Artigos e Informações ligados ao Rosacrucianismo

terça-feira, 18 de setembro de 2018

UM LUGAR PRA SE OUVIR!



UM LUGAR PARA SE OUVIR!
Dentro de cada um existe um centro quieto e sereno aonde se pode ir para juntar forças, para se recompor, para encontrar respostas e para crescer em estatura espiritual. Trata-se de nosso centro da alma onde comungamos com o Deus da nossa compreensão mais profunda. É importante que vamos até lá todos os dias para um período de renovação e orientação. Neste período encontramos força e serenidade para enfrentar e vencer os desafios da vida e para subirmos a escada pela qual nos elevamos lentamente, mas com segurança.
Existem alguns que podem se sentar ou ficar de pé numa multidão e ser capazes de eliminar o ruído e a confusão e ‘se isolar’ neste local quieto e, exatamente ali e então, ouvir as orientações da Mente Infinita. Mas a maioria de nós precisa, realmente, se isolar em corpo e mente e encontrar um local quieto para ouvir a sagrada voz interior. Para a maioria de nós, silenciar os pensamentos mundanos é bastante difícil mesmo sem a confusão adicional causada pelo ruído e pela atividade externa. Portanto, para nós, é importante que tenhamos um espaço físico para onde possamos ir, um local que seja tranquilo e belo, e onde possamos estar sozinhos para que nos seja possível ouvir quando o Cósmico fala.

OUTROS CONSEGUEM!
É bem conhecida a história que Edison costumava fugir e encontrar um local quieto para ter um momento de descanso, muitas vezes acalmando sua mente consciente a ponto de dormir. Apenas poucos minutos eram necessários, e ele voltava para o trabalho com seus colaboradores trazendo respostas que surpreendiam tanto a ele quanto aos outros, combinadas com um novo entusiasmo e força para trabalhar.
Muitas pessoas famosas são capazes de fazer isso, de encontrar apenas um cantinho em algum lugar onde faça silêncio e onde possam passar alguns minutos sozinhas para poderem retornar ao seu centro sereno, nas profundezas de seu ser, para ouvir, para descobrir. Mas o santuário ideal é aquele ao qual podemos ir regularmente; um local de beleza e serenidade, um lugar que nos convida à meditação, que sozinho consegue dar partida ao processo de encontrar quietude e de paz dentro de nós.
Conheço uma senhora que conhece uma trilha na floresta onde ela caminha e onde, durante a primavera, verão, outono ou inverno, ela consegue ouvir o Cósmico e encontrar suas respostas. Ela caminha nela todos os dias, muitas vezes ficando entre flores silvestres e a fragrância de cascas de árvores úmidas e folhas frescas e, muitas vezes, na neve. É ali que o Deus de seu coração fala com ela, orientando-a em suas decisões, superando o sofrimento e fazendo com que ela cresça em amor e desenvolvimento.
Também conheço um senhor que não tem nenhuma floresta amorosa na qual possa passear e, mesmo assim, encontra paz e tranquilidade sentado diante de uma determinada janela que dá para os prédios da cidade. Ele chama esse local de ‘janela de ouvir’. Ali ele consegue se afinar com o Cósmico e reconhecer a ‘voz’ de Deus.
Uma outra senhora que conheço se levanta às 3 horas da manhã porque a hora é um elemento importante em sua meditação. O Cósmico comunga com ela na solidão silenciosa de cada madrugada quando a casa e o mundo estão adormecidos e, assim, ela não é perturbada. Tenho certeza de que ela se senta no mesmo local todos os dias nessa comunhão.

