Artigos e Informações ligados ao Rosacrucianismo

segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

A UNIDADE DA VIDA!




 A UNIDADE DA VIDA!

“Nenhum homem faz uma ilha exclusivamente de si mesmo. A morte de qualquer homem torna-me menor porque sou parte da humanidade. Portanto, jamais mandes saber por quem dobram os sinos; eles dobram por ti”. – John Donne

A citação acima contém cinco palavras que foram tornadas famosas pelo moderno autor Ernest Hemingway, ao selecioná-las como título de um trabalho que se tornou uma das novelas mais vendidas de todos os tempos.

Provavelmente, poucas pessoas, exceto os estudantes de literatura inglesa do Século 17, ouviram falar de John Donne, que nasceu em 1572 e morreu em 1631. Era ele teólogo, autor e reitor da Catedral de São Paulo. Alguns de seus provérbios são mais conhecidos do que sua vida. Uma outra famosa citação, “Morte, não sejas orgulhosa“, provavelmente mais conhecida do que o autor, é parte dos primeiros versos de um de seus poemas.

Quando pensamos na época em que John Donne viveu, ficamos, mesmo, mais impressionados por sua afirmação de que o homem, no sentido completo da palavra, não é uma ilha. O homem não está isolado no tempo ou no espaço, ou em sua relação com outras coisas vivas. Por outro lado, ele não existe por si mesmo. A decadência ou a posição social melhorada de um homem, em qualquer grau, afeta todas as outras vidas. Não seríamos os mesmos, se nenhum Ser humano estivesse passando por estágios de desenvolvimento ou de transformação que tornam característica a sua manifestação neste plano terreno.

A razão de isso ser verdade é que a vida é uma unidade. A vida é uma manifestação fundamental que se faz sentida por vários meios. Se houvesse apenas uma expressão de vida, isto é, se apenas um objeto físico fosse dotado do privilégio de viver, então a vida seria, verdadeiramente, um acontecimento ou manifestação única. Todavia, em sua própria singularidade, perderia propósito ou significação porque não haveria qualquer outra expressão da mesma energia para perceber sua existência e patentear que um acontecimento único havia tido lugar.

Neste planeta, a vida parece ser um artigo barato e abundante. Expressa-se, literalmente, em milhões de formas, desde o mais insignificante animal ou vegetal unicelular, até à complexidade do mamífero, do qual o homem é considerado como o mais altamente evoluído. De todas as formas de vida, atribuímos maior significação à sua expressão no homem do que em qualquer outra forma. Assim, a unidade de vida parece ser esquecida em nossa percepção de suas múltiplas formas de manifestação. Há tantos exemplos de vida ao nosso redor, em nossa própria espécie e nos reinos animal e vegetal, que o valor da vida, algumas vezes, perde sua significação, até que estejamos, de um ou outro modo, ameaçados de perde-la, como nosso próprio privilégio e expressão individual.

Em toda história, o homem tem muitos exemplos de como tem abusado dessa expressão de vida. Frequentemente, ele tem vivido como se fosse uma entidade isolada no universo. Vive como se fosse seu único objeto criar, para si mesmo, certos prazeres e conforto. Esta modalidade de expressão de vida, este indivíduo egoísta, egocêntrico, devota toda a sua energia à posse dos objetos que, pensa, lhe trarão fortuna, prestígio ou satisfação e, em assim fazendo, considera sua própria vida como a única vida que tem qualquer significação.

Semelhante atitude de avidez – isto é, de tentar obter mais e mais do mundo físico – representa a acentuação, contínua e crescente, do indivíduo como entidade isolada, como a única expressão de vida que lhe é de importância. Todavia, como escreveu A. Cressy Morrison, “O homem não está só“, existe como uma expressão de vida que é sinônima ou equivalente à expressão do Criador.

Não tem importância a maneira pela qual possamos filosofar ou formular nossa filosofia com respeito à fonte e significado da vida. O que é importante é que, a despeito de nossa Filosofia individual, estamos conscientes de que sem a expressão de vida nada seríamos. Melhor dizendo, seríamos apenas um amontoado de matéria física. Então estaríamos, verdadeiramente, isolados.

