TORÁ
CABALA - KABALAH.
Cabala: É aquilo que é recebido. Aquilo que não pode ser conhecido apenas através da ciência ou da busca intelectual. É um conhecimento interior que tem sido passado de sábio para aluno desde o despertar dos tempos. É uma disciplina que desperta a consciência sobre a essência das coisas.
Entramos neste mundo e nossos sentidos encontram sua crosta externa. Tocamos a terra com nossos pés, a água e o vento atingem nossa pele, recuamos perante o calor do fogo.
Escutamos os sons e ritmos. Vemos formas e cores. Logo começamos a medir, a pesar e a descrever com precisão. Como cientistas, registramos o comportamento dos compostos químicos, das plantas, animais e seres humanos. Nós os gravamos em video-tape, observamos sob o microscópio, criamos modelos matemáticos, enchemos um supercomputador com dados a seu respeito.
De nossas observações, aprendemos a domar nosso ambiente com invenções e engenhocas, e então nos damos um tapinha nas costas e dizemos: "Isso mesmo, conseguimos."
Mas nós mesmos, nossa consciência, que está examinando este mundo, residimos em uma camada mais profunda. Eis por que não podemos deixar de perguntar:
“E sobre a coisa em si mesma”? Aquilo que está lá antes que a medíssemos? O que é matéria, energia, tempo, espaço - e como vieram a ser?
Para explicar nosso mundo sem examinar esta profundeza interior é tão superficial quanto explicar o trabalho de um computador descrevendo as imagens vistas no monitor. Se virmos uma bola movendo-se para cima e para baixo na tela, diríamos que está ricocheteando contra o fundo da tela?
Os dispositivos na sua barra de rolagem exercem alguma força sobre a página dentro da tela? A barra do menu tem realmente os menus ocultos atrás dela?
O autor de um software de uso facilitado seguiu regras consistentes para que você possa trabalhar confortavelmente dentro dele. Se for um jogo de alguma complexidade, ele precisou determinar e seguir um grande conjunto de regras. Mas uma descrição destas regras não é uma explicação válida de como isso funciona. Para isso, precisamos ler seu código, examinar o equipamento, e, mais importante - examinar a descrição de seu conceito original.
Precisamos vê-lo da maneira que o autor o vê, como evolui passo a passo de um conceito em sua mente através do código que ele escreve até os pontinhos fosforescentes minúsculos na tela.
O código por trás da realidade, o conceito que instila vida às equações e as torna reais. Homens e mulheres sacrificaram seu alimento, seu conforto, viajaram grandes distâncias e pagaram com sua própria vida para chegar a conhecer estas coisas. Não há uma só cultura neste mundo que não tenha seus ensinamentos para descrevê-las. Nos ensinamentos judaicos, elas são descritas na Cabalá.
Segundo a tradição, as verdades da Cabalá foram conhecidas por Adam (Adão). Aquilo que sua mente apreendeu, nenhuma outra mente pode conceber. Mesmo assim ele foi capaz de transmitir um vislumbre de seu conhecimento a algumas das grandes almas que dele descenderam, como Hanoch e Metushelach (Enoque e Matusalém).
Foram eles os grandes mestres que ensinaram Nôach (Noé), que por sua vez ensinou seus próprios alunos, incluindo Avraham (Abraão). Avraham estudou na academia do filho de Nôach, Shem, e enviou seu filho Yitschac para lá estudar, depois dele. Yitschac por sua vez mandou seu filho Yaacov estudar com Shem e com o bisneto de Shem, Ever.
Adam, Nôach, Avraham - estes foram pais de toda a humanidade. Eis por que você encontrará alusões às verdades que eles ensinaram seja onde for que tenha chegado a cultura humana.
Mesmo assim, a fonte essencial para a Cabalá não é Adam ou Nôach ou mesmo Avraham.
É o evento no Monte Sinai, onde a essência primordial do COSMOS, foi desnudada para que uma nação inteira a contemplasse. Foi uma experiência que deixou uma marca indelével sobre a psique judaica, moldando por completo nossas idéias e nosso comportamento desde então.
No Sinai, a sabedoria interior tornou-se não mais uma questão de intuição ou revelação particular. Era então um fato que havia penetrado em nosso mundo e se tornado parte da história e da experiência dos mortais comuns.
