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segunda-feira, 31 de março de 2014

NA HORA DO SILÊNCIO...




Na Hora do Silêncio...

Quando te encontrares em qualquer dificuldade emocional, recorda o silêncio como instrumento divino de construção e paz.
Confuso, ele te ajudará a encontrar soluções adequadas.
Indeciso, ele te ajudará a fortalecer a idéia de maior equilíbrio. Desacreditado, ele te ajudará a reconhecer que o mais importante é acreditares em ti mesmo.
Perseguido, ele te ajudará a compreender os perseguidores.

Injuriado, ele te ajudará a continuar apesar dos espinhos.
Vencido, ele te ajudará no refazimento de tuas forças.
Revoltado, ele te ajudará a entender o valor da resignação no processo de auto aperfeiçoamento.  
Ressentido, ele te ajudará a lutar contra o melindre.

Injustiçado, ele te ajudará a perceber que o perdão rompe a cadeia do mal.
 Incompreendido, ele te ajudará a sustentar a paciência.

Toda vez que te sentires em dificuldades emocionais, pensa um pouco mais antes de qualquer atitude impetuosa e recorda que, diante de Pilatos, o silêncio de Jesus representou, para sempre, a vitória do bem imperecível sobre a incompreensão. 


SILENCIA...!

A JANELA E O ESPELHO.


A janela e o espelho.

Um jovem muito rico foi ter com uma conversa com seu mestre rabi, e lhe pediu um conselho para orientar sua vida.

Este o conduziu até a janela e perguntou-lhe:
- O que vê através dos vidros?
- Vejo homens que vão e vêm, e um cego pedindo esmolas na rua. Então o rabi mostrou-lhe um grande espelho e novamente o interrogou:

- Olha neste espelho e diz-me agora o que vês.
- Vejo-me a mim mesmo.

- E já não vê os outros!
Repara que a janela e o espelho são ambos feitos da mesma matéria prima, o vidro; mas no espelho, porque há uma fina camada de prata colada ao vidro, não vê nele mais do que a tua pessoa.
Deves comparar-te a estas duas espécies de vidro.

Pessoas de fé, de boa índole, enxergam os outros e têm compaixão por eles.

Coberto de prata - o egoísta, hipócrita, pobre de espírito -vê apenas a si mesmo.

Só vales alguma coisa, quando tiveres coragem de arrancar o revestimento de prata que tapa os olhos, para poderes de novo ver e amar aos outros.

FILOSOFIA DE VIDA...!



FILOSOFIA DE VIDA...!

Um homem sentou no banco de uma praça muito bonita em sua cidade. Era domingo de uma manhã fresca e agradável. No mesmo banco, havia um senhor lendo um livro. O homem puxou um livro de sua bolsa, e tal qual o senhor, começou a ler.

O homem ficou curioso em saber o que aquele senhor de idade estaria lendo num domingo de manhã no banco da praça. Olhou para o livro, mas não conseguiu ler o título. O senhor, vendo que o homem se interessara por sua leitura, disse:

- Olá, do que se trata o livro que você está lendo?

O homem, meio sem graça, respondeu:

- Ah, é um livro que fala sobre a arte de viver; sobre como conseguir prosperidade, saúde, bons relacionamentos, etc.

- Muito bom, respondeu o senhor. O meu é sobre a arte de se assumir.

O homem ficou ainda mais curioso sobre o livro que o senhor estava lendo e perguntou:

- A arte de se assumir? Como assim?

O senhor respondeu:

- Sim, essa arte é algo que falta em muitos livros que são vendidos hoje em dia. Em sua maioria, os livros atuais ensinam as pessoas a deixarem de lado seus defeitos, seus limites, suas tristezas, seu vazio, etc, e viver a vida, buscando a prosperidade, o prazer, a alegria, etc. Esse livro trata a vida de uma forma um pouco diferente.
Ele ensina cada pessoa a não rejeitar aquilo que é ao contrário: ensina cada pessoa possuir uma posição radical de assumir a si mesma.
 Ou seja, assumimos que somos imperfeitos, que temos muitos erros, que somos eternos carentes, que somos inseguros, que somos muitas vezes pessoas tristes, vazias, e que vivemos uma busca incessante de negar todas essas coisas, e até mesmo fugir de todas elas.
Mas o essencial é que a melhor forma de consertar tudo de ruim que há em nós é assumindo que somos assim, e encarando isso de frente.