MEU SANTUÁRIO!
Se você quer ter um santuário e não tem um local para ir, descubra um canto que seja isolado, talvez seu próprio quarto. Pendure na parede um quadro bem bonito e encha esse quarto de amor e sentimentos de paz. Sente-se ali diariamente e demore-se. Pergunte e ouça. Deixe que esse quarto fique tão impregnado com o que há de melhor em você que, quando entrar nele, sinta imediatamente o silêncio e a força que existe ali. Até as preces vão ficar impregnadas com o amor e com os pensamentos elevados, e refletir tudo isso de volta sobre você.
Neste local, você vai achar mais fácil se isolar das preocupações insignificantes do mundo e ficar tranquilo. Vai achar possível se retirar para o mais profundo do seu eu e sorver do poder cósmico que o aguarda naquele centro tranquilo e sereno. E, algumas vezes, quando sentir que as pressões se tornam grandes demais, ou se surgir uma emergência ou um sofrimento o atingir, você pode rapidamente se retirar para o seu ‘lugar de se ouvir’. Você vai perceber nesses momentos como é realmente importante ter este santuário no mundo: este local que se tornou sagrado para você.
Em seu lugar sagrado, você vai conseguir, com mais facilidade do que em outro local, acalmar a agitação dentro de você, voltar para a realidade de Deus e restaurar seu verdadeiro eu; pois aqui você já estabeleceu um padrão mental e espiritual que são cruciais para se estabelecer a harmonia, o equilíbrio e a paz que ultrapassa toda a compreensão. Por mais importante que seja o seu santuário nos momentos de estresse, lembre-se de que é durante as horas mundanas e comuns de menos consequência, que realizamos o verdadeiro trabalho de transformar nosso espaço sagrado em um santuário de grande amor, força e conforto. Precisamos desenvolver o hábito de enviar amor e força enquanto estamos neste local para todos os que conhecemos ou com quem convivemos, e fazer isso de uma forma incondicional.
É, portanto, importante que nunca negligenciemos nosso retiro diário para este santuário; por mais que pareçam ínfimas ou invisíveis, as recompensas de nosso lugar de ouvir nos vêm diariamente na forma de crescimento e orientação, e em força armazenada, que recebemos permanentemente após ‘nos isolarmos’ por razão alguma a não ser a de ouvir ao Deus da nossa compreensão.
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PAZ MENTAL!




PAZ MENTAL!
Em nossa esfera social, em qualquer camada que vivamos, nos deparamos com muitas espécies de influências, sendo as principais a religião, a política e as convenções. Devemos nos unir a elas ou evitá-las, sem jamais a elas nos opormos agressivamente, se desejamos felicidade social, a menos que a nossa liberdade ou bem-estar pessoal sejam ameaçados. Se determinada religião não estiver de acordo com as nossas convicções pessoais, a ignoremos. Não nos arvoremos em reformadores, a menos que, repetimos, nossa vida e liberdade pessoais estejam em jogo. Se as convenções sociais nos parecem desarrazoadas, trabalhemos pelos canais devidamente estabelecidos para promovermos uma transformação. Não nos tornemos um cruzado conspícuo e independente. Muitas pessoas têm permanentes dores de cabeça sociais porque estão constantemente, por vontade própria, se imiscuindo com problemas de terceiros. Mantenhamos relações de boa vizinhança, mas não nos arvoremos em juiz de nosso vizinho ou seu conselheiro.
Muitos indivíduos se queixam de que a sociedade parece colocá-los no ostracismo. As pessoas que encontram lhes são hostis. Os membros da sociedade, como um todo, psicologicamente falando, são indiferentes uns para os outros. Eles nem gostam, nem desgostam de outra pessoa, a menos que algo ou alguém lhes dê suficiente razão para assim fazer. É óbvio, portanto, que se não somos queridos por muitas pessoas, ou se todos parecem evitar-nos, é porque demos causa a esse sentimento em virtude de algo que fazemos ou fizemos.
A primeira coisa que o indivíduo deve fazer é analisar-se a si próprio, não perguntando: “Que está errado com a sociedade?”, mas: “Que está errado em mim?” Comece com a sua personalidade. Você irradia felicidade? É triste, tímido? Desconfiado? Arrogante? Afetado? Fleugmático? Ou egoísta? Depois, examine o exterior. Estude a sua aparência. É asseado, limpo e ordeiro? A atração física é muito importante. Algumas das maiores personalidades mundiais no campo da política, do cinema e do teatro, eram, na verdade, pessoas rudes, mas irradiavam beleza interna e caráter.
Ninguém gosta de companhia ignorante ou insípida, do tipo que provoca bocejos, ao invés de admiração e respeito. A mentalidade cintilante atrai, para si mesmo, amigos de real valor, da mesma forma que um imã atrai limalha de ferro. A espécie de amigos que cada um deve ter é aquela que pode aumentar as nossas qualidades pela associação e conservação. Jamais se fez declaração mais verdadeira do que esta: “Fazemos amigos pelas nossas atitudes, ações e palavras”. Se não gostamos de nossos amigos, ou se não prosperamos pela nossa associação com eles, temos de agradecer unicamente a nós mesmos, pois nós os fizemos. Leia bons livros. Cultive a A paz mental é uma das belas joias da sabedoria. É resultado de longo e paciente esforço de autocontrole. Sua presença é indicação de experiência amadurecida e, de um conhecimento acima do normal das leis e operação do pensamento. Um indivíduo se torna calmo na medida em que compreende a si mesmo como um ser originado do pensamento (pois que esse conhecimento necessita da compreensão de outros como resultado do pensamento), e que enxerga mais claramente as relações internas das coisas pela ação de causa e efeito. Cessa, então, de se aborrecer com ninharias, de se preocupar e se afligir, e mantém-se equilibrado, firme e sereno.
A pessoa calma, tendo aprendido a governar-se a si mesma, sabe adaptar-se aos outros; e estes, em troca, reverenciam sua fortaleza espiritual, pois sentem que dela podem aprender e nela confiam. Quanto mais tranquila se torna uma pessoa, maior seu sucesso, influência e poder para o bem. Mesmo o comum comerciante sentirá seus negócios prosperarem na medida em que ele desenvolver maior equanimidade e autocontrole, pois as pessoas sempre preferem tratar com alguém cuja conduta seja bastante equilibrada.
A pessoa forte e calma é sempre amada e reverenciada, como uma árvore que provê sombra numa terra árida, ou uma rocha segura em meio a uma tempestade.
Quantas pessoas conhecemos que azedam sua vida, arruínam tudo o que é doce e belo por seu comportamento explosivo, ou que destroem seu equilíbrio de caráter? Muitas pessoas arruínam sua vida e frustram sua felicidade por falta de autocontrole. Quão poucos encontramos na vida que são bem equilibrados, que demonstram o refinado equilíbrio típico dos que possuem um caráter plenamente amadurecido!
AMORC/GLP


