régia - com um inebriante perfume e pétalas que se abrem nas águas para receber em toda sua superfície, a luz da lua.

Lenda Japonesa: A TECELÁ DE NUVENS

  



Lendas Japonesas : A Tecelã de Nuvens


A Tecelã de Nuvens 

Há muito tempo atrás, em uma terra do sol nascente, morava um jovem agricultor, seu nome era Sei, e ele estava preparando suas terras para o plantio.

Sei vivia sozinho e triste, pois a mãe, que era tecelã, havia falecido e ele fazia e não havia ninguém para ajuda-lo a cuidar de suas terras. Naquele dia, Sei estava semeando e, de repente, viu uma cobra rastejando no chão.

Sei percebeu que a cobra deslizava em direção a uma moita de crisântemos, onde havia uma aranha suspensa em um fio de sua teia.

A aranha fez Sei lembrar de sua mãe - pequena e indefesa - e imediatamente levou a cobra para lonje da aranha com seu ancinho.

A aranha ficou surpresa com a bondade de Sei e olhou para ele, porem ele não percebeu, pois já havia voltado ao seu trabalho.

Se passou alguns dias e uma jovem bateu em sua porta.

 

 Ela se curvou e lhe perguntou se ele estava precisando de uma tecelã. Sei ficou surpreso por realmente precisava, mas não havia comentado isso com ninguém e perguntou para a jovem:

- Como sabe que preciso de uma tecelã ?

E a jovem respondeu timida:

- Apenas sei. Ficarei muito contente se puder lhe ajudar.

Muito feliz e grato, Sei levou a jovem para o quarto de tecelagem de sua mãe. Enquanto a jovem tecia, Sei continuava seu trabalho no campo.

A noite quando Sei voltou para casa, bateu no quarto de tecelagem e perguntou:

- Terminou alguma obra ?

A jovem abriu a porta revelando uma duzia de belas peças de tecidos, suficiente para um kimono.

- Impossível, como pôde fazer tantas em tão pouco tempo ? - perguntou Sei.

- Prometa-me que não vai nunca mais fazer essa pergunta e nunca entrará no quarto enquanto eu estiver trabalhando - respondeu a jovem.

- Prometo - respondeu Sei.

Dia após dia, Sei descobria que a jovem tecia peças cada vez mais bonitas e delicadas. Em um dia implorou a jovem:

- Por favor me diga como consegue fazer essas peças tão belas.

A jovem apenas respondeu:

- Lembre-se de sua promessa.

Semanas depois a curiosidade de Sei venceu.

 Ao retornar a sua casa viu a janela do quarto de tecelagem aberta e pensou que não estaria quebrando a promessa se desse uma espiada. Quando olhou pela janela Sei quase desmaiou.

Diante do tear não havia uma jovem, e sim, uma enorme aranha de oito pernas.

Sei olhou de novo pois era dificil acreditar. Lembrou-se da pequena aranha que havia ajudado e entendeu que essa era a sua recompensa.

Sei não sabia como expressar o tamanho da sua gratidão, ao mesmo tempo não queria que soubesse que tinha quebrado a promessa.

No dia seguinte, Sei partiu para uma aldeia distante em busca de algodão.

Comprou e colocou o pacote em suas costas.

Cansado do peso, Sei parou para descansar em uma pedra.

Sei cochilou e não viu a mesma cobra que ele havia expulsado semanas atrás. A cobra o viu e não perdeu a chance, entrou no pacote de algodão.

Quando chegou em casa sei entregou o pacote para a jovem. Ela se curvou agradecendo, sorriu e voltou para o quarto de tecelagem.

No quarto a jovem se transformou na aranha e começou a consumir o algodão, engolindo o mais rapido possivel para que pudesse girar em fio de prata.

 Quando chegou no final do pacote, inexperadamente, a cobra apareceu abrindo a boca.

Aterrorizada, a aranha saltou pela janela.

 Mas a cobra a alcançou.

Quando estava prestes a engoli-la, um raio de sol que atingia o punhado de algodão que saía pela boca da aranha, levantou-a e puxou para o céu.

Para mostrar sua gratidão, a aranha usou o algodão que havia engolido, não para tecer pano mas para tecer flocos de nuvens no céu.

 

Por isso, no japonês a palavra "kumo" significa nuvem e aranha.