O homem estava maravilhado com estas explicações. O senhor continuou:

Isso significa nada mais nada menos do que cada um assumir a si mesmo. Sou imperfeito sim, e daí? Sou inseguro sim, e daí? Sou carente sim, e daí? Desde que meus defeitos não prejudiquem outras pessoas, não vou ficar me cobrando ou me punindo constantemente ser algo que eu não sou ou que ainda não consegui ser. Esse livro ensina talvez uma das mais preciosas lições da vida:
 o "aceitar a si mesmo".
Aceitar como somos, e não ficar lutando eternamente para nos tornarmos algo que concebemos como a maneira ideal de ser.
 Por isso, vamos seguir essa filosofia de vida e nos assumir: assumir quem somos, o quanto ainda nos falta, e viver bem com isso.
Quando identificamos nossos limites e os aceitamos de bom grado, se torna muito mais simples transpor esses mesmos limites.
Mas aqueles que ficam fugindo a vida inteira dos seus limites sequer podem conhecê-los, e por isso tem muito menos chance de superar ou transpor algo que não conhecemos.
 Portanto, vamos viver plenamente a filosofia do assumir a si mesmo e aceitar a si mesmo.

 É uma filosofia que pode nos conduzir mais diretamente à felicidade.

O homem ouviu tudo e falou brincando:

- Quer trocar de livro comigo?

Autor: Hugo Lapa 

MAR PORTUGUÊS...!



MAR PORTUGUÊS...!

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!

Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.

Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

Fernando Pessoa

A LIÇÃO DO JARDINEIRO.


A Lição do Jardineiro.


Um dia, o executivo de uma grande empresa contratou, pelo telefone, um jardineiro autônomo para fazer a manutenção do seu jardim.

Chegando a casa, o executivo viu que era um garoto de apenas quinze ou dezesseis anos de idade. Contudo, como já estava contratado, ele pediu para que o garoto executasse o serviço.

Quando terminou, o garoto solicitou ao dono da casa permissão para utilizar o telefone e o executivo não pôde deixar de ouvir a conversa.

O garoto ligou para uma mulher e perguntou:

A senhora está precisando de um jardineiro?

Não. Eu já tenho um, foi a resposta.

Mas, além de aparar a grama, frisou o garoto, eu também tiro o lixo.

Nada demais, retrucou a senhora, do outro lado da linha. O meu jardineiro também faz isso.

O garoto insistiu: Eu limpo e lubrifico todas as ferramentas no final do serviço.

O meu jardineiro também, tornou a falar a senhora.

Eu faço a programação de atendimento, o mais rápido possível.

Bom, o meu jardineiro também me atende prontamente. Nunca me deixa esperando. Nunca se atrasa.

Numa última tentativa, o menino arriscou: O meu preço é um dos melhores.

Não, disse firme a voz ao telefone. Muito obrigada! O preço do meu jardineiro também é muito bom.

Desligado o telefone, o executivo disse ao jardineiro:

Meu rapaz, você perdeu um cliente.

Claro que não, foi a resposta rápida. Eu sou o jardineiro dela. Fiz isso apenas para medir o quanto ela estava satisfeita comigo.

Em se falando do jardim das afeições, quantos de nós teríamos a coragem de fazer a pesquisa desse jardineiro?

E, se fizéssemos, qual seria o resultado? Será que alcançaríamos o grau de satisfação da cliente do pequeno jardineiro?

Será que temos, sempre em tempo oportuno e preciso, aparado as arestas dos azedumes e dos pequenos mal-entendidos?

Estamos permitindo que se acumule o lixo das mágoas e da indiferença nos canteiros onde deveriam se concentrar as flores da afeição mais pura?

Temos lubrificado, diariamente, as ferramentas da gentileza, da simpatia entre os nossos amores, atendendo as suas necessidades e carências, com presteza?

