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terça-feira, 8 de novembro de 2011

O CÉREBRO MEDE TEMPO PELOS MOVIMENTOS...







O CÉREBRO MEDE TEMPO PELOS MOVIMENTOS.


O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos.

Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma mobília, sem portas ou janelas, sem relógio.... você começará a perder a noção do tempo.

Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo sentindo as reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos, ciclos de sono, fome, sede e pressão sanguínea.

Isso acontece porque nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol.

Compreendido este ponto, há outra coisa que você tem que considerar:

Nosso cérebro é extremamente otimizado.

Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho.

Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia.

Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar conscientemente tal quantidade.


Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não aparece no índice de eventos do dia e portanto, quando você vive uma experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender o que está acontecendo.
 

É quando você se sente mais vivo.

Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e 'apagando' as experiências duplicadas.

Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender porque parece que o tempo acelera, quando ficamos mais velhos e porque os Natais chegam cada vez mais rapidamente.

Quando começamos a dirigir automóveis, tudo parece muito complicado, nossa atenção parece ser requisitada ao máximo.

Então, um dia dirigimos trocando de marcha, olhando os semáforos, lendo os sinais ou até falando ao celular ao mesmo tempo. 

Como acontece?
Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas (você não lê com os olhos, mas com a imagem anterior, na mente); O cérebro já sabe qual marcha trocar (ele simplesmente pega suas experiências passadas e usa, no lugar de repetir realmente a experiência).


Ou seja, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para a mente. Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa são apagados de sua noção de passagem do tempo.

Quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a experiência repetida.


Conforme envelhecemos as coisas começam a se repetir - as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações, -.... enfim...  as  experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido longo e cheio de novidades), vão diminuindo. 

Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década. 
Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a...

ROTINA

A rotina é essencial para a vida e otimiza  muita coisa, mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba sendo um livro de um só capítulo, repetido todos os anos.

Felizmente há um antídoto para a aceleração do tempo: M & M(Mude e Marque).

Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um ritual, uma festa ou registros com fotos.


Aprenda uma nova língua, ou um novo instrumento

Mude de paisagem, tire férias com a família (sugiro que você tire férias sempre e, preferencialmente, para um lugar quente, um ano, e frio no seguinte) e marque com fotos, cartões postais e cartas.

Tenha filhos ou animais de estimação (eles destroem a rotina)
Sempre faça festas de aniversário e para você (marcando o evento e diferenciando o dia).

Use e abuse dos rituais para tornar momentos especiais diferentes de momentos usuais. 


Faça festas de noivado, casamento, 15 anos, bodas disso ou daquilo, bota-foras, participe do aniversário de formatura de sua turma, visite parentes distantes, entre na universidade com 60 anos, troque a cor do cabelo, deixe a barba, tire a barba, compre enfeites diferentes no Natal, vá a shows, cozinhe uma receita nova, tirada de um livro novo.

Escolha roupas diferentes, não pinte a casa da mesma cor, faça diferente.


Beije diferente sua paixão e viva com ela momentos diferentes.

Vá a mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências diferentes. 
Seja 

Se você tiver dinheiro, especialmente se já estiver aposentado, vá com seu marido, esposa ou amigos para outras cidades ou países, veja outras culturas, visite museus estranhos, deguste pratos esquisitos.... em  outras palavras... V-I-V-A. !!!

Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais longo.

E se tiver a sorte de estar casado (a) com alguém disposto (a) a viver e buscar coisas diferentes, seu livro será muito mais longo, muito mais interessante e muito mais v-i-v-o... do que a maioria dos livros da vida que existem por aí.

Cerque-se de amigos.

Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes e que gostam de comidas diferentes.

Enfim, acho que você já entendeu o recado,não é?

Boa sorte em suas experiências para expandir seu tempo, com qualidade, emoção, rituais e vida.


ESCREVA em TAmaNhos diFeRenTes e em Co
rES
difErEntEs!

CRIE, RECORTE, PINTE, RASGUE, MOLHE, DOBRE, PICOTE, INVENTE, REINVENTE...


V I V A !

A VERDADEIRA PERFEIÇÃO!





A VERDADEIRA PERFEIÇÃO!

Compartilho com meus amigos e amigas o lindo texto abaixo, recebido por e-mail. Não sei quem é o autor, nem mesmo se a história é verdadeira, mas, será isso o mais importante?

