Artigos e Informações ligados ao Rosacrucianismo

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

O PODER DO SILÊNCIO!




O PODER DO SILÊNCIO!

Aprende com o SILÊNCIO a ouvir os sons interiores da tua ALMA, a calar-se nas discussões e assim evitar tragédias e desafetos...
Aprende com o SILÊNCIO a aceitar algum fato que você provocou, a ser humano, deixando o orgulho gritar lá fora, evitar reclamações vazias e sem sentido.
Aprende com o SILÊNCIO a reparar nas coisas mais simples, valorizar o que é belo, ouvir o que faz algum sentido...
Aprende com o SILÊNCIO que a solidão não é o pior castigo, existem companhias bem piores...
Aprende com o SILÊNCIO que a vida é boa, que nós só precisamos olhar para o lado certo, ouvir a música certa, ler o livro certo...
Aprende com o SILÊNCIO que tudo tem um ciclo, como as marés que insistem em ir e voltar, os pássaros que migram e voltam ao mesmo lugar, como a Terra que faz a volta completa sobre o seu próprio eixo, completa a tua tarefa...
Aprende com o SILÊNCIO a respeitar a vida, valorizar  o seu dia, enxergar em você as qualidades que você possui, equilibrando os defeitos que você tem e sabe que precisa corrigir e enxergar aqueles que você  ainda não descobriu.
Aprende com o SILÊNCIO a relaxar, mesmo no pior trânsito, na maior das cobranças, na briga mais acalorada, na discussão entre familiares...
Aprende com o SILÊNCIO a respeitar o seu “EU”, a valorizar o ser humano que você é, a respeitar o Templo que é o seu corpo, e o Santuário que é a sua Vida.
Aprende hoje com o SILÊNCIO, que gritar não traz respeito, que ouvir ainda é melhor que muito falar...
Na Natureza tudo acontece com PODER e SILÊNCIO, com um SILÊNCIO poderoso; por vezes, o SILÊNCIO é confundido com fraqueza, apatia ou indiferença.
Pensa-se que a pessoa portadora dessa virtude está impedida de reclamar seus direitos e deve tolerar com passividade todos os abusos.
Acredita-se que o SILÊNCIO não combina com o poder, pois este tem se confundido com prepotência e violência.
O Sol nasce e se põe em profunda quietude; move gigantescos sistemas planetários, mas penetra suavemente pela vidraça de uma janela sem a quebrar.
Acaricie as pétalas de uma rosa sem a ferir, e beije as faces de uma criança adormecida sem a acordar; aí uma vez mais vamos encontrar na Natureza lições preciosas a nos dizer que o verdadeiro poder anda de mãos dadas com a quietude.
As estrelas e as galáxias descrevem suas órbitas com estupenda velocidade por vias inexploradas do Cosmos, mas nunca deram sinal da sua presença pelo mais leve ruído.
O Oxigênio, poderoso mantenedor da vida, penetra em nossos pulmões, circula discreto pelo nosso corpo, e nem lhe notamos a presença.
A Luz, a Vida e o Espírito, os maiores poderes do Universo, atuam com a suavidade de uma aparente ausência.
Como nos domínios da Natureza, o verdadeiro poder do homem não consiste em atos de violência física, quando um homem conquista o verdadeiro poder, toda a antiga violência acaba em benevolência.
A violência é sinal de fraqueza, a benevolência é indício de poder.
Os grandes Mestres sabem ser severos e rigorosos sem renegarem a mais perfeita quietude e benevolência.
Deus, que é o supremo poder, age com tamanha quietude, que a maioria dos homens não percebe a SUA ação.
Essa poderosa força, na qual  todos  estamos mergulhados, mantém o Universo em movimento, faz pulsar o coração dos pássaros, dos bandidos e dos homens de bem, na mais perfeita leveza.    
Até mesmo a morte, chega de mansinho e, como hábil cirurgiã, rompe os laços que prendem a Alma ao corpo, libertando-a do cativeiro físico.
O verdadeiro poder chega: sem ruído, sem alarde,
Sempre que a palavra PODER lhe vier à mente, lembre-se do Sol: nasce e se põe em profunda quietude; move gigantescos sistemas planetários, mas penetra suavemente pela vidraça de uma janela e você só sabe pelo calorzinho que ele proporciona.
Boa Terra em teus pés; Água o bastante em tua semente; bom Vento para o teu sopro, Fogo em teu coração e muito Amor em teu ser.
O êxito ou o fracasso de tua vida não depende de quanta força você põe em uma tentativa, mas da persistência no que fizer.
E em respeito a você, eu me calo, me silencio, para que você possa ouvir o seu interior que quer lhe falar, desejar-lhe uma vida vitoriosa.
Paz e Silêncio!                                                                                   