E, por fim, qual tem sido o nosso preço? Temos usado chantagem ou, como o jardineiro sábio, cuidamos das mudinhas das afeições com carinho e as deixamos florescer, sem sufocá-las?

O amor floresce nos pequenos detalhes. Como gotas de chuva que umedecem o solo ou como o sol abundante que se faz generoso, distribuindo seu calor.

A gentileza, a simpatia, o respeito são detalhes de suma importância para que a florescência do amor seja plena e frutifique em felicidade.


O MÁGICO E O CAMUNDONGO...




O Mágico e o camundongo...

Diz uma antiga fábula que um camundongo vivia angustiado com medo do gato.
 Um mágico teve pena dele e o transformou em gato.
 Mas aí ele ficou com medo de cão, por isso o mágico o transformou em pantera.

Então ele começou a temer os caçadores.
A essa altura o mágico desistiu.
Transformou-o em camundongo
novamente e disse:

- Nada que eu faça por você vai ajudá-lo, porque você tem apenas a coragem de um camundongo.
 É preciso coragem para romper com o projeto que nos é imposto.
Mas saiba que coragem não é a ausência do medo, é sim a capacidade de avançar, apesar do medo; caminhar para frente; e enfrentar as adversidades, vencendo os medos...
É isto que devemos fazer.
Não podemos nos derrotar, nos entregar por causa dos medos.

 Assim, jamais chegaremos aos lugares que tanto almejamos em nossas vidas...

IDOSOS E VELHOS...!


Idosos e velhos...!

Você se considera uma pessoa idosa, ou velha? Acha que é a mesma coisa?
Pois então ouça o depoimento de um idoso de setenta anos.

Idosa é uma pessoa que tem muita idade.
Velha é a pessoa que perdeu a jovialidade.
 A idade causa degenerescência das células.
 A velhice causa a degenerescência do espírito.
 Por isso nem todo idoso é velho e há velho que ainda nem chegou a ser idoso.
 Você é idoso quando sonha.
 É velho quando apenas dorme.
Você é idoso quando ainda aprende.
 É velho quando já nem ensina.
Você é idoso quando pratica  esportes, ou de alguma outra forma se exercita.
 É velho quando apenas descansa.

Você é idoso quando ainda sente amor.
É velho quando só tem ciúmes e sentimento de posse.
Você é idoso quando o dia de hoje é o primeiro do resto de sua vida.
 É velho quando todos os dias parecem o último da longa jornada.

Você é idoso quando seu calendário tem amanhãs.
 É velho quando seu calendário só tem ontens.
O idoso é aquela pessoa que tem tido a felicidade de viver uma longa vida produtiva, de ter adquirido uma grande experiência.
Ele é uma ponte entre o passado e o presente, como o jovem é uma ponte entre o presente e o futuro.
E é no presente que os dois se encontram.

Velho é aquele que tem carregado o peso dos anos, que em vez de transmitir experiência às gerações vindouras, transmite pessimismo e desilusão.
 Para ele, não existe ponte entre o passado e o presente, existe um fosso que o separa do presente pelo apego ao passado.

O idoso se renova a cada dia que começa; o velho se acaba a cada noite que termina. O idoso tem seus olhos postos no horizonte de onde o sol desponta e a esperança se ilumina.
O velho tem sua miopia voltada para os tempos que passaram.
 O idoso tem planos.
O velho tem saudades.
O idoso curte o que resta da vida.
O velho sofre o que o aproxima da morte.

O idoso se moderniza, dialoga com a juventude, procura compreender os novos tempos.
O velho se emperra no seu tempo, se fecha em sua ostra e recusa a modernidade.
 O idoso leva uma vida ativa, plena de projetos e de esperanças. Para ele o tempo passa rápido, mas a velhice nunca chega.
O velho cochila no vazio de sua vida e suas horas se arrastam destituídas de sentido. As rugas do idoso são bonitas porque foram marcadas pelo sorriso.
 As rugas do velho são feias porque foram vincadas pela amargura.

Em resumo, idoso e velho, são duas pessoas que até podem ter a mesma idade no cartório, mas têm idade bem diferente no coração.


Reflitamos sobre isto!