No Brooklyn, Nova Iorque, Chush é uma escola que se dedica ao ensino de crianças especiais.
Algumas crianças ali permanecem por toda a vida escolar, enquanto outras podem ser encaminhadas para uma escola comum.. 

Num jantar beneficente de Chush, o pai de uma criança fez um discurso que nunca mais seria esquecido pelos que ali estavam presentes. 

Depois de elogiar a escola e seu dedicado pessoal, perguntou: 

- “Onde está a perfeição no meu filho Pedro , se tudo o que DEUS faz é feito com perfeição?
Meu filho não pode entender as coisas como outras crianças entendem.
 Meu filho não se pode lembrar  de fatos e números como as outras crianças.
Então, onde está a perfeição de Deus?” 

Todos ficaram chocados com a pergunta e com o sofrimento daquele pai, mas ele continuou: 

- "Acredito que, quando Deus traz uma criança especial ao mundo, a perfeição que Ele busca está no modo como as pessoas reagem diante desta criança.” 

Então ele contou a seguinte história sobre o seu filho Pedro : 

- “Uma tarde, Pedro e eu caminhávamos pelo parque onde alguns meninos que o conheciam estavam jogando beisebol.
Pedro perguntou-me:" 

- "Pai, você acha que eles me deixariam jogar?" 

Eu sabia das limitações do meu filho e que a maioria dos meninos não o queria na equipe.
 Mas, entendi que se Pedro pudesse jogar com eles, isto lhe daria uma confortável sensação de participação.
Aproximei-me de um dos meninos no campo e perguntei-lhe se Pedro poderia jogar. O menino deu uma olhada ao redor, buscando a aprovação de seus companheiros de equipe e mesmo não conseguindo nenhuma aprovação, ele assumiu a responsabilidade e disse: 

- "Nós estamos perdendo por seis rodadas e o jogo está na oitava.
Acho que ele pode entrar na nossa equipe e tentaremos colocá-lo para bater até a nona rodada". 

Fiquei admirado quando Pedro abriu um grande sorriso ao ouvir a resposta do menino.
 Pediram então que ele calçasse a luva e fosse para o campo jogar.
 Na oitava rodada, a equipe de Pedro marcou alguns pontos, mas ainda estava perdendo por três.
 Na nona rodada, a equipe de Pedro marcou novamente e agora com dois fora e as bases com potencial para a rodada decisiva, Pedro foi escalado para continuar.
Uma questão, porém, veio à minha mente: a equipe deixaria Pedro , de fato, rebater nesta circunstância e deitar fora a possibilidade de ganhar o jogo? Surpreendentemente, foi dado o bastão a Pedro .
Todo o mundo sabia que isto seria quase impossível, porque ele nem mesmo sabia segurar o bastão.
 Porém, quando Pedro tomou posição, o lançador se moveu alguns passos para arremessar a bola de maneira que Pedro pudesse ao menos rebater.
 Foi feito o primeiro arremesso e Pedro balançou desajeitadamente e perdeu.
 Um dos companheiros da equipe de Pedro foi até ele e juntos seguraram o bastão e encararam o lançador. 

O lançador deu novamente alguns passos para lançar a bola suavemente para Pedro . Quando veio o lance, Pedro e o seu companheiro da equipe balançaram o bastão e juntos rebateram a lenta bola do lançador.
O lançador apanhou a suave bola e poderia tê-la lançado facilmente ao primeiro homem da base, Pedro estaria fora e isso teria terminado o jogo.
Ao invés disso, o lançador pegou a bola e lançou-a numa curva, longa e alta para o campo, distante do alcance do primeiro homem da base. 

Então todo o mundo começou a gritar:
 “Pedro corre para a primeira base, corre para a primeira.
”Nunca na sua vida ele tinha corrido... mas saiu disparado para a linha de base, com os olhos arregalados e assustado.
Até que ele alcançasse a primeira base, o jogador da direita teve a posse da bola. Ele poderia ter lançado a bola ao segundo homem da base, o que colocaria Pedro fora de jogo, pois ele ainda estava correndo.
 Mas o jogador entendeu quais eram as intenções do lançador, assim, lançou a bola alta e distante, acima da cabeça do terceiro homem da base.
Todo o mundo gritou: 

- “Corre para a segunda, Pedro, corre para a segunda base.” 

