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quinta-feira, 15 de outubro de 2015

MOMENTOS BONS E... NÃO TÃO BONS...!



MOMENTOS BONS E... NÃO TÃO BONS...!


Ao longo da vida há momentos bons e menos bons, há alegrias e tristezas, fins e começos.
 Hoje vamos atravessando as pontes da vida, princípios e fins de novos caminhos, de novos horizontes...
Não importa a dor ou o momento que estejamos passando, temos um compromisso com a vida.
Esse compromisso ultrapassa essa fase, essa hora ruim que podemos estar passando.
Tem coisas que nós não podemos evitar.
 Construimos uma bela casa na praia, com muitos quartos, varandas e piscina com vista para o mar.
Chega um furacão e leva toda a nossa casa, móveis e nossos sonhos em questão de minutos.
Será que poderíamos evitar esse furacão?
Assim, nós construímos castelos dourados em nossas fantasias e sonhos.
Reunimos os melhores móveis de nossa existência e decoramos as nossas casas do jeitinho que nós queremos.
Às vezes os engenheiros da vida avisam que nosso projeto está errado, que vamos quebrar a cara, mas nós escutamos?
Claro que não!!!
Somos teimosos e orgulhosos...

Então... pagamos o preço!!!

CORAGEM



CORAGEM

A palavra CORAGEM é muito interessante.
 Ela vem da raiz latina cor, que significa "coração".
Portanto, ser corajoso significa viver com o coração.
E os fracos, somente os fracos, vivem com a cabeça; receosos, eles criam em torno deles uma segurança baseada na lógica.
Com medo, fecham todas as janelas e portas – com teologia, conceitos, palavras, teorias – e do lado de dentro dessas portas e janelas, eles se escondem...

O caminho do coração é o caminho da coragem.
 É viver na insegurança, é viver no amor e confiar, é enfrentar o desconhecido.
É deixar o passado para trás e deixar o futuro ser.
Coragem é seguir trilhas perigosas.
A vida é perigosa.
E só os covardes podem evitar o perigo – mas aí já estão mortos.
A pessoa que está viva, realmente viva, sempre enfrentará o desconhecido.
O perigo está presente, mas ela assumirá o risco.
O coração está sempre pronto para enfrentar riscos; o coração é um jogador.
A cabeça é um homem de negócios.
 Ela sempre calcula – ela é astuta.
O coração nunca calcula nada.

Osho.

VEM CÁ PROFESSORA...! PRECISO FALAR-TE...



VEM CÁ PROFESSORA...!
Preciso falar-te…

Pode ser que estejas cansada…
Foram tantos os problemas desTe dia.
Foi penoso aturar o diretor, o coordenador, o colega...
 Foram longas as horas de trabalho...
E pode ser que estejas preocupada…
São tantas as diferenças sociais!
São tantos os problemas na família!
E grande a responsabilidade que te confiamos!
Deves estar apressada…
O trabalho fica tão longe...
 O ônibus está atrasado...
A fila já dobra a esquina.
A gasolina tão cara...
Talvez estejas mesmo angustiada…
A vida anda tão difícil...
O salário já chegou ao fim...
Mas, apesar do cansaço, da pressa e da angústia… eu insisto: preciso falar-te! Preciso que me escutes.
Trago recados de tanta gente...
Houve alguém que praticou uma boa ação e manda dizer-te que foi porque teu exemplo o convenceu...
Outro que venceu na vida manda dizer que foi porque tuas lições permaneceram...
Outro que superou a dor disse que foi a lembrança de tua coragem que o ajudou…
E toda a gente desta Cidade, Estado e Pátria manda dizer que és muito importante... que tua presença na educação é fundamental…!
Você tem nas mãos a grande arma… TEUS ALUNOS...!
Você é especial…
Nós te admiramos...!
Nós te amamos...!

Parabéns!