O MEDO!

Medo


O MEDO!
Permitam-me que hoje vos venha falar do Medo.
Ocorreu-me este tema ao tomar conhecimento, através dos noticiários televisivos, dos recentes acontecimentos, envolvendo, de início, alguns países orientais.
Quase todos tendemos a ser demasiado rápidos em julgar e muitos até raramente se enganam e nunca têm dúvidas.
No que pessoalmente me toca, confesso-vos, muito sinceramente, que nem sequer cheguei a esboçar uma opinião, mesmo provisória, sobre o assunto. Ouvindo diversos comentaristas idóneos e experientes, pareceu-me concordar com aquilo que dizem, embora com opiniões diferentes uns dos outros. Depois, fico confundido, sem conseguir valorar aceitavelmente os prós e os contras desta ou daquela opinião, ficando cada vez mais confuso do que antes. Julgar parece não ser fácil!
Felizmente, não me compete, no imediato, tomar qualquer decisão sobre o assunto, caso contrário, poderiam ocorrer graves e irreparáveis erros.
Ao arrepio destas premissas, observo tomadas de posição, por parte de alguns dirigentes, umas incitando à desarmonia, outras proibindo radicalmente actos lícitos e livres no particular das civilizações mais próximas da nossa, como sejam a liberdade de pensamento e de expressão.
Não quero aprofundar mais o assunto, ele só pretende servir de introdução na abertura do tema Medo.
Pessoalmente, acho que todos agem sob o signo do Medo, tanto aqueles que pretendem “adular” e agradar ao dito seu profeta, através da violência e do sangue (os tão praticados medos religiosos), como os outros que, temendo uma eventual represália, permitem que possam cair por terra direitos civilizacionais importantes, que tantas dificuldades superaram para se implantarem nas sociedades. Também estes parecem terem o Medo como director geral.
Vamos então aos MEDOS. O MEDO é o mais potente veneno do homem do sec. XXI, porque ele é o causador de grande parte das doenças dos foros psíquico e, em menor escala, do físico. É quase sempre o causador de depressões, de fobias, de esgotamentos, de esquizofrenias e de tantas outras desarmonias na condição do homem.
Não é meu desejo alongar-me demasiado neste espaço necessariamente curto, mas tão somente poder proporcionar-lhes algum material reflexivo ou meditacional.
O Medo resulta sempre de dois factores de suprema e sublime importância para o homem, que têm por base a falta de consciência e a falta de confiança em “quem” se deve ter. Se procurarmos adaptar a Lei do Triângulo, teremos:
Não é por acaso que, nas sociedades modernas, acontecimentos relacionados com os Medos caminham a par da falta de interesse pelos assuntos metafísicos e místicos.
Parece fundamental desenvolver um nível aceitável de autoconsciência, no dia a dia, visando todas as nossas atitudes, actos, estados de alma, actividades, relações humanas, extra-humanas e ultra-humanas, procurando, como Maat, pesar todos os acontecimentos relacionados conosco, fazendo-os passar, um a um, para a outra margem, a positiva, levados pela barca sagrada.
Essa prática fornecer-nos-á pistas correctivas, quiçá participadas pelo nosso Eu Superior que, falando com Deus, também falará com o nosso Eu Interior.
Somos uma minúscula centelha divina, habitando um relativamente enorme corpo físico. Está ao alcance de todos harmonizar essas dimensões, proporcionando-as. Se pensarmos que somos primordial e maioritariamente um espírito que habita a única residência possível para “viver” no planeta Terra e que, a qualquer momento, podemos “mudar de casa” sem necessidade de constituir outro crédito pessoal que não seja a harmonia com o Cósmico e que o meu espírito sobreviverá a tudo, mercê da sua condição imortal, então, nada mau me acontecerá! Faço parte de Deus, estou com o Pai e regressarei tranquilamente à realidade Cósmica logo que seja convocado, pois será nessa ocasião que estão reunidas as condições necessárias.
Portanto, primeira condição, avaliando a cada momento a minha conjuntura no sentido da relação universal, através do desenvolvimento da consciência e, segunda condição, desenvolvendo os níveis de confiança para com o Deus do meu coração, desenvolvendo a Fé Nele. A perfeição das Suas Obras não pode levar-nos a negar que o Seu Plano (no qual nos incluímos com as graças e desgraças) se possa, nalgum momento, aproximar do erro. A partir daqui, afirmávamos, não pode existir o lugar do Medo. Aqui, ele é pura e simplesmente destruído.
Comigo consciente e na Fé Divina, nada me acontecerá!
Fratres e Sorores, vai longa a nossa dissertação, neste pequeno espaço, perdoem-me.
Termino com o seguinte apelo:
Não permitam mais que o Medo entre nas vossas personalidades-alma. Não sintam Medo de nada e sobretudo de ninguém em particular.
Isto não significa que ponham de lado a prudência, pois ela não é mais do que a aplicação da consciência a um estado.
Como Rosacuzes, todos temos ao nosso dispor as ferramentas que nos conduzirão à imunidade ou à cura, conforme o caso.
Que a Paz Profunda esteja com todos nós e com toda a humanidade!
Cristóvao Enguiça, FRC
*Por respeito ao autor, mantivemos neste artigo o Português conforme escrito em Portugal.
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A PATOLOGIA DO PODER!