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

EQUINÓCIOS E SOLSTÍCIOS




       EQUINÓCIOS E SOLSTÍCIOS

    Equinócio é uma palavra que deriva do latim (aequinoctium), e significa “noite igual”, e refere-se ao momento do ano em que a duração do dia é igual à da noite sobre toda a Terra.
           Astronomicamente isto se dá quando a Terra atinge uma posição em sua órbita onde o Sol parece estar situado exatamente na intersecção  do círculo do Equador Celeste com o círculo da Eclíptica; ou seja, instante em que o Sol no seu movimento anual aparente pela Eclíptica, corta o Equador Celeste, apresentando declinação de 0º.

           O Equinócio Outonal (23/09), marca a entrada do outono no hemisfério norte e da primavera no hemisfério sul, chamado também de “Ponto de Libra”; instante em que o Sol passa do hemisfério norte para o hemisfério sul.
Neste período a Terra recebe em ambos os hemisférios a mesma intensidade de luz solar.

      A palavra Solstício, deriva do latim, sol + sistere (solstitium), que significa parado, imobilizado e está associada à idéia de que o Sol estaria como que estacionário.
           Marca a época do ano em o Sol, no seu movimento aparente na esfera celeste, atinge o máximo afastamento angular do Equador.
Todos os dias 22 de setembro há um fenômeno conhecido como equinócio da primavera (ou seja – o dia tem a mesma duração que a noite) no hemisfério sul e equinócio de outono no hemisfério norte.
Os antigos celtas comemoravam a data como algo mágico, o início de um novo ciclo, já que cada estação, para eles, representava um estágio da vida de um de seus deuses e, principalmente, da agricultura.
Essa foto foi tirada ontem e mostra o Sol do equinócio. Talvez os celtas tivessem razão em comemorar: essa paisagem realmente mostra que há algo de mágico no equinócio. [Nasa]





segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Lenda Japonesa.



Lenda Japonesa

Era uma vez um grande samurai que vivia perto de Tóquio. Mesmo idoso, se dedicava a ensinar a arte Zen aos jovens. Apesar de sua idade, corria a lenda de que ainda era capaz de derrotar qualquer adversário. 
 Certa tarde, um guerreiro conhecido por sua total falta de escrúpulos apareceu por ali.  Queria derrotar o samurai e aumentar sua fama. O velho aceitou o desafio e o jovem começou a insultá-lo.  Chutou algumas pedras em sua direção, cuspiu em seu rosto, gritou insultos, ofendeu seus ancestrais.  Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho permaneceu impassível.  No final do dia, sentindo-se já exausto e humilhado, o guerreiro retirou-se. 
 E os alunos, surpresos, perguntaram ao mestre como ele pudera suportar tanta indignidade. 
- Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente?  
- A quem tentou entregá-lo, respondeu um dos discípulos.
- O mesmo vale para a inveja, a raiva e os insultos. Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carregava consigo.
  A sua paz interior depende exclusivamente de você. As pessoas não podem lhe tirar a calma. Só se você permitir...