Eis por que a Cabalá não pode ser chamada de filosofia. Uma filosofia é o produto de mentes humanas, algo com que qualquer outra mente humana pode jogar, espremê-la ou esticá-la segundo os ditames de seu próprio intelecto e intuição.
Mas Cabalá significa: "que é recebida." Recebida não apenas de um professor, mas do Sinai. Assim que o aluno tenha dominado o caminho deste conhecimento recebido, ele ou ela pode encontrar maneiras de expandi-lo ainda mais, como uma árvore se ramifica a partir de seu tronco.
Mas será sempre um crescimento orgânico, jamais tocando a vida e a forma essenciais daquele conhecimento. Os ramos, galhos e folhas irão apenas onde deveriam para aquela árvore em particular - um bordo jamais se tornará um carvalho, e jamais um aluno revelará um segredo que não estivesse oculto nas palavras de seu mestre.
(transcrito da Torá)
Conteúdo místico, cultural e filosófico, voltado aos simpatizantes e membros da Ordem Rosacruz.
Artigos e Informações ligados ao Rosacrucianismo
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
CABALA
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Lourdes Lescano
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O PODER DA VONTADE
O PODER DA VONTADE
“QUERER É PODER”! Tanto o Querer como a Vontade, são poderosos quando se deseja algo com muita intensidade, pois a emissão das energias é impulsionada pela vontade.
Precisa do reforço da Fé, da Confiança e da Oração, estabelecendo assim sintonia com as Hostes Cósmicas, na concretização de nossos desejos.
De acordo com a teoria das Sociedades Secretas, a vida do ser humano e suas dificuldades, têm por finalidade, na ordem da sabedoria eterna, a educação da vontade.
Descartes e Agostinho afirmaram que Vontade e Liberdade são a mesma coisa; assim quando escolhemos e decidimos pelo Bem, somos dignos de louvor, porém somos dignos de reprovação ao escolhermos o Mal.
Ambos nos tornam responsáveis por nossas decisões e ações; pois aquilo que podemos fazer como pessoas de bem, está dentro de nós.
Sêneca também disse que “Para seres um homem de bem só precisas de uma coisa: a Vontade.”.
Pensamentos, Palavras e Ações projetam energias capazes tanto de construir como destruir, seremos responsáveis pela escolha.
Deus nos deu as ferramentas do conhecimento para que fossem bem usadas por nós, sempre direcionadas para o Bem.
O exercício da Vontade para ser perfeito e eficaz, tem que se adequar a uma consciência sem erro; mal direcionada, é causadora de tantos malefícios para a Humanidade, precisamos reverter o direcionamento para o bem comum, para o amor, para a felicidade, para a FRATERNIDADE, pois ninguém vive feliz projetando ou realizando destruição.
A Natureza é sábia, recompensa somente os trabalhadores da Senda da Vida.
SABER, OUSAR, QUERER, CALAR-SE, são os quatro verbos cabalísticos, correspondentes às quatro letras do Tetragrama e às quatro formas hieroglíficas da Esfinge.
SABER é a cabeça humana;
OUSAR são as garras do leão;
QUERER são as ilhargas laboriosas do touro;
CALAR-SE, são as asas místicas da águia.
O homem sábio entende que há época de semear e de colher, mas nos é garantido que colheremos somente aquilo que semearmos.
Participemos de toda a riqueza do Universo através de nossa Vontade, nossa Ousadia, nosso Querer, nosso Saber; nunca tirando, sempre distribuindo, pois essa é a semente que fará as ROSAS florescerem no Jardim de nossas Vidas.
É bem verdade que não vencemos sempre, mas mesmo quando caímos, podemos nos levantar e começar de novo; pois as oportunidades estão muito mais perto de nós do que imaginamos, abracemos e agarremos cada uma delas, com este poder de nossa Vontade e Decisão, e zelosamente nos sirvam para realizar um Bem maior pela Humanidade.
Que possamos realimente concretizar as nossas Vontades mais sinceras e altruísticas, visando o benefício da Humanidade.
Que assim seja feito!
“QUERER É PODER”! Tanto o Querer como a Vontade, são poderosos quando se deseja algo com muita intensidade, pois a emissão das energias é impulsionada pela vontade.
Precisa do reforço da Fé, da Confiança e da Oração, estabelecendo assim sintonia com as Hostes Cósmicas, na concretização de nossos desejos.