A-Patologia-do-Poder

                                      A PATOLOGIA DO PODER!
Dr. Adilson Rodrigues, FRC
Os estudos analíticos de Freud o conduziram para as grandes patologias sexuais, a grande repressão da época. Adler, no entanto, observou outra grande patologia nos seres humanos que salientou como a patologia do poder. É esta patologia que gostaríamos de analisar.
O desejo de poder é muito grande e profundo no ser humano, mas o desejo do poder, é muito maior.
Como estudantes rosacruzes devemos estar atentos à Sagrada Luz que nos foi confiada, e esta Luz é o desejo de poder, não o desejo do poder.
Desejamos poder, ousar, fazer, vencer, progredir, mudar. Desejamos nos superar no dia a dia, vencer nossa timidez, nossos medos e controlar nossas emoções. Desejamos progredir em Amor, Caridade e Espiritualidade.
As promessas rosacruzes sempre foram e são voltadas à preparação do ser humano em sua jornada para a Harmonização Cósmica. Preparação essa que visa ao pleno desenvolvimento do ser apoiado num corpo físico belo e saudável, numa mente criativa e satisfeita e numa Alma irradiando o Bem e o Belo em todas as ocasiões.
Os rosacruzes não estão desejosos do poder, principalmente do poder de mandar ou escravizar os outros seres humanos. Aliás, os estudantes rosacruzes devem constituir um grupo pacifista e tolerante, que só faz oposição a quem deseja a escravidão da mente e da dignidade humana.
O poder sobre os outros é algo tremendamente sério. O poder de impor ideias, de dirigir os outros e atravessar fronteiras, no lar ou em qualquer outro lugar, é algo carmicamente, muito delicado. Há os que impõem e são como os tiranos; há os que convencem e são como os vendedores.
“Querem conhecer um vilão?”
“Coloquem um bastão em sua mão.”
Como rosacruzes precisamos exortar a hierarquia da administração e reconhecer no organograma hierárquico a organização por trás da instituição, mas como estudantes da Rosacruz devemos estar atentos para servir com dignidade, nobreza e respeito aos irmãos e irmãs da Ordem.
“Eu vim para servir, não para ser servido” disse o amado mestre.
“Vim para exortá-los ao desejo de poder, não para estimulá-los ao exercício do poder.”
Cada ser humano está num degrau de evolução, ou melhor, num estágio de aprendizado, o que nos obriga desenvolver a tolerância e a compreensão.
O desejo de poder pode nos tornar líderes sábios, capazes, confiantes e ambiciosos. O desejo de poder pode nos fazer desenvolver grandes qualidades para guiar, sem a necessidade de dominar. O desejo de poder exerce-se em si mesmo, e o exemplo ajuda os outros a se conhecerem e encontrarem uma direção na vida.
Entretanto, o desejo do poder é ávido de autoridade, e às vezes, cruel em seus métodos, forçando os outros à sua vontade.
As grandes realizações da vida são alcançadas pelo desejo de ser, e não pelo desejo de ter.
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RESPEITAR PAI E MÃE!