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

SÍNTESE DAS ANTÍTESES



Síntese das Antíteses 


Só temos consciência do belo
quando conhecemos o feio.
Só temos consciência do bom
quando conhecemos o mau.
Portanto, o Ser e o Existir
se engendram mutuamente.
O fácil e o difícil se completam.
O grande e o pequeno são complementares.
O alto e o baixo formam um todo.
O som e o silêncio formam a harmonia.
O passado e o futuro formam o tempo.
Eis porque o sábio age pelo não agir.
E ensina sem falar.
Aceita tudo que lhe acontece.
Produz tudo e não fica com nada.
O sábio tudo realiza nada considera seu.
Tudo faz e não se apega a sua obra.
Não se prende aos frutos de sua atividade.
Termina a sua obra e está sempre no princípio.
E por isso sua obra prospera.


Lao Tse

SOBRE A SOBRIEDADE (Papa Francisco)


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SOBRE A SOBRIEDADE



O Papa Francisco na Carta Encíclica “Laudato Si”, capítulo VI, item 4, expões a espiritualidade como:
 “uma forma alternativa de entender a qualidade de vida, encorajando um estilo de vida contemplativo, capaz de gerar profunda alegria sem estar obcecado pelo consumo.”
 É importante adotar um antigo ensinamento presente em distintas tradições religiosas e também na Bíblia.
Trata-se da convicção de que “quanto menos, tanto mais”.
Com efeito, a cumulação constante de possibilidades para consumir distrai o coração e impede de dar o devido apreço a cada coisa e a cada momento.
Pelo contrário, torna-se serenamente presente diante de cada realidade, por menor que seja, abre-nos mais possibilidades de compreensão e realização pessoal.
A espiritualidade cristã propõe um crescimento na sobriedade e uma capacidade de se alegrar com pouco.
 É um regresso à simplicidade que nos permite parar e saborear as pequenas coisas, agradecer as possibilidades que a vida oferece, sem nos apegarmos ao que temos nem nos entristecermos por aquilo que não possuímos.
A sobriedade.
Quando vivida livre e conscientemente, é libertadora.
 Não se trata de menos vida, nem vida de baixa intensidade; é precisamente o contrário.
 Com efeito, as pessoas que saboreiam mais e vivem melhor são aquelas que deixam de petiscar aqui e ali, sempre à procura do que não têm, e experimentam o que significa dar apreço a cada pessoa e a cada coisa.
 Aprendem a se familiarizar com as coisa mais simples e sabem se alegrar com elas.
É possível necessitar de pouco e viver muito, sobretudo, quando se é capaz de dar espaço a outros prazeres, encontrando satisfação nos encontros fraternos, no serviço, na música e na arte, no contato com a natureza, na oração.”
Papa Francisco

Que SÁBIO!

A FONTE DE ÁGUA VIVA


A FONTE DE ÁGUA VIVA
O grande místico cristão São João da Cruz ensinava que tudo que há de bom nas coisas e experiências do mundo encontra-se em Deus de maneira infinita.
O místico experimenta a ligação íntima que há entre Deus e todos os seres.
Sente que Deus é para ele todas as coisas.
Quando admira as maravilhas da natureza, não pode separar isto de Deus.
Disse São João da Cruz:  As montanhas tem cumes, são altas, imponentes, belas, graciosas, floridas e perfumadas.
Como estas montanhas é o meu amado para mim.
Os vales solitários são tranquilos, amenos, frescos, sombreados, ricos de doces águas.
Pela variedade das suas árvores e pelo canto suave das aves, oferecem grande divertimento e encanto aos sentidos e, na sua solidão e silêncio, dão refrigério e repouso.
Como esses vales é o meu amado para mim”.
 São João da Cruz refere-se a Deus, em um de seus poemas, como a “Fonte de Água Viva”.
 Preso pelos inquisidores medievais, no escuro de sua cela, ele escreve este belo poema:

Que sei bem eu a fonte que emana e corre
mesmo de noite.
Aquela eterna fonte está escondida,
mas eu bem sei onde tem sua guarida,
mesmo de noite.
Sua origem não a sei, pois não a tem,
mas sei que toda a origem dela vem,
mesmo de noite.
Sei que não pode haver coisa tão bela,
e que os céus e a terra bebem dela,
mesmo de noite.
Eu sei que nela o fundo não se pode achar,
e que ninguém pode nela em vão passar,
mesmo de noite.
Sua claridade nunca é obscurecida,
e sei que toda luz dela é nascida,
mesmo de noite.
Sei que tão cautelosas são suas correntes,
que céus e infernos regam, e as gentes,
mesmo de noite.
A corrente que desta vem
é forte e poderosa, eu o sei bem,
mesmo de noite.
Aquela eterna fonte está escondida,
neste pão vivo para dar-nos vida,
mesmo de noite.
De lá está chamando as criaturas,
que nela se saciam às escuras,
porque é de noite.
Aquela viva fonte que desejo,
neste pão de vida já a vejo,
mesmo de noite.

REFLEXÕES SOBRE O INTELECTO E O CORAÇÃO


Reflexões sobre o Intelecto e o Coração:
► O Coração não tem fronteiras, pois o amor abraça o infinito; o Intelecto pode ser brilhante, mas o seu domínio fica restrito aos limites dos sentidos.
► O Coração tem o dom de unir e unificar; o Intelecto poderá unir, mas a sua ligação é efêmera, porque advém, quase sempre, do interesse egocêntrico
► O Coração nivela, pluraliza, iguala; O Intelecto particulariza, divide, individualiza.
► O Coração é assimilativo e quando cresce busca o isolamento é associativo e conciliador; o Intelecto é argumentativo, contestador, competitivo e se compraz na vaidade e auto glorificação.
► O Coração não exige compensações; o Intelecto não se expande sem compensação ou motivação.
► O Coração reza; o Intelecto discursa.
► A Oração não merece crítica, mas o discurso pode ser criticado, pois contém o germe da superioridade.
► O coração é o Sol, que não falha no seu processo cíclico de recriar a vida; o Intelecto é Mercúrio, que pactua sobre a conveniência de servir.
► O Coração distribui; o Intelecto acumula.
► O Coração quando se expande produz a sensação de preenchimento; o Intelecto, a de vazio.
► O Coração não se cansa, porque sabe confiar e esperar; o Intelecto tem pressa, aceita condicionalmente.
► O Intelecto cria; o Coração conserva.
► O Intelecto projeta; o Coração constrói
► O Intelecto trabalha a frio; o Coração quando trabalha gera calor;
► No calor o Coração é atuante e elimina todas as proporções, enquanto o Intelecto perde o senso da realidade, do equilíbrio e desarmoniza a ação.
► O Intelecto busca a perfeição; o Coração a cria.
► Como o Coração não busca o proveito próprio, pois é movido pelo impulso de servir, as suas razões chocam o intelecto.
► O coração é um instrumento cujos acordes afinam-se com o Divino; o Intelecto é humano e suas vibrações não ultrapassam os umbrais da vida transcendente.
Para não sucumbir nas águas densas do Intelecto, o Coração, que é capaz de mergulhar na intimidade do Ser, suprimindo o intelecto no processo de meditação, encontrará o sentido da realidade, que é eminentemente subjetivo.
Já observamos que a primazia da linguagem cardíaca é primordial, mas a ação do Intelecto é indispensável por ser um atributo da personalidade.
Portanto, é preciso sentir, mas é necessário discernir. É preciso doar, mas a doação deve ser racionalizada, para neutralizar sofismas e mistificações.
O Intelecto precisa do Coração para expandir-se. O coração necessita do Intelecto para conter sua expansão.
O Intelecto unindo-se ao Coração sofre o impulso do abrandamento, capacitando-se a construir algo de duradouro.
Cedendo às razões do Coração o Intelecto as direciona para um pacto total com a vida.


 Livreto: "A Linguagem Mística" de Eduardo Teixeira, editado pela Ordem Rosacruz - AMORC GLP