De acordo com a teoria das Sociedades Secretas, a vida do ser humano e suas dificuldades, têm por finalidade, na ordem da sabedoria eterna, a educação da vontade.
Descartes e Agostinho afirmaram que Vontade e Liberdade são a mesma coisa; assim quando escolhemos e decidimos pelo Bem, somos dignos de louvor, porém somos dignos de reprovação ao escolhermos o Mal.
Ambos nos tornam responsáveis por nossas decisões e ações; pois aquilo que podemos fazer como pessoas de bem, está dentro de nós.
Sêneca também disse que “Para seres um homem de bem só precisas de uma coisa: a Vontade.”.
Pensamentos, Palavras e Ações projetam energias capazes tanto de construir como destruir, seremos responsáveis pela escolha.
Deus nos deu as ferramentas do conhecimento para que fossem bem usadas por nós, sempre direcionadas para o Bem.
O exercício da Vontade para ser perfeito e eficaz, tem que se adequar a uma consciência sem erro; mal direcionada, é causadora de tantos malefícios para a Humanidade, precisamos reverter o direcionamento para o bem comum, para o amor, para a felicidade, para a FRATERNIDADE, pois ninguém vive feliz projetando ou realizando destruição.
A Natureza é sábia, recompensa somente os trabalhadores da Senda da Vida.
SABER, OUSAR, QUERER, CALAR-SE, são os quatro verbos cabalísticos, correspondentes às quatro letras do Tetragrama e às quatro formas hieroglíficas da Esfinge.
SABER é a cabeça humana;
OUSAR são as garras do leão;
QUERER são as ilhargas laboriosas do touro;
CALAR-SE, são as asas místicas da águia.
O homem sábio entende que há época de semear e de colher, mas nos é garantido que colheremos somente aquilo que semearmos.
Participemos de toda a riqueza do Universo através de nossa Vontade, nossa Ousadia, nosso Querer, nosso Saber; nunca tirando, sempre distribuindo, pois essa é a semente que fará as ROSAS florescerem no Jardim de nossas Vidas.
É bem verdade que não vencemos sempre, mas mesmo quando caímos, podemos nos levantar e começar de novo; pois as oportunidades estão muito mais perto de nós do que imaginamos, abracemos e agarremos cada uma delas, com este poder de nossa Vontade e Decisão, e zelosamente nos sirvam para realizar um Bem maior pela Humanidade.
Que possamos realimente concretizar as nossas Vontades mais sinceras e altruísticas, visando o benefício da Humanidade.
Que assim seja feito!
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Lourdes Lescano
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Carta do Cacique Seattle
Carta do cacique Seattle, da tribo Suquamish, do Estado de Washington, a Franklin Pierce, presidente dos EUA, em 1854.
A carta
“O grande chefe de Washington mandou dizer que quer comprar a nossa terra. O grande chefe assegurou-nos também da sua amizade e benevolência. Isto é gentil de sua parte, pois sabemos que ele não necessita da nossa amizade. Nós vamos pensar na sua oferta, pois sabemos que se não o fizermos, o homem branco virá com armas e tomará a nossa terra. O grande chefe de Washington pode acreditar no que o chefe Seattle diz com a mesma certeza com que nossos irmãos brancos podem confiar na mudança das estações do ano. Minha palavra é como as estrelas, elas não empalidecem.
Como pode-se comprar ou vender o céu, o calor da terra? Tal idéia é estranha. Nós não somos donos da pureza do ar ou do brilho da água. Como pode então comprá-los de nós? Decidimos apenas sobre as coisas do nosso tempo. Toda esta terra é sagrada para o meu povo. Cada folha reluzente, todas as praias de areia, cada véu de neblina nas florestas escuras, cada clareira e todos os insetos a zumbir são sagrados nas tradições e na crença do meu povo.
Sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver. Para ele um torrão de terra é igual ao outro. Porque ele é um estranho, que vem de noite e rouba da terra tudo quanto necessita. A terra não é sua irmã, nem sua amiga, e depois de exaurí-la ele vai embora. Deixa para trás o túmulo de seu pai sem remorsos. Rouba a terra de seus filhos, nada respeita. Esquece os antepassados e os direitos dos filhos. Sua ganância empobrece a terra e deixa atrás de si os desertos. Suas cidades são um tormento para os olhos do homem vermelho, mas talvez seja assim por ser o homem vermelho um selvagem que nada compreende.