Respeitar-Pai-e-Mãe

RESPEITAR PAI E MÃE!
Quando eu era criança, chamava meu pai de senhor, minha mãe de senhora e usava este mesmo tratamento para com os professores, avós e todas as pessoas mais velhas. Este tratamento gerava respeito, mas criava também um distanciamento nas relações, e de certa forma dificultava um diálogo mais franco e aberto.
As coisas mudaram. Hoje as crianças e jovens tratam todas as pessoas mais velhas por você. Esta forma de se dirigir aos adultos coloca-os no mesmo nível dos amigos. Isto é bom, já que a relação fica muito mais fácil quando estamos falando com pessoas no mesmo nível que o nosso.
Entretanto, está se perdendo, nesta relação, algo muito mais profundo, e que faz parte da cultura há milênios, que é o respeito devido às gerações mais velhas. Essa perda está acontecendo junto com a perda de outros valores importantes, sob a influência de uma sociedade que valoriza o ter, em detrimento do ser.  Os nossos meios de comunicação, incutem na cabeça das pessoas, que a felicidade está diretamente ligada a aquisição de bens de consumo de toda espécie. As crianças e jovens, como ainda não desenvolveram um espírito crítico, são altamente influenciáveis por estas sugestões.
O prêmio pelo bom comportamento, pela boa nota na escola, não é mais o próprio ganho que o jovem tem, já que é a vida dele que será melhor se estudar bastante e tiver um comportamento adequado. Há uma constante negociação onde o cumprimento daquilo que é uma obrigação, passa a ser a moeda para a aquisição de objetos de consumo e satisfação de desejos. Se eu passar de ano, você me dá um videogame? Libera a Internet? Compra um celular?
Será que bons pais são aqueles dão coisas aos seus filhos? Ou será que os bons pais são aqueles que conseguem transmitir valores? Crianças podem querer tudo o que veem na TV e outros meios de comunicação, podem desejar todas coisas que os amigos têm. Mas o que elas precisam mesmo é de amor, carinho, diálogo e algumas coisas um pouco esquecidas atualmente como disciplina, estímulo para resolver seus próprios problemas e aprender a lidar com as frustrações de não ter tudo o que desejam, pois o que desejam, nem sempre é aquilo que necessitam.
Então, mesmo que sejam chamados de “você”, Pais tem que ser mais que amigos. Têm que exercer a autoridade, saber dizer não, direcionar e orientar. Se não fizerem isto, os filhos podem se sentir órfãos e crescer sem saber como enfrentar as dificuldades que a vida, com certeza, vai oferecer e para as quais não estarão preparados se os pais não impuserem alguns limites, resolverem todos os problemas por eles e satisfizerem todos os seus desejos.
Platão, quatro séculos antes da era cristã, fez uma advertência, que exige uma reflexão muito grande nos dias atuais: Quando os governantes abusam de seu poder; quando os pais se habituam a deixar os filhos sem disciplina; quando os filhos não prestam  atenção às suas palavras; quando os mestres tremem diante de seus alunos e preferem bajulá-los; quando, finalmente, os jovens desprezam as leis e a moral porque não reconhecem acima deles a autoridade de nenhuma coisa ou pessoa, então surge ali em toda a beleza e em toda a juventude, o nascimento da tirania.
Ao agir com sabedoria e bom senso, ensinando os filhos a descobrirem o prazer da convivência amorosa e respeitosa com aqueles que têm mais experiência, os pais estarão contribuindo para que eles desenvolvam o que há de melhor em si mesmos, para que cresçam com a convicção interior de que são pessoas de valor, merecedoras do mesmo respeito que dedicam àqueles que os ensinam.
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A HISTÓRIA DOS IPÊS!