LENDA DO MILAGRE DAS ROSAS - COIMBRA - Portugal




Lenda do Milagre das Rosas

Esta é uma das mais conhecidas lendas portuguesas que enaltece a bondade da rainha D. Isabel para com todos os seus súditos, a quem levava esmolas e palavras de consolo.
Conta a história, que um nobre despeitado informou ao rei D. Dinis que a rainha gastava demais nas obras das igrejas, doações a conventos, esmolas e outras ações de caridade e convenceu-o a por fim a estes excessos.
O rei decidiu surpreender a rainha numa manhã em que esta se dirigia com o seu séquito às obras de Santa Clara e à distribuição habitual de esmolas e reparou que ela procurava disfarçar o que levava no regaço.
Interrogada por D. Dinis, a rainha informou que ia ornamentar os altares do mosteiro, ao que o rei insistiu que tinha sido informado que a rainha tinha desobedecido às suas proibições, levando dinheiro aos pobres.
De repente e mais confiante D. Isabel respondeu: "Enganais-vos, Real Senhor. O que levo no meu regaço são rosas..."
O rei irritado acusou-a de estar a mentir: como poderia ela ter rosas em Janeiro? Obrigou-a, então, a revelar o conteúdo do regaço. A rainha Isabel mostrou perante os olhos espantados de todos, o belíssimo ramo de rosas que guardava sob o manto.
 O rei ficou sem palavras, convencido que estava perante um fenômeno sobrenatural e acabou por pedir perdão à rainha que prosseguiu na sua intenção de ir levar as esmolas.
 A notícia do milagre correu a cidade de Coimbra e o povo proclamou santa a rainha Isabel de Portugal.


Lenda Portuguesa - Galo de Barcelos


 Lenda: Galo de Barcelos.



A lenda do Galo de Barcelos narra a intervenção milagrosa de um galo morto na prova da inocência de um homem erradamente acusado. Está associada ao cruzeiro seiscentista que faz parte do espólio do Museu Arqueológico, situado no Paço dos Condes de Barcelos.
Segundo a lenda, os habitantes de Barcelos andavam alarmados com um crime, do qual ainda não se tinha descoberto o criminoso que o cometera. Certo dia apareceu um galego que se tornou suspeito. As autoridades resolveram prendê-lo, apesar dos seus juramentos de inocência, que estava apenas de passagem em peregrinação a Santiago de Compostela, em cumprimento duma promessa.
Condenado à forca, o homem pediu que o levassem à presença do juiz que o condenara. Concedida a autorização, levaram-no à residência do magistrado, que nesse momento se banqueteava com alguns amigos. O galego voltou a afirmar a sua inocência e, perante a incredulidade dos presentes, apontou para um galo assado que estava sobre a mesa e exclamou: "É tão certo eu estar inocente, como certo é esse galo cantar quando me enforcarem."
O juiz empurrou o prato para o lado e ignorou o apelo, mas quando o peregrino estava a ser enforcado, o galo assado ergueu-se na mesa e cantou. Compreendendo o seu erro, o juiz correu para a forca e descobriu que o galego se salvara graças a um nó mal feito. O homem foi imediatamente solto e mandado em paz.
Alguns anos mais tarde, o galego teria voltado a Barcelos para esculpir o Cruzeiro do Senhor do Galo em louvor à Virgem Maria e a São Tiago, monumento que se encontra no Museu Arqueológico de Barcelos.

domingo, 19 de setembro de 2010

Sonho de Mandela



SONHO DE MANDELA.
“Sonho com o dia em que todos se levantarão e compreenderão que foram feitos para viverem como irmãos.”
"Nosso grande medo não é o de que sejamos incapazes.
Nosso maior medo é que sejamos poderosos além da medida. É nossa luz, não nossa escuridão, que mais nos amedronta.
Nos perguntamos: "Quem sou eu para ser brilhante, atraente, talentoso e incrível?" Na verdade, quem é você para não ser tudo isso?...
 Bancar o pequeno não ajuda o mundo. Não há nada de brilhante em encolher-se para que as outras pessoas não se sintam seguras em torno de você.
E à medida que deixamos nossa própria luz brilhar, inconscientemente damos às outras pessoas permissão para fazer o mesmo".