Não se pode encontrar paz nas cidades do homem branco. Nem lugar onde se possa ouvir o desabrochar da folhagem na primavera ou o zunir das asas dos insetos. Talvez por ser um selvagem que nada entende, o barulho das cidades é terrível para os meus ouvidos. E que espécie de vida é aquela em que o homem não pode ouvir a voz do corvo noturno ou a conversa dos sapos no brejo à noite? Um índio prefere o suave sussurro do vento sobre o espelho d’água e o próprio cheiro do vento, purificado pela chuva do meio-dia e com aroma de pinho. O ar é precioso para o homem vermelho, porque todos os seres vivos respiram o mesmo ar, animais, árvores, homens. Não parece que o homem branco se importe com o ar que respira. Como um moribundo, ele é insensível ao mau cheiro.
Se eu me decidir a aceitar, imporei uma condição: o homem branco deve tratar os animais como se fossem seus irmãos. Sou um selvagem e não compreendo que possa ser de outra forma. Vi milhares de bisões apodrecendo nas pradarias abandonados pelo homem branco que os abatia a tiros disparados do trem. Sou um selvagem e não compreendo como um fumegante cavalo de ferro possa ser mais valioso que um bisão, que nós, peles vermelhas matamos apenas para sustentar a nossa própria vida. O que é o homem sem os animais? Se todos os animais acabassem os homens morreriam de solidão espiritual, porque tudo quanto acontece aos animais pode também afetar os homens. Tudo quanto fere a terra fere também os filhos da terra.
Os nossos filhos viram os pais humilhados na derrota. Os nossos guerreiros sucumbem sob o peso da vergonha. E depois da derrota passam o tempo em ócio e envenenam seu corpo com alimentos adocicados e bebidas ardentes. Não tem grande importância onde passaremos os nossos últimos dias. Eles não são muitos. Mais algumas horas ou até mesmo alguns invernos e nenhum dos filhos das grandes tribos que viveram nestas terras ou que tem vagueado em pequenos bandos pelos bosques, sobrará para chorar, sobre os túmulos, um povo que um dia foi tão poderoso e cheio de confiança como o nosso.
De uma coisa sabemos, que o homem branco talvez venha a um dia descobrir: o nosso Deus é o mesmo Deus. Julga, talvez, que pode ser dono Dele da mesma maneira como deseja possuir a nossa terra. Mas não pode. Ele é Deus de todos. E quer bem da mesma maneira ao homem vermelho como ao branco. A terra é amada por Ele. Causar dano à terra é demonstrar desprezo pelo Criador. O homem branco também vai desaparecer, talvez mais depressa do que as outras raças. Continua sujando a sua própria cama e há de morrer, uma noite, sufocado nos seus próprios dejetos. Depois de abatido o último bisão e domados todos os cavalos selvagens, quando as matas misteriosas federem à gente, quando as colinas escarpadas se encherem de fios que falam, onde ficarão então os sertões? Terão acabado. E as águias? Terão ido embora. Restará dar adeus à andorinha da torre e à caça; o fim da vida e o começo pela luta pela sobrevivência.
Talvez compreendêssemos com que sonha o homem branco se soubéssemos quais as esperanças transmite a seus filhos nas longas noites de inverno, quais visões do futuro oferecem para que possam ser formados os desejos do dia de amanhã. Mas nós somos selvagens. Os sonhos do homem branco são ocultos para nós. E por serem ocultos temos que escolher o nosso próprio caminho. Se consentirmos na venda é para garantir as reservas que nos prometeste. Lá talvez possamos viver os nossos últimos dias como desejamos. Depois que o último homem vermelho tiver partido e a sua lembrança não passar da sombra de uma nuvem a pairar acima das pradarias, a alma do meu recém-nascido ama o bater do coração de sua mãe. Se te vendermos a nossa terra, ama-a povo continuará a viver nestas florestas e praias, porque nós as amamos como um como nós a amávamos. Protege-a como nós a protegíamos. Nunca esqueça como era a terra quando dela tomou posse. E com toda a sua força, o seu poder, e todo o seu coração, conserva-a para os seus filhos, e ama-a como Deus nos ama a todos. Uma coisa sabemos: o nosso Deus é o mesmo Deus. Esta terra é querida por Ele. Nem mesmo o homem branco pode evitar o nosso destino comum.”