A imagem pode conter: árvore, atividades ao ar livre e natureza


A HISTÓRIA DOS IPÊS!
Como estamos contemplando a beleza dos Ipês lembrei das histórias contadas pelo pai de uma grande amiga,
Certa vez contou uma linda história sobre o ipê:
- Quando Deus estava preparando o mundo, se reuniu em uma tarde com todas as árvores. Ele pediu para que cada árvore escolhesse que época gostaria de florecer e embelezar a terra. 
Foi aquela alegria. 
Outono, verão, Primavera, diziam!!!
Porém Deus observou que nem uma escolhia a estação do inverno. 
Então Deus parou a reunião é perguntou: 
- Por que ninguém escolhe a época do inverno?!?
Cada um tinha sua razão. Muito seco! muito frio!..muita queimada! 
Então Deus pediu um favor. 
Eu preciso de pelo menos uma árvore, que embeleze o inverno, que seja corajosa, para enfrentar o frio, a seca e as queimadas e no frio embelezar o mundo....
Todos ficaram em silêncio. 
Foi então que uma árvore quietinha lá no fundo, balançou as folhas e disse: 
_ Eu vou!...
E Deus com um sorriso perguntou:
- Qual seu nome minha filha?!
Me chamo Ipê, senhor!
As outras árvores ficaram espantadas com a coragem do Ipê em querer florecer no inverno.
Então Deus respondeu:
- Por atender meu pedido farei com que você floreça no inverno não só com uma cor.
Para que também no inverno o mundo seja colorido.
Como agradecimento, terás diferentes cores e texturas, sua linhagem será enorme.
E assim Deus fez uma das mais lindas árvores que da cor ao inverno. E por isso temos os Ipês:
Branco
Amarelo
Amarelo do Brejo 
Amarelo da Casca Lisa
Amarelo do Cerrado
Rosa
Roxo
Roxo Bola
Roxo da Mata 
Púrpura.
Que sejamos como os ipês, que saibamos florir nos invernos da vida!

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sábado, 1 de setembro de 2018

LOJA ROSACRUZ GUARULHOS - 43 ANOS DE LUZ - PARABÉNS!




PARABÉNS LOJA ROSACRUZ GUARULHOS pelos 43 ANOS DE LUZ nesta cidade de Guarulhos – SP.
GRATIDÃO aos digníssimos GRANDES MESTRES de nossa Jurisdição, que nos deram a honra de sua visita: Sóror Maria Moura, frater Charles Paruker e frater Hélio de Morais e Marques.
GRATIDÃO aos dignos MESTRES que comandaram até agora esta amada LOJA com seus dignos Oficiais Administrativos, Ritualísticos e Iniciáticos e aos que ainda deverão manter este SAGRADO LEGADO mantendo sempre acesa a CHAMA SAGRADA de LUZ, VIDA e AMOR.
GRATIDÃO aos dignos Mestres (IN MEMORIAN) que com dedicação deixaram sua MARCA!
GRATIDÃO aos Membros Rosacruzes que tiveram o privilégio de participar de sua fundação como Capítulo com sua primeira séde à Rua Emílio Ribas, 1485 – Gopouva.
GRATIDÃO a todos os MEMBROS que por aqui passaram ajudando a escrever a BELA HISTÓRIA do ROSACRUCIANISMO.
PARABÉNS mais uma vez por esta LOJA pujante, alegre, harmônica e feliz!
Continuemos todos unindo nossas LUZES e difundindo cada dia mais nossa amada ORDEM ROSACRUZ, participando na evolução dos seres para um MUNDO MELHOR e uma HUMANIDADE mais FELIZ!
GRATIDÃO!
Que a PAZ PROFUNDA DOS ROSACRUZES esteja sempre com todos os seres! 
ASSIM SEJA!

Comissão CULTURAL E EVENTOS – Lourdes Lescano