Não haveria maior relação entre os indivíduos ou coisas vivas do que entre dois objetos inanimados, grandemente separados. O homem, todavia, é afortunado, no sentido de que é penetrado por um elemento, ou essência, que é a vida. Ela é a ligação entre o homem e todas as outras coisas vivas, e entre o homem e os valores e princípios que estão além do alcance da percepção física.

A vida representa, ao mesmo tempo, nossas realizações finais e talentos. Aquilo em que repousam os verdadeiros valores porque é, para o nosso corpo, o que a usina geradora é para a lâmpada elétrica. A vida dá ao corpo a essência que permite a sua manifestação. A lâmpada sem a eletricidade, seria vidro e metal inúteis.

O corpo sem vida seria um amontoado inútil de elementos químicos comuns. Assim, a unidade da vida é encontrada no fato de que, com a vida e na vida, podemos ter compreensão do único fator que é comum a Deus e ao homem – ao homem e a todas as coisas vivas. Consequentemente, estamos todos incluídos na humanidade, e aquilo que exaurir uma forma de vida, exaurirá a outra. Na unidade da vida, a vida cresce e se expande até que, em alguma época futura, se tornará identificada com a energia que criou o universo, assim como com o seu propósito e realização final.

 Cecil A. Poole, FRC

 

VOCÊ SABE QUANDO FRACASSAMOS?

 


VOCÊ SABE QUANDO FRACASSAMOS?

 

Fracassamos quando:

valorizamos mais os estranhos do que os que vivem em nossa própria casa.

Fracassamos quando:

escrevemos grandes textos de homenagem, ou planejamos uma festa para amigos ou mal conhecidos, e nos esquecemos de homenagear nossa família todos os dias.

Fracassamos quando:

 a xícara bonita é para os visitantes, mas para quem está em casa, a xícara quebrada

Fracassamos quando:

tentamos tanto agradar aos outros, mas fazer um favor à mãe é um fardo.

Fracassamos quando:

 nas rodas de amigos ou nas redes sociais, demonstramos amor incondicional por nossa família, mas em casa nos recusamos a trazer um copo d'água para eles.

 

A FAMÍLIA

 é o maior bem do ser humano.

Vamos cuidar disso!


O TEMPO NÃO CONSEGUIU!!! - MEMÓRIAS DE INFÂNCIA

 



O TEMPO NÃO CONSEGUIU!!!

 

MEMÓRIAS DE INFÂNCIA!

 

O tempo não conseguiu levar minha infância

O tempo tentou apagar a lembrança

Daquele cheirinho a lume aceso

Rama de pinheiro, giesta, carqueja;

Da vianda dependurada em peso

Das cadeias que baloiçavam em dança;

Daquela velha vassoura de braceja

Para juntar a cinza ao pé do lume

E pôr na pilheira, como de costume.

O tempo bem se esforçou a tapar

A recordação da neve a cair em manto

Sobre as telhas quebradiças do telhado;

O vidro de gelo na água a boiar;

As poças de lama que gostavam tanto

De pôr o meu pé todo enlameado;

A geada a gemer na fria rua

Sob as velhas “tchancas” nuns pés doridos

Exibindo cristais, com a luz da lua,

Duendes e medos por lá escondidos ;

O tempo bem quis fazer-me esquecer

A vaca a mugir logo de manhãzinha;

O café ao lume quase a ferver

Enchendo de aroma toda a cozinha;

As bolas de sabão num matiz de cores

A saltitarem dum carrinho de linhas…

…..

Compartilhado de Georgina Ferro

 


SE EU PUDESSE VIVER DE NOVO...!

 





SE EU PUDESSE VIVER DE NOVO... !

 

Eu teria ficado na cama quando estava doente em vez de achar que o mundo iria desabar se eu não fosse trabalhar naquele dia.

Eu teria acendido a vela cor-de-rosa esculpida em forma de flor antes que ela derretesse por estar guardada.

Eu teria falado menos e escutado mais.

Teria convidado amigos para jantar mesmo que meu tapete estivesse manchado ou que o sofá estivesse desbotado.