Como pode-se comprar ou vender o céu, o calor da terra? Tal idéia é estranha. Nós não somos donos da pureza do ar ou do brilho da água. Como pode então comprá-los de nós? Decidimos apenas sobre as coisas do nosso tempo. Toda esta terra é sagrada para o meu povo. Cada folha reluzente, todas as praias de areia, cada véu de neblina nas florestas escuras, cada clareira e todos os insetos a zumbir são sagrados nas tradições e na crença do meu povo.
Sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver. Para ele um torrão de terra é igual ao outro. Porque ele é um estranho, que vem de noite e rouba da terra tudo quanto necessita. A terra não é sua irmã, nem sua amiga, e depois de exaurí-la ele vai embora. Deixa para trás o túmulo de seu pai sem remorsos. Rouba a terra de seus filhos, nada respeita. Esquece os antepassados e os direitos dos filhos. Sua ganância empobrece a terra e deixa atrás de si os desertos. Suas cidades são um tormento para os olhos do homem vermelho, mas talvez seja assim por ser o homem vermelho um selvagem que nada compreende.
Não se pode encontrar paz nas cidades do homem branco. Nem lugar onde se possa ouvir o desabrochar da folhagem na primavera ou o zunir das asas dos insetos. Talvez por ser um selvagem que nada entende, o barulho das cidades é terrível para os meus ouvidos. E que espécie de vida é aquela em que o homem não pode ouvir a voz do corvo noturno ou a conversa dos sapos no brejo à noite? Um índio prefere o suave sussurro do vento sobre o espelho d’água e o próprio cheiro do vento, purificado pela chuva do meio-dia e com aroma de pinho. O ar é precioso para o homem vermelho, porque todos os seres vivos respiram o mesmo ar, animais, árvores, homens. Não parece que o homem branco se importe com o ar que respira. Como um moribundo, ele é insensível ao mau cheiro.
Se eu me decidir a aceitar, imporei uma condição: o homem branco deve tratar os animais como se fossem seus irmãos. Sou um selvagem e não compreendo que possa ser de outra forma. Vi milhares de bisões apodrecendo nas pradarias abandonados pelo homem branco que os abatia a tiros disparados do trem. Sou um selvagem e não compreendo como um fumegante cavalo de ferro possa ser mais valioso que um bisão, que nós, peles vermelhas matamos apenas para sustentar a nossa própria vida. O que é o homem sem os animais? Se todos os animais acabassem os homens morreriam de solidão espiritual, porque tudo quanto acontece aos animais pode também afetar os homens. Tudo quanto fere a terra fere também os filhos da terra.
Os nossos filhos viram os pais humilhados na derrota. Os nossos guerreiros sucumbem sob o peso da vergonha. E depois da derrota passam o tempo em ócio e envenenam seu corpo com alimentos adocicados e bebidas ardentes. Não tem grande importância onde passaremos os nossos últimos dias. Eles não são muitos. Mais algumas horas ou até mesmo alguns invernos e nenhum dos filhos das grandes tribos que viveram nestas terras ou que tem vagueado em pequenos bandos pelos bosques, sobrará para chorar, sobre os túmulos, um povo que um dia foi tão poderoso e cheio de confiança como o nosso.
De uma coisa sabemos, que o homem branco talvez venha a um dia descobrir: o nosso Deus é o mesmo Deus. Julga, talvez, que pode ser dono Dele da mesma maneira como deseja possuir a nossa terra. Mas não pode. Ele é Deus de todos. E quer bem da mesma maneira ao homem vermelho como ao branco. A terra é amada por Ele. Causar dano à terra é demonstrar desprezo pelo Criador. O homem branco também vai desaparecer, talvez mais depressa do que as outras raças. Continua sujando a sua própria cama e há de morrer, uma noite, sufocado nos seus próprios dejetos. Depois de abatido o último bisão e domados todos os cavalos selvagens, quando as matas misteriosas federem à gente, quando as colinas escarpadas se encherem de fios que falam, onde ficarão então os sertões? Terão acabado. E as águias? Terão ido embora. Restará dar adeus à andorinha da torre e à caça; o fim da vida e o começo pela luta pela sobrevivência.