(Discurso de posse  em 1994)

sábado, 18 de setembro de 2010

O Sonho de Martin Luther King


O Sonho de Martin Luther King

"Eu tenho um sonho... de que um dia viverão numa nação onde eles não serão julgados pela cor da sua pele, mas pela essência do seu caráter." - Rev. Martin Luther King. Jr., 1963

O vento frio de novembro espalhou as palavras do discurso. Um atento testemunho do evento disse que podia ver, lá no alto do palanque, os lábios do Presidente Abraão Lincoln se moverem,  mas que seus ouvidos só acolhiam uma coisa ou outra. Entendeu, num certo momento, quando o orador mencionou “uma nova nação, concebido em liberdade, e dedicado à idéia de que todos os homens são iguais”. Era uma fala curta, de minutos, onde o chefe da nação, dilacerada ainda pela Guerra de Secessão de 1861-65, mostrou aos cidadãos ali presentes que o conflito era muito maior do que se imaginava. Não se tratava somente dos direitos do estado confederado do Sul de se separarem da União norte-americana. O que estava em jogo, na luta entre o Norte antiescravista e o Sul escravagista, era a possibilidade, ou não, de uma sociedade estabelecida nos princípios da igualdade poder sobreviver na terra.

O local era um triste campo de mortos tornado Cemitério Nacional. Ali, em Gettysburg, 7 mil sepulturas de nortistas abatidos, três meses e meio antes, nos dias 1 e 3 de julho de 1863, atestavam a violência da batalha e a determinação dos beligerantes. Lincoln desesperava-se,  a guerra ainda arrastou-se por 16 meses  com a possibilidade daqueles jovens terem dado a vida para nada, fazendo votos de que “o governo do povo, pelo povo e para o povo” não perecesse.

Em 20 linhas aquele imenso homem feioso, de enganadora aparência caipira, compôra um libelo universal pela liberdade e igualdade. No início daquele mesmo ano de 1863, em 1º de janeiro, ele assinara a Proclamação de Emancipação, o primeiro documento determinando uma parcial abolição da escravidão nos Estados Unidos, e fundamento da 13ª Emenda. A alforria dos escravos negros, porém, não lhes trouxe a cidadania. Não os tornou o que Yves Zarka chamou de “sujeitos do direito”. Cem anos depois do Gettysburg’s Address, em 23 de agosto de 1963, à sombra do Memorial de Lincoln em Washington, o reverendo Martin Luther King Jr. vinha cobrar a conta. Na sua frente uma multidão de mais de 250 mil pessoas formava a maior concentração até então vista no país a favor dos Direitos Civis. Os negros, disse ele, receberam promessas de igualdade, mas a América ainda não as honrara. Pagara-os com um cheque sem fundo. Em meio a uma estonteante prosperidade de um país riquíssimo, os afro-americanos viviam isolados em ilhas de miséria, em guetos urbanos, atormentados pela segregação e pela brutalidade policial.

Mas, alertou o Dr. King, eles estavam fartos. O verão do descontentamento chegara. A América só teria paz se os negros tivessem garantido seus direitos civis; quando fossem realmente integrados à sociedade mais pujante da terra. Voltando-se para a sua comunidade, King alertou-lhes que de maneira nenhuma permitissem abrigar em seus corações ódio e amargura contra os brancos. “Não podemos marchar sozinhos!”
Admirador de Gandhi, King encontrara o caminho da não violência. O discurso aproximava-se do clímax. Um profeta encarnara no reverendo. Acometia-o um sonho, disse: “I have a dream!” A cena eletrizou o país.  Atrás dele, como num velho blue, um coral informal de militantes negros repetia  suas palavras finais.

O reverendo tinha um sonho, repetiu. Que algum dia, mesmo na racista Georgia, os filhos de escravos e o dos senhores   sentariam-se  à mesa da fraternidade, e que até o Mississipi viraria um oásis de irmandade. Que ninguém mais seria julgado pela sua cor e sim pelo seu caráter. Que por toda a América, num anunciado futuro, em suas montanhas, vales, planícies, aldeias ou cidades, se ouviria o clarim da liberdade.
Todos então, independente da raça, sexo ou religião se dariam as mãos  e, em júbilo, repetiriam as palavras de um velho spiritual negro:  “Finalmente livres! Enfim livres! Graças a Deus Todo-Poderoso, finalmente estamos livres!”

Ao encerrar,  a multidão percebeu o acontecimento extraordinário.  
O Dr. King fizera um dos mais belos salmos políticos da língua inglesa.
 Mataram-no a tiros uns anos depois, em Memphis, em 4 de abril de 1968.
 Como estará o sonho do Dr. King, hoje?