Eu teria comido pipocas na sala "boa" e me preocupado bem menos com a sujeira quando alguém quisesse acender a lareira.

Eu teria escutado com mais atenção as histórias que meu Pai contava sobre a sua juventude.

Eu teria dividido mais responsabilidades com meu marido.

Eu jamais iria insistir para que as janelas do carro fossem fechadas num dia de verão porque meu cabelo estava bem penteado.

Eu teria gargalhado e chorado menos na frente da televisão e mais enquanto observava a vida.

Eu teria me sentado na grama mesmo que ficasse com a roupa manchada.

Eu jamais teria comprado algo apenas por ser prático, disfarçar a sujeira ou com garantia de duração por toda a vida.

Em vez de desejar que passassem logo os nove meses de gravidez, eu teria apreciado cada momento e compreendido que a maravilha que estava crescendo dentro de mim era minha única chance na vida de ajudar Deus a fazer um milagre.

Quando minhas crianças me beijassem impetuosamente, eu jamais iria dizer: "Depois. Agora, vá lavar as mãos para o jantar". Haveria mais "Eu te amo". Mais "Desculpe".

Porém, mais do que tudo, se eu tivesse outra chance, aproveitaria cada minuto, prestaria realmente atenção, viveria intensamente.

Pare de preocupar-se com coisas insignificantes. Não dê importância a quem não gosta de você, a quem tem mais, ou quem está fazendo o quê.

Em vez disso, aprecie e valorize os relacionamentos que você tem com aqueles que lhe querem bem.

Vamos pensar sobre as bênçãos que recebemos, e o que fazemos todos os dias para melhorarmos mentalmente, fisicamente, emocionalmente...


A VIDA É... COMO UMA DANÇA CÓSMICA!

 







                    A VIDA É... COMO UMA DANÇA CÓSMICA!

 

                          Tudo o que é vivo busca a vida, a expansão.

As plantas, ao crescerem em direção ao sol em busca da luz, e ao mesmo tempo ao expandirem as suas raízes sob a terra procurando por água e nutrientes, estão nesse movimento de manutenção e expansão da vida.

 Quando olhamos para os seres vivos separadamente, percebemos que todos estão num movimento contínuo, movidos pela manutenção da vida.

Das moléculas do nosso corpo, ao nosso organismo como um todo, da semente que fecunda, à planta que cresce em direção ao sol.

Quando, contudo, ampliamos o olhar sobre todos os seres vivos vendo-os como parte integrante de um mesmo e único organismo, o que percebemos é uma dança exuberante cujo sentido não é a sobrevivência, pois, na unidade, a vida não se vê ameaçada.

O sentido é o encantamento.

Vista dessa maneira, a vida se torna um grande jogo, uma eterna dança que cria formas e que, vibrante, está presente em tudo o que vemos.

A vida, então, é uma grande obra a qual nos inclui, não apenas como objetos, mas também como consciência e força criativa.

Somos a curva do universo sobre ele mesmo, olhos que contemplam a própria criação.

Nesse sentido, o universo inteiro deve ser reconhecido como sagrado, como uma grande arte.

 E a nossa própria vida, como parte dela, é a nossa contribuição pessoal, que construímos dia-a-dia, com o pincel e as linhas desenhadas por nossas ações e pensamentos, reconhecendo, a cada momento, o milagre que é viver e ter a oportunidade de estar consciente, de contemplar a criação como parte integrante dela.

Não foi Deus que nos criou à sua imagem e semelhança, nós o criamos, enquanto imagem, semelhante a nós.

Mas Deus é tudo, é o Todo, que nos inclui.

 

Tales Nunes


O GRANDE TESOURO...

 



O GRANDE TESOURO...

 

Certa vez, um andarilho apareceu numa aldeia. Dirigiu-se à praça central, anunciou-se como alquimista e disse que ensinaria como transformar qualquer tipo de metal em ouro.

Algumas pessoas pararam para ouvi-lo e começaram a proferir gracejos e ridicularizá-lo.

O estranho não se abalou com as chacotas. Pediu um pedaço de metal e alguém lhe entregou uma ferradura. Um outro lhe ofereceu um prego.