Pedro correu para a segunda base, enquanto os jogadores à frente dele circulavam deliberadamente para a base principal.
Quando Pedro alcançou a segunda base, a curta parada adversária colocou-o na direção de terceira base e todos gritaram: 

-“Corre para a terceira.” 

Ambas as equipes correram atrás dele gritando: 

- “Pedro, corre para a base principal.” 

Pedro correu para a base principal, pisou nela e todos os 18 meninos o ergueram nos ombros fazendo dele o herói, como se ele tivesse vencido o campeonato e ganho o jogo para a equipe dele. 

- "aquele dia, disse o pai, com lágrimas caindo sobre face, aqueles 18 meninos alcançaram a Perfeição de Deus.
Eu nunca tinha visto um sorriso tão lindo no rosto do meu filho!” 

Para refletir:
Todos precisamos  parar alguns momentos para pensar naquilo que é realmente importante na vida.
 A amizade e a solidariedade nunca sairão de moda.

Basta querermos!

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

SAUDADE!



                                       SAUDADE… 
José Antônio Oliveira de Resende
(Professor de Prática de Ensino de Língua Portuguesa, do Departamento de Letras, Artes e Cultura, da Universidade Federal de São João Del-Rei)
Sou do tempo em que ainda se faziam visitas.
Lembro-me de minha mãe mandando a gente caprichar no banho porque a família toda iria visitar algum conhecido.
 Íamos todos juntos, família grande, todo mundo a pé.
Geralmente, à noite.
Ninguém avisava nada, o costume era chegar de paraquedas mesmo.
 E os donos da casa recebiam alegres
 a visita.
 Aos poucos, os moradores iam se apresentando, um por um.
– Olha o compadre aqui, garoto!
 Cumprimenta a comadre.
E o garoto apertava a mão do meu pai, da minha mãe, a minha mão e a mão dos meus irmãos.
 Aí chegava outro menino.
 Repetia-se toda a diplomacia.
– Mas vamos nos assentar, gente.
Que surpresa agradável!
A conversa rolava solta na sala.
 Meu pai conversando com o compadre e minha mãe de papo com a comadre…
 Eu e meus irmãos ficávamos assentados todos num mesmo sofá, entreolhando-nos e olhando a casa do tal compadre.
Retratos na parede, duas imagens de santos numa cantoneira, flores na mesinha de centro… casa singela e acolhedora.
 A nossa também era assim.
Também eram assim as visitas, singelas e acolhedoras.
 Tão acolhedoras que era também costume servir um bom café aos visitantes.
 Como um anjo benfazejo, surgia alguém lá da cozinha – geralmente uma das filhas – e dizia:
– Gente,
vem aqui pra dentro que o café está na mesa.
Tratava-se de uma metonímia gastronômica.
 O café era apenas uma parte: pães, bolo, broas, queijo fresco, manteiga, biscoitos, leite…
 tudo sobre a mesa.
Juntava todo mundo e as piadas pipocavam.
 As gargalhadas também.
 Pra que televisão?
 Pra que rua?
 Pra que droga?
 A vida estava ali, no riso, no café, na conversa, no abraço, na esperança…
 Era a vida respingando eternidade nos momentos que acabam….
era a vida transbordando simplicidade, alegria e amizade…
Quando saíamos, os donos da casa ficavam à porta até que virássemos a esquina. Ainda nos acenávamos.
 E voltávamos para casa, caminhada muitas vezes longa, sem carro, mas com o coração aquecido pela ternura e pela acolhida.
 Era assim também lá em casa.
 Recebíamos as visitas com o coração em festa..
 A mesma alegria se repetia.
Quando iam embora, também ficávamos, a família toda, à porta.
Olhávamos, olhávamos… até que sumissem no horizonte da noite.
O tempo passou e me formei em solidão.
 Tive bons professores: televisão, vídeo, DVD, e-mail…
Cada um na sua e ninguém na de ninguém.
Não se recebe mais em casa.
 Agora a gente combina encontros com os amigos fora de casa:
– Vamos marcar uma saída!… – ninguém quer entrar mais.
Assim, as casas vão se transformando em túmulos sem epitáfios, que escondem mortos anônimos e possibilidades enterradas.
 Cemitério urbano, onde perambulam zumbis e fantasmas mais assustados que assustadores.
Casas trancadas...
 Pra que abrir?
 O ladrão pode entrar e roubar a lembrança do café, dos pães, do bolo, das broas, do queijo fresco, da manteiga, dos biscoitos do leite….