Talvez compreendêssemos com que sonha o homem branco se soubéssemos quais as esperanças transmite a seus filhos nas longas noites de inverno, quais visões do futuro oferecem para que possam ser formados os desejos do dia de amanhã. Mas nós somos selvagens. Os sonhos do homem branco são ocultos para nós. E por serem ocultos temos que escolher o nosso próprio caminho. Se consentirmos na venda é para garantir as reservas que nos prometeste. Lá talvez possamos viver os nossos últimos dias como desejamos. Depois que o último homem vermelho tiver partido e a sua lembrança não passar da sombra de uma nuvem a pairar acima das pradarias, a alma do meu recém-nascido ama o bater do coração de sua mãe. Se te vendermos a nossa terra, ama-a povo continuará a viver nestas florestas e praias, porque nós as amamos como um como nós a amávamos. Protege-a como nós a protegíamos. Nunca esqueça como era a terra quando dela tomou posse. E com toda a sua força, o seu poder, e todo o seu coração, conserva-a para os seus filhos, e ama-a como Deus nos ama a todos. Uma coisa sabemos: o nosso Deus é o mesmo Deus. Esta terra é querida por Ele. Nem mesmo o homem branco pode evitar o nosso destino comum.”
A visão
Se tivéssemos aprendido o que o cacique Seattle demonstrou que seus antepassados sabiam já no século XIX, será que estaríamos passando pelos problemas do aquecimento global?
A história
Franklin Pierce, décimo-quarto presidente dos EUA tem a fama de ter sido um dos piores presidentes da história deste país. Ele e o governador do recém criado território de Washington – Issac Stevens – iniciaram em 1853 negociações com os índios Suquamish para aquisição de suas terras. A maioria do território Suquamish foi adquirida com a assinatura do Tratado de Point Elliot. Sobrou para o povo Suquamish apenas a Reserva Indígena de Port Madison. Esta carta é a transcrição de um discurso do Chefe Seattle (também chamado cacique. Outras grafias da denominação são Sealth, Sealthe, Seathl ou See-ahth). A data mais aceita para este discurso é 11 de março de 1854.
A região da Reserva Indígena de Port Madison pode ser vista no Google Maps.
(transcrito)
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Lourdes Lescano
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15:57
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terça-feira, 17 de agosto de 2010
FRATERNIDADE
FRATERNIDADE é um dos mais sublimes ideais da história da humanidade.
Significa Amor Mútuo. Ela pode reunir todas as pessoas do mundo.
O intelecto não é suficiente para avaliar o ideal de FRATERNIDADE; é necessário que a avaliemos através da Alma, que personifica Deus em nós, pois é parte da Alma Universal.
FARTERNIDADE é uma das mais belas palavras; é irmã ou prima do Amor.
FRATERNITÉ – em francês
FRATERNITY – em inglês
BROEDERSCHAP – em holandês
BRUDERSCHAF – em alemão
HERMANDAD – em espanhol.
O que significam essas palavras nessas línguas? FRATERNIDADE!
A FRATERNIDADE vive de mãos dadas com o Amor, a Honestidade, a Sinceridade, a Humildade; ela edifica... ela constrói... e reside no íntimo de todo ser humano.
A FRATERNIDADE é muito frágil, à menor chance some pela janela... Não a deixemos fugir de nossas vidas!
Tentemos nos comportar como bons irmãos e viver em Harmonia; fazendo o melhor, mesmo sendo difícil, e fazendo com que o ideal de FRATERNIDADE esteja sempre acima de quaisquer divergências de pensamento.
Enviemos nossas vibrações de FRATERNIDADE a todos os seres do mundo, em especial aos nossos familiares e amigos e a toda a humanidade; assim faremos uma grande e valorosa caminhada em busca de nossa própria evolução espiritual.
Que assim seja!
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Lourdes Lescano
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09:55
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sábado, 14 de agosto de 2010
ETERNO MOVIMENTO X ETERNO REPOUSO.

O mundo se oferecerá espontaneamente a você para ser descoberto. “Ele não tem outra escolha senão jogar-se em êxtase a seus pés”.
Deepak Chopra.
Teremos que superar a turbulência de nossos diálogos interiores, para termos contato com esse infinito poder.