O alquimista, então, pegou ambas as peças e ainda sob as risadas dos incrédulos, colocou-as numa pequena vasilha e derramou sobre elas o conteúdo de um frasco que havia retirado de sua sacola.

Permaneceu alguns segundos em silêncio e o fenômeno aconteceu. A ferradura e o prego se tornaram dourados.

Uma sensação de espanto percorreu a multidão que se avolumava cada vez mais na praça.

O alquimista levantou as peças de ouro para que todos as pudessem admirar.

Um ourives presente no local pediu para examinar os objetos e foi atendido.

Em pouco tempo, revelou que as peças eram mesmo de ouro puro, tão puro como ele nunca tinha visto.

As pessoas se agitaram. Todos se aproximaram do alquimista, desejando ouvi-lo. Ele apanhou um livro grosso de sua sacola e disse estar nele o segredo da transformação.

Em seguida, entregou o livro para uma criança e partiu. Ninguém o viu ir embora, pois todos os olhos se mantiveram fixos no objeto nas mãos da criança.

Poucos dias depois, a maioria das pessoas já tinha uma cópia do valioso manuscrito. Assim, a receita para produzir ouro passou a ser conhecida por todos.

Contudo, a fórmula era complexa. Exigia água destilada mil vezes no silêncio da madrugada e ingredientes que deveriam ser colhidos em noites especiais e em praias distantes.

No início, todos puseram mãos à obra. Com o passar do tempo, entretanto, as pessoas foram desistindo do trabalho.

Era muito penoso ficar mil noites em silêncio, esperando a água destilar. Além disso, procurar os outros ingredientes era muito cansativo.

Mas, um pequeno grupo prosseguiu com o trabalho. Apesar de ridicularizados pelos demais da aldeia, continuaram destilando a água e fizeram várias viagens, juntos, à procura dos ingredientes da fórmula.

Assim, o grupo dos aprendizes de alquimia tornou-se cada vez mais unido. Converteram-se em grandes amigos.

Até que em um mesmo dia, todos os que tinham começado juntos, viraram a última página das instruções do livro, e lá estava escrito: Se todas as instruções foram seguidas, você tem agora o líquido que, derramado sobre qualquer metal, o transformará em ouro.

Entretanto, agora você já percebeu que a maior riqueza não está no produto final obtido, mas sim no caminho percorrido.

O que nos torna infinitamente ricos não é o que possuímos, mas os momentos que compartilhamos com os verdadeiros amigos.

Esses são o nosso grande tesouro porque quem tem amigos, caminha com a certeza de que não está desamparado.

 


quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

VOU SORRIR... SEMPRE!

 




VOU SORRIR... SEMPRE!

 

Está decidido!
Nem a tristeza, nem a desilusão
Nem a incerteza, nem a solidão
Nada me impedirá de sorrir.

Nem o medo, nem a depressão,
Por mais que sofra meu coração,
Nada me impedirá de sonhar.

Nem o desespero, nem a descrença,
Muito menos o ódio ou alguma ofensa,
Nada me impedirá de viver.

Em meio as trevas, entre os espinhos,
Nas tempestades e nos descaminhos,
Nada me impedirá de crer em Deus.

Mesmo errando e aprendendo,
Tudo me será favorável,
Para que eu possa sempre evoluir
Preservar, servir, cantar,
Agradecer, perdoar, recomeçar...

Quero viver o dia de hoje,
como se fosse o primeiro,
como se fosse o último,
e como se fosse o único.

Quero viver o momento de agora
como se ainda fosse cedo,
como se nunca fosse tarde.

Quero manter o otimismo,
conservar o equilíbrio,
fortalecer a minha esperança,
recompor minhas energias
para prosperar na minha missão
e viver alegre todos os dias.

Quero caminhar na certeza de chegar,
Quero lutar na certeza de vencer,
Quero buscar na certeza de alcançar,
Quero saber esperar para poder
realizar os ideais do meu ser.

Enfim, quero dar o máximo de mim,
para viver intensamente,
maravilhosamente,
todos os dias da minha vida!

(Marluci Brasil)