Que saudade do compadre e da comadre!
Não deixe de fazer algo de que gosta, devido á falta de tempo, pois a única falta que terá será esse tempo que, infelizmente, não voltará mais.

Hoje em dia estamos tão centrados em nosso próprio egoísmo que pouca ou nenhuma atenção damos  às famílias, às tradições e às amizades!
 Construímos túmulos ao invés de pontes.
Porém ainda há tempo:
 Comecemos  hoje mesmo a criar vínculos!!

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

VIANA DO CASTELO - Cidade Linda. - Portugal





        Lenda de Viana DO CASTELO 
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

A lenda de Viana é uma tradição oral portuguesa sobre a origem do nome da cidade de Viana do Castelo.
Conta a lenda que um barqueiro que transportava mercadorias pelo Rio Lima (alegadamente o antigo Lethes), da foz no Lugar do Átrio ou Adro, até Ponte de Lima, apaixonou-se por uma jovem de personalidade alegre, jeito desempoeirado, e feições helénicas. O nome dado por baptismo à bela rapariga fora de Ana, e toda a gente a conhecia.
O moço não tinha olhos para mais ninguém, passava o tempo a falar da Ana enquanto carregava e descarregava as mercadorias. Umas vezes perguntava: "Viram a Ana?" E a resposta: "Sim, Vi a Ana". Outras vezes era ele que de feliz afirmava: "Hoje vi a Ana, vi a Ana!" Tantas vezes repetida, a expressão: «Viaana» provavelmente deu origem a «Viana».
Apesar de se tratar simplesmente de uma lenda, em 1258 o rei D. Afonso III de Portugal, ao conceder o foral a este povoado, proclamou: «Quero fazer uma povoação nova no lugar que se chama Átrio, em a foz do rio Lima, à qual povoação (...) imponho o nome de Viana».
Desde essa época nunca deixou de se chamar Viana, foi Viana de Riba do Minho, Viana do Lima, Viana de Caminha, Viana da Foz do Lima e, mais tarde, pelo foral de D. Maria II que a elevou à categoria de cidade, em 1848, tornou-se Viana do Castelo.
Homenagem ao meu irmão Jorge que vive lá.
Trajes de domingar em Viana.



LENDA DO GALO DE BARCELOS - Portugal



Lenda do Galo de Barcelos
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

http://bits.wikimedia.org/skins-1.18/common/images/magnify-clip.png
A lenda do Galo de Barcelos narra a intervenção milagrosa de um galo morto na prova da inocência de um homem erradamente acusado.
Está associada ao cruzeiro seiscentista que faz parte do espólio do Museu Arqueológico, situado no Paço dos Condes de Barcelos.
Segundo a lenda, os habitantes de Barcelos andavam alarmados com um crime, do qual ainda não se tinha descoberto o criminoso que o cometera.
 Certo dia, apareceu um galego que se tornou suspeito.
 As autoridades resolveram prendê-lo, apesar dos seus juramentos de inocência, que estava apenas de passagem em peregrinação a Santiago de Compostela, em cumprimento duma promessa.
Condenado à forca, o homem pediu que o levassem à presença do juiz que o condenara. Concedida a autorização, levaram-no à residência do magistrado, que nesse momento se banqueteava com alguns amigos.
 O galego voltou a afirmar a sua inocência e, perante a incredulidade dos presentes, apontou para um galo assado que estava sobre a mesa e exclamou:
"É tão certo eu estar inocente, como certo é esse galo cantar quando me enforcarem."
O juiz empurrou o prato para o lado e ignorou o apelo, mas quando o peregrino estava a ser enforcado, o galo assado ergueu-se na mesa e cantou.
Compreendendo o seu erro, o juiz correu para a forca e descobriu que o galego se salvara graças a um nó mal feito.
O homem foi imediatamente solto e mandado em paz.
Alguns anos mais tarde, o galego teria voltado a Barcelos para esculpir o Cruzeiro do Senhor do Galo em louvor à Virgem Maria e a São Tiago, monumento que se encontra no Museu Arqueológico de Barcelos.