A combinação de mente silenciosa – ilimitada e infinita, com a mente dinâmica – limitada e individual, estabelece um equilíbrio criador e perfeito entre tudo o que se quiser.
Quando compreendemos a coexistência dos opostos, entramos em alinhamento com o mundo da energia, a fonte do mundo material.
O mundo da energia é fluente, dinâmico, elástico, mutável, um eterno movimento.
Ao mesmo tempo, é imutável, quieto, tranqüilo, silencioso, um eterno repouso.
A combinação do movimento com a quietude, capacita a desencadear a criatividade de cada um, em todas as direções, até onde o poder da atenção possa levar.
Se a quietude acompanha sempre o movimento e a atividade, seja qual for a direção que se seguir, o movimento ao nosso redor, não poderá impedir nosso acesso à criatividade e ao campo de nossa potencialidade mais pura.
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Lourdes Lescano
às
09:13
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sexta-feira, 13 de agosto de 2010
A LEI DE AMRA
Esta era uma LEI sagrada entre os egípcios e judeus, posteriormente dos cristãos.
Os Rosacruzes a consideram uma LEI MÍSTICA. Experimentem aplicá-la à sua vida e verão as surpresas que receberão.
Quantas vezes pediram ao Deus de seu Coração e de sua Compreensão,
melhora de saúde, alívio de alguma dor ou algum sofrimento, a aquisição de alguma coisa material, ou auxílio em seus negócios e sua posição social, então, segundo a LEI de AMRA, vocês devem assumir moralmente o dever de destinar uma pequena quantia em dinheiro, ou alguma coisa material, e fazer uma outra pessoa feliz ou em paz com o mundo. A menos que isto seja feito cada vez que vocês recebam uma benção, (...) não poderão fazer futuras petições de outras bênçãos.
Algumas pessoas costumam voluntariamente adotar esta LEI DE AMRA em suas vidas, doando parte de algo que recebem diária, mensal ou anualmente, considerado como DOAÇÃO SAGRADA para ajudar alguém necessitado ou Organização da qual fazem parte.
Será que cada um de nós, têm o costume de fazê-lo? Só se recebe, na proporção que se doa.
E isto é sábio! Aproveitemos a oportunidade se servir e doar, SEMPRE!
Experimentemos! Pratiquemos! As surpresas e compensações virão certamente.
Com votos de grandes bençãos e compensações
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Lourdes Lescano
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07:16
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terça-feira, 10 de agosto de 2010
A Aurora Boreal
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| Aurora Boreal na Lapônia |
A Aurora Boreal é um dos fenômenos mais conhecidos devido à sua incrível beleza. Ocorrendo nos extremos Norte e Sul - onde, chama-se Aurora Austral.
Trata-se de um grande show de cores, que pode assumir diferentes tonalidades e formatosna nossa direção e na direção de outros planetas, onde também pode ocorrer (mais especificamente em Marte, Júpiter e Saturno). e é causado por tempestades solares que enviam fortes ventos
Há quem se incomode por ela prejudicar os sinais de rádio e TV mas, para mim, ela demonstra o que eu acredito ser A Vida em nosso Universo e a magnitude da força que o habita.
Com isso, quero dizer : O que é um verdadeiro milagre? O que é uma demonstração da grandiosidade de Deus e de Sua Obra?
Cada um pode nomear da forma que quiser isto que eu acredito ser A Vida em si.
Enquanto nos encontramos tão apegados ao nosso dia-a-dia e nossas necessidades mais urgentes, acabamos deixando-se esvair a verdadeira beleza e o verdadeiro poder que trazemos dentro de nós mesmos.
A luz que proporciona a beleza das cores que refletem-se no céu; o esplendor do nascer e do pôr do Sol; a força que impulsiona os mares, os ventos e até os vulcões; o amor pela vida que sentimos ao olhar nos olhos de um animal e; o grande poder que há nas explosões solares e em lugares muito além de nosso alcance são a mesma luz, o mesmo esplendor, a mesma força, o mesmo amor e o mesmo poder da vida que habita cada um de nós, pois a essência que constitue o Universo é a que nós chamamos de Alma.
Portanto, espero que com esta mensagem, possamos pensar sobre a força que temos para cuidar daquilo que é nosso e de nós mesmos.
Paz Profunda!
Postado por
Lourdes Lescano
às
19:08
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